Retrospectiva 2023: impacto social e inovação no universo das ONGs

20 de dezembro de 2023

Em 2023, o Portal do Impacto registrou a marca de 91 mil usuários, e para encerrar os conteúdos deste ano, nós fizemos uma retrospectiva dos artigos que mais fizeram sucesso no portal. Confira:

Em 2023, o Portal do Impacto publicou, com o apoio dos colunistas, 118 artigos de diversos temas que abrangem o Terceiro Setor, como captação de recursos, comunicação e marketing e também gestão organizacional. 


E para finalizar este ano muito produtivo, nós vamos reunir os conteúdos mais acessados dos últimos 12 meses para que você conheça quais foram os temas que mais agradaram nossos leitores. Vamos lá?


A evolução das ONGs no Brasil e no mundo 

O artigo “Como surgiram as ONGs no mundo?” conta um pouco dos registros das primeiras organizações no mundo. No Brasil, sabe-se que a primeira ONG registrada foi a Santa Casa de Misericórdia de Santos, fundada em 1543.


Durante o texto, é colocado em destaque que o surgimento das organizações sempre está ligado a fatos marcantes na história da humanidade, como a recente pandemia de Covid-19.


Essas iniciativas estão sempre ligadas a questões sociais, econômicas e políticas de cada época e também são afetadas por crises políticas, como no período do Regime Militar, em que ocorreu o fechamento de diversas associações sociais. Se você quer conhecer mais sobre a história das organizações, não deixe de conferir o artigo.


Saúde Mental: um foco crescente em 2023

Neste ano, a saúde mental dos profissionais do Terceiro Setor também foi uma pauta importante para a Phomenta. Através da pesquisa “A Saúde Mental e o Bem-Estar dos Profissionais do Terceiro Setor”, foi possível descobrir alguns dados preocupantes, os profissionais que demonstram preocupações significativas com sua saúde mental e bem-estar. 55% dos respondentes se identificam com essa afirmação.


Fatores como excesso de demandas e a falta de recursos adequados contribuem negativamente para o desempenho desses profissionais. Entretanto, existiram também aspectos positivos no setor, como 71% dos respondentes afirmarem que estão motivados em seus trabalhos.


Para conferir o estudo completo e conhecer mais sobre a saúde mental dos profissionais do setor do impacto, acesse o conteúdo!


Histórias de Impacto: ONGs transformando vidas

Mesmo tendo sido publicado em junho de 2021, o artigo “11 ONGs que trabalham para e com pessoas LGBTQIA+”, também foi sucesso no portal este ano. Além da lista de Organizações da Sociedade Civil que atuam nesta temática, a Phomenta também reuniu séries, filmes, livros e algumas oportunidades LGBTQIA+. Vale a pena conferir!


ESG e ONGs: uma parceria para o futuro

Para quem ainda tem dúvidas sobre o que significa a sigla ESG (Environmental, Social and Governance), o Portal do Impacto também preparou um artigo especial sobre o tema, e é um dos mais acessados de 2023.


O artigo “O que é ESG e por que é importante para as ONGs?” compartilha possíveis possibilidades que se abrem para as organizações a partir do compromisso das empresas com boas práticas ambientais, sociais e de governança. A partir deste interesse do segundo setor, é possível estabelecer parcerias no estilo “ganha-ganha-ganha”, ganhando a empresa, ganhando a ONG e também a sociedade.


Além disso, o texto demonstra que várias práticas ESG desenvolvidas em empresas privadas podem ser utilizadas pelas ONGs, permitindo que as organizações atinjam objetivos de transparência, equidade e prestação de contas. Um tema tão importante não poderia ficar de fora do nosso ranking de mais acessados, não é mesmo?


Inovações em captação de recursos para ONGs

Marcos Pinheiro produziu um artigo sobre recursos para ONGs e dividiu as fontes destes recursos em três: privados, públicos e geração de renda. Segundo ele, cada uma dessas fontes possuem entre três e oito estratégias, que se bem executadas, permitem acesso aos recursos. 


Ao longo do artigo “Fontes de recursos para projetos sociais”, você poderá entender mais sobre cada uma das fontes dos recursos. Dentro da Captação de Recursos Privados, as estratégias são algumas, como telemarketing e editais privados, além de financiamento coletivo pontual. Já a Captação de Recursos Governamentais podem ser conquistadas por meio de emendas parlamentares, que ocorrem quando os recursos enviados para as organizações são apresentadas por deputados.


Por fim, a Captação de Recursos por meio de Geração de Renda, necessita de algumas estratégias promovidas pelas próprias organizações a partir de uma atividade econômica. Se você gostaria de saber mais sobre cada uma dessas fontes, confira o artigo.


Educação e capacitação em ONGs

Sabemos que o desenvolvimento das organizações depende do aperfeiçoamento contínuo dos colaboradores e por este motivo, além de compartilhar informações através dos artigos, o Portal do Impacto também possui uma aba de cursos gratuitos.


Ao acessar a aba, você encontrará o curso, “Comunique-se Bem, Capte Mais” , realizado pelo Portal do Impacto em parceria com a Social.LAb. Os inscritos irão aprimorar seus conhecimentos em comunicação em redes sociais. Ficou interessado? Acesse o conteúdo!


Desafios e superações: ONGs em 2023

Ninguém se desenvolve sozinho, e é por saber disso que o Portal do Impacto foi criado em março de 2020, no início da pandemia da Covid-19, com a finalidade de apoiar as ONGs, por meio de informações e conhecimentos.


Mesmo com o “fim” deste período, o portal se manteve para auxiliar as organizações a superarem tantos outros desafios que o Terceiro Setor enfrenta no Brasil, através de conteúdos gratuitos e de qualidade.


Nos últimos 12 meses, nós impactamos 91 mil usuários e deste total, 89 mil novas pessoas. Encerrar o ano de 2023 sabendo destes números, provoca na equipe do portal uma sensação de dever cumprido, com muita gratidão a cada um de nossos colunistas, que gentilmente compartilham seus conhecimentos por meio dos artigos, mas principalmente, a cada pessoa que navegou pelo portal neste ano.


Nosso objetivo é ser uma referência para o Terceiro Setor e queremos chegar lá! E para isso, estamos buscando oferecer estrategicamente novos conteúdos para o próximo ano, nos vemos em 2024!


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Por Instituto Phomenta 15 de janeiro de 2026
O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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