Como surgiram as ONGs no mundo?

11 de fevereiro de 2021

Esta é uma pergunta super difícil, pois o termo e classificação Organização Não Governamental ou ONG, por exemplo, surgiu bem depois da aparição das primeiras organizações de caridade que tinham forte ligação com a igreja.


Nos próximos parágrafos informações e momentos importantes sobre o surgimento das ONGs no mundo.

Uma das primeiras organizações que temos registro é a King’s School, Canterbury no Reino Unido, uma escola fundada por Santo Agostinho em 597 e que é considerada a escola mais antiga ativa no país. Entretanto, há poucas informações sobre seu funcionamento nos primeiros séculos de existência. Já no Brasil, temos a Santa Casa de Misericórdia de Santos, fundada em 1543, como uma das primeiras organizações sem fins lucrativos.


Contudo, para alguns autores, as primeiras ONGs só surgiram no século XIX. De acordo com eles, o movimento antiescravagista levou à criação de organizações como a Sociedade Antiescravagista, a qual pode ser considerada a primeira ONG internacional. Percebemos também o surgimento de importantes organizações não-governamentais em cenários hostis das guerras, tendo como exemplos a Cruz Vermelha na década de 1850, após a guerra franco-italiana e a Peabody Education Fund em 1867, após a guerra civil americana.

Quando paramos para pensar na origem do termo ONG (Organização Não Governamental), vemos que ele só começou a ser utilizado na década de 1940, pela ONU (Organização das Nações Unidas), no contexto do final da Segunda Guerra Mundial. 

O termo ONG se referia a organizações privadas que recebiam apoio de órgãos públicos e buscavam o desenvolvimento de comunidades, com a criação de projetos de apoio aos países pobres. E foi na década de 1970 e no contexto de resistência política na luta contra o autoritarismo que houve a formação e o fortalecimento de grupos com causas mais específicas, resultando na diversificação do campo de atuação dessas organizações.


Já na década de 1990 aconteceu uma expansão das ONGs com o aumento na formação de parcerias e voluntariado. Com isso, houve um maior apoio de instituições privadas para executar programas sociais que anteriormente eram associados ao Estado. Como consequência desse novo cenário, as ONGs ganharam força e visibilidade como organizações que atuam complementando a atuação do Estado na execução de projetos sociais!


O que seríamos de nós sem elas, não é mesmo?


E onde entra o Brasil nessa história?

Vimos até aqui que o surgimento das ONGs está fortemente relacionado com as questões sociais, políticas e econômicas de cada época, e que elas propõem condições mais justas nas diferentes causas que atuam.


No Brasil não foi diferente, durante o período do Regime Militar, houve o fechamento de diversas associações sociais e políticas e as necessidades das classes populares passaram a ser discutidas por grupos considerados ”semiclandestinos”. Inicialmente esses grupos estavam focados em direitos básicos e trabalhistas, mas com o tempo também começaram a discutir questões raciais, de gênero e de sexualidade. Na década de 1970 assumiram características de organizações privadas na luta por direitos sociais.


Assim como aconteceu em outros países da América Latina, a luta pela democracia está fortemente relacionada com a fundação de ONGs no Brasil. Na década de 1980, os centros de educação popular perderam o caráter “semiclandestino” e se fortaleceram com uma intensa mobilização da sociedade e com a volta de exilados ao Brasil, os quais contribuíram com suas experiências junto a organizações internacionais.


Com isso, há uma diversificação de causas e lutas e uma formalização desses grupos, assim, o termo ONG passou a ser utilizado oficialmente no Brasil. Com a definição de um termo e sua formalização, as ONGs começaram a se desenvolver ainda mais! 

Na década de 1990, em um contexto de privatização e dificuldade de acesso a direitos básicos, as ONGs ganharam mais força na busca pelo bem estar social, chegando a receber recursos públicos para assumir parte das funções do Estado. Com isso, elas ganharam também um maior reconhecimento e se fortaleceram com a formação de redes de parceria. Atualmente, já existem cerca de 237.000 Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil.



E para fechar...

Vimos que o surgimento das ONGs está sempre ligado a fatos marcantes na história da humanidade e, olhando para o cenário atual de pandemia e crises políticas, vimos que não é diferente. Afinal de contas, se um novo mundo é possível, não sabemos, mas que ele é necessário, temos certeza! E a Phomenta está aqui para apoiar empreendedoras e empreendedores sociais com informação e ferramentas de gestão e inovação para potencializar e fortalecer ainda mais as ONGs.

 

Vamos juntos!




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