Série indicadores - 10 boas práticas no processo de acompanhamento

16 de dezembro de 2022

Este conteúdo foi produzido por Catherine Jimenez

Vamos para a última etapa do PCA? 


Nos últimos 2 artigos, verificamos o processo de planejamento e construção dos indicadores. Neles aprendemos um pouco da lógica de desenvolvimento e como podemos utilizar metodologias simples para construir indicadores fortes e assertivos para os nossos projetos.


Artigo 1 → Série "Indicadores - Do Caos à Mensuração" - Apresentação


Artigo 2 → Série Indicadores - Planejamento e Construção


Hoje, focaremos na etapa de ACOMPANHAMENTO destes indicadores para que eles sejam frequentemente analisados durante o ciclo do projeto.


Vamos juntos?!


Acompanhamento sem neura! 


Realizar o acompanhamento de indicadores pode se tornar um processo complexo quando não temos eles bem definidos e estruturados. Realizar o passo a passo apresentado no artigo 2, irá facilitar o desenvolvimento do plano de monitoramento e avaliação de seu projeto. 


Relembre abaixo as duas “chaves do sucesso” que conversamos anteriormente:


  1. Desenvolvimento da teoria da mudança com os 4 níveis: atividades, resultados, objetivo e impacto
  2. Desenvolvimento do marco lógico com indicadores SMART (específico, mensurável, atingível, relevante e temporal)


Dando continuidade neste raciocínio, apresentarei abaixo 10 boas práticas para a construção de um modelo de plano de monitoramento e avaliação apresentado pela metodologia Project Dpro, contudo, com algumas adaptações que realizo em meu dia a dia:


  1. Utilize o marco lógico como a sua base para a construção do plano, você deverá utilizar a seguinte ordem dentro de uma planilha:


Teoria da mudança Indicadores
Impacto Indicadores Smart
Objetivo Indicadores Smart
Resultados Indicadores Smart
Atividade Indicadores Smart

2. Ao lado dos indicadores você irá incluir 4 colunas que irão trazer informações extremamente relevantes sobre: Fonte verificação, Tipo de Dado, Frequência e Responsável:


Teoria da mudança Indicadores Fonte de verificação Tipo de dado Frequência Responsável
Impacto Indicadores Smart
Objetivo Indicadores Smart
Resultados Indicadores Smart
Atividade Indicadores Smart

Veja abaixo o que corresponde cada uma delas:


a. Fonte de verificação: Aqui você deverá incluir os materiais que serão consultados para verificar se as metas dos indicadores foram alcançadas.
Exemplo:
- Indicador de atividade: 3000 estudantes presentes durante os 4 workshops
- Fonte de verificação: Relatório de presença


b. Tipo de dado: Aqui é onde aprendemos a moldar e ponderar os tipos de dados que estamos coletando. Os dados poderão ser:
- Qualitativos
- Quantitativos
- Quali e Quanti


c. Frequência: Aqui é onde você colocará a frequência de coleta dos dados.
Exemplo:
- 1 vez ao final do projeto
- Mensalmente
- Ao final de cada workshop
- 3 anos após o encerramento do projeto


d. Responsável: Toda linha deverá ter um responsável, para que ele verifique o indicador, realize as aplicações e registre os dados e informações.


3. Preencha os quadros da mesma forma como você desenvolveu a teoria da mudança e o marco lógico: de baixo para cima


4. Inclua uma coluna de METAS ao lado dos indicadores, isso irá tornar a sua planilha VIVA e com melhor visibilidade dos números do projeto.

Exemplo de escrita:
Indicador SMART: 2 workshops sobre a temática de reciclagem com o ensino médio até fevereiro de 2023

Separando a meta do indicador:
Meta - 2
Indicador: - Aplicação de workshops sobre a temática de reciclagem com o ensino médio até fevereiro de 2023


Veja abaixo como ficaria a planilha:

Teoria da mudança Metas Indicadores Fonte de verificação Tipo de dado Frequência Responsável
Impacto Indicadores Smart
Objetivo Indicadores Smart
Resultados Indicadores Smart
Atividade Indicadores Smart

5. Verifique se as fontes de verificação estabelecidas fazem sentido com a sua realidade. Muitas vezes é neste momento que notamos que o nosso plano de monitoramento e avaliação está ficando muito CARO e podemos ajustar para que caiba em nosso orçamento! (Este é um ponto chave para que tire do seu vocabulário que realizar o monitoramento é algo caro e por isso não irá fazer!)


6. Lembre-se que Objetivo e Impacto faz parte do que chamamos de AVALIAÇÃO e poderá ser coletado/avaliado APÓS a finalização do projeto. Desta forma, escolha bem os responsáveis para que eles estejam disponíveis no período OU realize o que chamamos de “Gestão de conhecimento” para que consiga passar todas as informações para futuros responsáveis.


7. Semanalmente ou diariamente (a depender do cronograma de seu projeto) realize a atualização deste quadro para que consiga acompanhar o andamento do projeto. 


8. Escolher dados QUALITATIVOS ou QUANTITATIVOS deverá ser de forma ESTRATÉGICA. Atualmente, estamos em um momento onde precisamos ter EQUILÍBRIO para atender as necessidades de mostrar as transformações e também o impacto numérico de nossas ações!


9. É sempre importante que os indicadores do projeto estejam alinhados com os indicadores institucionais! Faça aquele “de/para” de forma que consiga enxergar a importância daquele indicador no controle institucional.


10. Parece óbvio quando construímos um indicador SMART que as metas precisam ser ALCANÇÁVEIS, contudo, nem sempre isso é respeitado. Lembre-se que de nada adianta vendermos um projeto MARAVILHOSO com PROMESSAS GRANDES, se não temos recursos humanos e financeiros, além de um cenário adequado para este tipo alcance!


Bônus: Clique no botão abaixo e acesse um modelo simples e inicial para começar a rascunhar o seu plano de monitoramento e avaliação!

Baixar modelo

Coordenadora de Projetos Sociais, formada em Gestão Ambiental pela USP, MBA em Comunicação e Marketing pela USP, Certificada em Project Dpro e Gestora e Mentora na GPS Social. 


Contato: catherinejimenez.jz@gmail.com


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Por Kamilly Oliveira 9 de março de 2026
Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
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