Pergunte ao IA - No que a inteligência artificial pode te ajudar?

29 de junho de 2023

Este conteúdo foi produzido por Emerson Cacilhas Santiago

Você certamente já ouviu falar do ChatGPT e outras ferramentas de IA (Inteligência Artificial). Nos últimos meses, houve uma explosão no número de ferramentas baseadas em inteligência artificial. Na prática, essas ferramentas podem executar tarefas com mais simplicidade, rapidez e qualidade, aproximando-se do desempenho de profissionais em diversas áreas. No entanto, muitas discussões surgiram em torno dos limites dessas tecnologias, bem como dos perigos associados, como o potencial aumento do desemprego e o uso indevido da IA em crimes e guerras. Além disso, à medida que a IA se torna mais avançada, aumentam as preocupações sobre sua capacidade de tomar decisões por conta própria.


Leia a nossa série Inteligência Artificial e seu potencial para as ONGs


Assim como outras evoluções tecnológicas, o rádio, computador, internet, smartphone, aplicativos, avião e foguete, a IA está se tornando uma realidade inevitável. No entanto, é fundamental serem estabelecidas regulamentações e limites para garantir que essas ferramentas sejam utilizadas em benefício das pessoas e melhoria da qualidade de vida.


Agora, surge a pergunta: como as organizações podem utilizar essa poderosa ferramenta, na prática?


Vejamos algumas respostas fornecidas pelo ChatGPT:


Coleta e análise de dados: A IA pode ajudar as organizações sociais a coletar e analisar grandes volumes de dados de forma eficiente. Isso permite identificar tendências, padrões e insights importantes que podem ser usados para tomar decisões mais informadas e estratégicas.”


Personalização e engajamento: A IA pode ser usada para personalizar o engajamento com doadores, voluntários e beneficiários. Por meio da análise de dados, as organizações podem segmentar suas comunicações e oferecer experiências mais relevantes e personalizadas, aumentando o envolvimento e o impacto de suas ações.”


Automação de tarefas: A IA pode automatizar tarefas rotineiras e repetitivas, liberando tempo e recursos para atividades mais estratégicas e de maior valor. Por exemplo, chatbots podem fornecer respostas automáticas a perguntas frequentes, reduzindo a carga de trabalho da equipe e melhorando a eficiência das operações.”


Predição e prevenção: Com base em dados históricos, a IA pode ajudar as organizações sociais a prever eventos e identificar problemas potenciais antes que ocorram. Isso possibilita a implementação de medidas preventivas e o direcionamento de recursos de forma mais eficaz para evitar situações negativas.”


Otimização de recursos: A IA pode auxiliar na otimização de recursos limitados, como orçamento e tempo. Algoritmos de IA podem fornecer insights sobre como alocar recursos de maneira mais eficiente, identificar oportunidades de economia e maximizar o impacto das atividades da organização”


Colaboração e compartilhamento de conhecimento: A IA pode facilitar a colaboração entre organizações sociais, permitindo o compartilhamento de conhecimento e melhores práticas. Plataformas baseadas em IA podem conectar organizações semelhantes, possibilitando o aprendizado mútuo e a troca de experiências.”


Monitoramento e avaliação de impacto: A IA pode ajudar a melhorar o monitoramento e a avaliação de impacto das iniciativas das organizações sociais. Por meio da análise de dados em tempo real, é possível medir e rastrear o impacto das atividades, identificar áreas de melhoria e ajustar as estratégias conforme necessário.”


O que é Inteligência Artificial generativa?


Veja como o IA pode te ajudar com análises e pesquisas que demorariam horas ou até dias para levantar e organizar.


- ChatGPT

Vamos começar pela ferramenta mencionada lá no início, o Chat GPT é um modelo de linguagem especializado, desenvolvido pelo OpenAI e treinado para produzir textos.


- Fireflies

Reuniões fazem parte do dia a dia das organizações e otimizar este tempo e transcrever todas as deliberações e controle das tarefas é sempre um grande desafio. O  Fireflies pode ajudar  com o seu assistente virtual para reuniões que busca automatizar e melhorar a execução desses momentos. A ferramenta IA ajuda a transcrever, tomar notas e completar ações durante reuniões, fazer legendas, entre outros recursos.


- Excel Formula Bot

Sabemos que as organizações utilizam bastante o Excel para  montar várias análises e relatórios e o excel formula bot oferece suporte ao Excel e ao Planilhas Google, projetado com o intuito de ajudar usuários a gerarem fórmulas através de comandos de texto. Vale ressaltar que plataformas de gestão podem ajudar com resultados bem mais rápidos que planilhas. Soluções como a da transforme.tech podem ajudar muito as organizações diminuírem consideravelmente o volume das planilhas e ter resultados consolidados e detalhados com mais velocidade e maior segurança.


- Looka

Interessante no início de uma organização, Looka é uma IA que oferece um processo simples e intuitivo de criação de logotipos. A partir de uma seleção de cores, fontes e ícones a partir dos seus gostos, a identidade visual é criada rapidamente e com boa aparência.


- Midjourney

Sabemos que por muitas vezes faltam pessoas para desenvolver várias demandas necessárias para as organizações. O Midjourney conta com recursos de escrita rápida e criação de imagens que podem ajudar e agilizar estes tipos de demandas. Essas produções podem ser utilizadas em diversos canais, viabilizando a comunicação e marketing mais estratégicos para a sua organização.


Veja algumas dessas IAs na prática


É importante destacar que a implementação da IA requer planejamento e considerações éticas. As organizações sociais devem garantir a transparência, a proteção de dados e a equidade no uso da IA, sempre colocando os interesses das comunidades e beneficiários em primeiro lugar.


Por fim, vale ressaltar, que o avanço da tecnologia é inevitável e pode ser muito benéfico para a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas. Basta que nós, seres humanos, a usemos para esse fim.





Emerson Cacilhas Santiago: Fundador e CEO da transforme.tech - Formado em tecnologia de Informação e pós-graduado em gestão com foco em empresas de tecnologia da informação e gestão estratégica.


Inscreva-se na nossa Newsletter

Últimas publicações

Por Instituto Phomenta 15 de janeiro de 2026
O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
Por Instituto Phomenta 12 de janeiro de 2026
As transformações no cenário internacional de financiamento foram um dos alertas mais sensíveis apresentados no Webinar: Tendências de 2026 para o Terceiro Setor, realizado pelo Instituto Phomenta. Em um contexto de instabilidade política, mudanças de prioridades globais e retração de recursos externos, organizações brasileiras já sentem os impactos de uma filantropia internacional mais seletiva, menos previsível e cada vez mais estratégica. Em 2026, essa tendência se consolida e exige das organizações sociais um reposicionamento em relação à forma como acessam, gerenciam e diversificam suas fontes de recursos. A retração do financiamento internacional Durante o webinar, foram destacados movimentos recentes que ajudam a explicar o cenário atual, como a redução de repasses de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o enfraquecimento de programas tradicionais de cooperação internacional e o encerramento ou redirecionamento de iniciativas históricas, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essas mudanças não acontecem de forma isolada. Elas refletem disputas geopolíticas, reorientação de agendas nacionais e uma priorização maior de crises internas por parte de países doadores. Para muitas organizações do Sul Global, isso representa a perda de fontes que, por décadas, sustentaram projetos e estruturas institucionais. Menos recursos, mais exigências Além da diminuição do volume de recursos, o webinar destacou um aumento significativo no nível de exigência dos financiadores internacionais que permanecem ativos. Entre os critérios mais observados estão: capacidade de gestão financeira e institucional; governança estruturada; indicadores consistentes de resultados; alinhamento com agendas globais específicas; histórico de parcerias e execução. Em 2026, organizações com baixa maturidade institucional tendem a enfrentar ainda mais barreiras para acessar recursos internacionais, mesmo quando atuam em causas prioritárias. O papel do financiamento público no Brasil Em contraste com a retração internacional, observamos o crescimento dos repasses federais no Brasil nos últimos anos. Esse movimento abre oportunidades, mas também traz desafios próprios. Acesso a recursos públicos exige preparo técnico, capacidade de prestação de contas, adequação jurídica e fôlego financeiro para lidar com prazos e burocracias. Para muitas organizações, isso demanda investimentos prévios em estrutura e equipe, o que nem sempre é possível sem apoio externo. Ainda assim, o aumento do financiamento público reforça a importância de olhar para o território nacional como parte estratégica da sustentabilidade financeira. Diversificação como estratégia de sobrevivência Uma das principais reflexões trazidas é que depender de uma única fonte de recursos se torna cada vez mais arriscado. Em 2026, a diversificação deixa de ser recomendação e passa a ser condição de sobrevivência. Isso envolve combinar diferentes fontes, como: filantropia nacional; parcerias com empresas; recursos públicos; doações individuais; prestação de serviços alinhados à missão. O impacto das mudanças na autonomia das organizações As transformações na filantropia internacional também afetam a autonomia das organizações sociais. Com menos recursos disponíveis e maior competição, cresce o risco de adaptação excessiva a agendas externas, em detrimento das demandas reais dos territórios. Por isso a importância de manter o foco na missão e no impacto social, mesmo diante de pressões financeiras. Organizações mais preparadas institucionalmente tendem a negociar melhor, fazer escolhas mais estratégicas e preservar sua coerência. O que essa tendência exige das organizações Em 2026, o cenário de financiamento será mais restrito, mais técnico e mais competitivo. Organizações que investem em desenvolvimento institucional, planejamento financeiro e fortalecimento da gestão terão mais condições de atravessar esse contexto com menos rupturas. Como discutido no webinar, adaptar-se às mudanças da filantropia internacional não significa abandonar princípios, mas sim construir bases mais sólidas para seguir atuando com impacto, autonomia e sustentabilidade no longo prazo. Confira o Conteúdo:
Por Instituto Phomenta 5 de janeiro de 2026
A confiança no Terceiro Setor está em alerta. Entenda por que transparência, governança e coerência se tornaram decisivas para as organizações em 2026.
Por Instituto Phomenta 29 de dezembro de 2025
Agentes de IA ganham espaço no Terceiro Setor em 2026, apoiando captação, operação e gestão. Entenda a tendência, seus usos e os cuidados para organizações sociais.
Por Mariana Moraes 11 de dezembro de 2025
Antes de definir metas ou pensar nos posts do ano, olhe para dentro da sua organização. Saiba aqui o que se perguntar antes de montar seu planejamento estratégico.
Por Instituto Phomenta 2 de dezembro de 2025
Este é o primeiro de cinco artigos da série intitulada Vozes dos Territórios: uma jornada decolonial na Filantropia Brasileira. A série dedica-se a compartilhar com o ecossistema de impacto as experiências e aprendizados na construção da Comunidade Territórios do Amanhã - uma iniciativa Próspera Social, com realização do Instituto Phomenta. 
mostrar mais

Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão

Entrar para o grupo