5 perguntas para responder antes de montar seu planejamento de comunicação de 2026

11 de dezembro de 2025

Antes de abrir planilhas, definir metas ou pensar nos posts do ano, vale parar um momento para olhar para dentro da sua organização. Uma comunicação eficiente começa com entendimento do que é possível fazer, do que faz sentido e de quem realmente precisa ser alcançado.



Trouxemos então cinco perguntas, rápidas e simples, para te ajudar a esboçar o seu planejamento de comunicação para o próximo ano. Vamos para elas? 


1. O que precisamos alcançar em 2026?

Todo plano precisa começar com um objetivo simples e direto. Sem isso, a comunicação vira uma lista de tarefas soltas.


Exemplos de objetivos possíveis:


  • aumentar o número de apoiadores;

  • melhorar a presença institucional;

  • fortalecer a relação com parceiros;

  • ampliar o alcance das ações e projetos;

  • divulgar resultados de forma mais estruturada.

Evite objetivos longos demais. Um principal e dois secundários já resolvem. Se manter realista ajuda a evitar sobrecarga e frustrações. 


2. Quem realmente precisa receber nossas mensagens?

Nem toda comunicação precisa alcançar todas as pessoas. Mapear quem é essencial evitar desperdício de tempo e recursos (além de não causar sobrecarga em quem recebe sua mensagem).


Grupos comuns no Terceiro Setor:


  • apoiadores individuais;

  • empresas parceiras;

  • lideranças comunitárias;

  • beneficiários;

  • imprensa;

  • governo;

  • conselhos e fundos públicos;

  • voluntários.

.Para definir seu público, você pode se perguntar:
Quem precisa ser informado?
Quem precisa confiar?
Quem pode apoiar?


3. Qual é a mensagem central que queremos repetir ao longo do ano?

Comunicação que muda toda hora gera confusão. Por isso, vale escolher uma mensagem principal que represente a organização e acompanhar tudo o que é feito com base nela.

Essa mensagem deve responder, de forma simples:


  • o que fazemos;

  • por que fazemos;

  • qual problema buscamos resolver;

  • o que a pessoa pode fazer ao nosso lado (doar, participar, acompanhar)



Não precisa ser frase de impacto. Precisa ser compreensível.


4. O que conseguimos fazer com a equipe, o tempo e os recursos que temos?

O maior problema do planejamento é prometer o que não cabe na rotina. Por isso, é importante ser honesto sobre o que a organização dá conta de realizar.


Liste:


  • quem produz conteúdos;

  • quem aprova;

  • quanto tempo cada etapa leva;

  • quais ferramentas já estão disponíveis;

  • quanto dinheiro existe para investir no ano.

Só depois disso vale decidir formatos: posts, vídeos, boletins, eventos, relatórios e por aí vai.


5. Como vamos acompanhar o que deu certo e o que não deu?

Acompanhar resultados não é sobre alcançar números gigantes. É sobre entender o que vale continuar e o que deve mudar.


Indicadores possíveis:


  • alcance das publicações;

  • crescimento de apoiadores;

  • aberturas de e-mail;

  • acessos ao site;

  • participação em eventos;

  • novos parceiros;

  • quantidade de voluntários mobilizados.

Dá para definir uma rotina simples de acompanhamento, como mensal ou bimestral.


E como isso ajuda no planejamento de 2026?


Responder essas perguntas evita improviso, direciona esforços e fortalece a comunicação como ferramenta de gestão, não só como produção de conteúdos. É assim que a comunicação deixa de ser “o que dá pra fazer” e passa a ser parte da estratégia da organização. Que tal praticar?


Atividade prática: Oficina de planejamento em 60 minutos


Reúna sua equipe, separe um cronômetro, papel e caneta e vamos definir: 


1) Objetivo e metas (10 min)

O grupo escreve o objetivo principal de comunicação para 2026 e três metas.


2) Públicos essenciais (10 min)

Listem os grupos que realmente precisam ser priorizados.


3) Mensagem central (10 min)

Cada pessoa escreve, em uma frase, a mensagem que acredita representar a organização. Escolham uma versão e ajustem juntos.


4) Recursos e limites (15 min)

O grupo lista tudo o que consegue fazer com os recursos atuais e tudo que precisaria de apoio externo.


5) Indicadores de acompanhamento (15 min)

Escolham 3 indicadores possíveis de monitorar durante o ano.

Ao final, vocês terão as bases do planejamento prontas.


Quer ler mais sobre comunicação? Acesse aqui! 

Comunicação e Marketing

Inscreva-se na nossa Newsletter

Últimas publicações

Por Instituto Phomenta 11 de junho de 2026
Nem todo edital é uma oportunidade. Entenda os riscos do desvio de missão e como captar recursos de forma estratégica.
Por Jaice Balduino 1 de junho de 2026
O doador brasileiro está mudando: mais seletivo, exigente e orientado por impacto. Descubra o que as organizações sociais precisam oferecer para conquistar e fidelizar quem doa no cenário atual.
Por Instituto Phomenta 26 de maio de 2026
Quem está no dia a dia da gestão de uma ONG conhece bem o dilema: a gente passa tanto tempo cuidando dos projetos e atendendo a ponta que a nossa própria estrutura vai ficando para trás. Já diz o ditado: “em casa de ferreiro…”. Nosso financeiro roda no limite, a equipe fica sobrecarregada, os processos são travados e a liderança vive exausta. A verdade é que a gente se acostumou a operar no modo de sobrevivência. Então, que tal dar um passo para trás e avaliar o todo? Durante o FIFE 2026, o sociólogo Domingos Armani trouxe uma provocação que cutucou feridas necessárias. Ele alertou que muitas organizações ainda insistem em carregar crenças e estigmas que funcionam como mapas obsoletos. Só que, o grande problema de usar um mapa velho é que o mundo mudou, e o desenho antigo já não bate com o terreno real de hoje. Insistir na ideia de que investir na própria estrutura é "gastar dinheiro que deveria ir para o projeto" é um desses mapas velhos que precisamos rasgar. Fortalecer a casa, o chamado Desenvolvimento Institucional (DI), é o que garante que a ONG continue existindo e gerando impacto no longo prazo. E essa mudança de mentalidade muda tudo, inclusive o jeito de captar recursos. Mudar a postura para financiar a sua estratégia Captar recursos para o Desenvolvimento Institucional, ou seja para estruturar a gestão, investir em tecnologia e manter o time funcionando, exige parar de pedir dinheiro apenas para o "projeto da vez". No painel da Plataforma Conjunta, ainda no FIFE, o debate girou em torno de como virar essa chave diante dos financiadores. Para ajudar a avaliar como a sua organização está se posicionando, montamos um checklist prático com os principais aprendizados da mesa: Checklist de postura para o fortalecimento da ONG [ ] Você se explica pela estratégia ou pelo portfólio? Quando vai conversar com um parceiro, você gasta todo o tempo listando as oficinas da semana ou apresenta primeiro a missão e a visão de futuro da organização? Grandes parceiros querem financiar o futuro da sua causa, não apenas uma ação pontual. [ ] Você sabe compartilhar vulnerabilidades? Se a sua organização fosse perfeita e não tivesse nenhum problema de gestão, ela não precisaria de apoio. Fale da sua vulnerabilidade, mas com estratégia. Acompanha o próximo ponto! [ ] O desafio vem acompanhado de uma solução? Mostrar os pontos fracos da gestão para o parceiro só funciona se você já apresentar a rota para resolver o problema. A vulnerabilidade precisa vir colada com a sua capacidade de planejamento. [ ] O estigma da escassez foi abandonado? A gestão já superou a velha crença de que o Terceiro Setor precisa trabalhar sofrendo, com ferramentas defasadas e computadores lentos? Modernizar a estrutura interna é uma decisão de eficiência, não um luxo. Saiba que você pode merece e precisa de estrutura. Modernizar para não parar no caminho Se os mapas antigos não funcionam mais, o papel de quem gere é desenhar novas rotas. Olhar para o Desenvolvimento Institucional serve para dar musculatura para a organização. Quando paramos de “vender o almoço para pagar o jantar” e começamos a financiar a nossa própria estratégia, a ONG ganha a sustentabilidade que precisa para transformar a realidade na ponta de forma estruturada e contínua.
Por Instituto Phomenta 14 de maio de 2026
Quem trabalha em ONG sabe que a comunicação costuma ser o pratinho que mais cai. Com tantas atividades executadas ao mesmo tempo, a estratégia acaba ficando para trás porque o operacional consome todo o dia. Mas o uso da Inteligência Artificial (IA) tem mostrado que dá para mudar esse cenário. Esse foi um dos temas centrais do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE 2026), o principal encontro sobre gestão do Terceiro Setor no Brasil. O debate focou em como a tecnologia pode organizar processos e liberar tempo para o que realmente importa. O cenário brasileiro é curioso: de um lado, a OpenAI aponta que o Brasil é o terceiro país que mais usa o ChatGPT no mundo (atrás apenas de EUA e Índia), com cerca de 140 milhões de mensagens diárias enviadas por aqui. Por outro lado, o uso estratégico nas ONGs ainda engatinha. Um levantamento do IDIS com mais de 1,5 mil organizações revela que 62% delas ainda estão em um estágio baixo ou inexistente de adoção de IA. Ou seja, a tecnologia está na nossa mão, mas o setor social ainda está descobrindo como transformá-la em aliada da gestão. Para tirar proveito real dessas ferramentas, o segredo é o jeito que você as alimenta. Durante a palestra de Marco Iarussi, publicitário social e fundador da Curta Causa, aprendemos que o "treinamento" que você dá à IA é o que define se o resultado será genérico ou útil. Mão na massa: Passo a passo para montar seu plano com IA Para a IA aprender sobre a sua realidade e não entregar respostas vazias, siga este roteiro: 1. Não mude de conversa Escolha um único chat para tratar do seu plano de comunicação, seja no ChatGPT, Gemini ou Claude. Se você abre uma conversa nova toda vez, a IA "esquece" o contexto. Mantendo o mesmo canal, ela guarda o histórico e entende as necessidades específicas da sua organização. 2. Dê informações reais Antes de pedir o plano completo, descubra o que a IA já "pensa" sobre você. Isso serve para corrigir erros e fornecer dados que ela ainda não tem. Prompt: "O que você sabe sobre a causa [inserir sua causa] e o que conhece sobre o trabalho da [nome da sua ONG]?" 3. Alinhe o que é um plano de verdade Veja se o robô entende o seu universo. Se ele tiver uma visão muito comercial, o plano parecerá uma propaganda de loja, o que não funciona para o setor social. Prompt: "Para você, o que não pode faltar em um plano de comunicação para uma ONG? Liste os pontos principais." (Leia e diga o que você concorda ou não). 4. Descubra o que ninguém está falando Use a ferramenta para encontrar novos ângulos e sair do óbvio. Prompt: "O que o pessoal mais fala sobre [sua causa] hoje? E o que você acha que ainda não foi dito, mas que ajudaria as pessoas a entenderem melhor o nosso impacto?" 5. Peça o plano prático Agora que o chat está treinado, peça a estrutura final. Prompt: "Com base em tudo o que já conversamos aqui, monte um calendário de 30 dias para as nossas redes sociais. O foco deve ser [ex: prestação de contas ou atrair novos voluntários]." Onde entra a ética e o seu papel Usar a tecnologia para facilitar o dia a dia é inteligência de gestão, mas exige cuidado. A IA serve para fazer o primeiro rascunho e organizar as ideias, mas a palavra final, a conferência dos dados e o olhar humano sobre a causa precisam ser seus. O objetivo é automatizar o que for repetitivo para que você tenha fôlego. Com a comunicação organizada, sobra tempo para construir relacionamentos de verdade e focar no que nenhuma máquina substitui a confiança e o olho no olho com quem apoia a sua organização. 
Por Camila Pasin 30 de abril de 2026
Empresas brasileiras deixaram de ser apenas financiadoras e se tornaram plataformas de engajamento. Entenda como transformar uma simples doação em uma verdadeira aliança de impacto.
Por Gabriel Pires 9 de abril de 2026
Minha OSC precisa de um código de ética? No terceiro setor, valores sem regras claras podem gerar conflitos e riscos. Entenda por que o código de ética é essencial para a gestão das OSCs.
mostrar mais

Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão

Entrar para o grupo