Sua ONG atende crianças? Leia este texto!

5 de janeiro de 2023

Este conteúdo foi produzido por transforme.tech


Batatinha frita um, dois, três... Pera, uva, maçã... salada mista...


Em um dos nossos artigos anteriores, falamos sobre a geração dos nativos digitais e o quanto eles impactarão as organizações e também as tendências mercadológicas.


Os nativos digitais e o impacto deles nas organizações


 As crianças são o público alvo de muitas organizações do terceiro setor. E é muito importante ter cada vez mais conhecimento sobre o assunto, pois servirá de auxílio no  desenvolvimento de estratégias e também na adaptação de atividades. 

 

Hoje, trouxemos o artigo da pedagoga Denise Aguiar Santiago, sobre a importância das brincadeiras na vida e desenvolvimento das crianças. Leia abaixo:

 

Como a saudade aperta ao lembrarmos dos momentos de brincar! Mas diante das diversas situações de violência e uso descontrolado da tecnologia, pouco se vê crianças brincando na rua. Geralmente estão em suas casas diante da tela do celular, tablet ou televisão. 

 

É por meio das brincadeiras que o ser humano tem a chance de se relacionar com o outro, de entrar no mundo imaginário que é tão importante, principalmente para o desenvolvimento socioafetivo das crianças. Mas, e quando o brincar já não comporta o outro e existe a barreira física da tela do celular? 

 

Brincar é inerente ao mundo infantil. São nos jogos e nas brincadeiras que se tem a oportunidade de vivenciar situações do dia a dia, aprender a enfrentar os medos, os desafios e a lidar com conquistas, derrotas, fracassos e sucessos. 

 

É no olho a olho, mão na terra e pé no chão que a criança, ao lidar com a diversidade, aprende a conviver e a respeitar o outro, bem como resolver seus conflitos e seguir em frente. Diferente dos ambientes virtuais, que diante das diferenças e das dificuldades dá a possibilidade de bloquear, silenciar ou excluir, além de muitas vezes se ocultar

 

A criança é um ser imaginativo, criativo e espontâneo, por isso é importante que tenha acesso ao mundo infantil de forma compatível com a sua natureza lúdica e nas suas construções, possa recriar sua realidade, repensando e ressignificando o mundo real. 

 

Dessa maneira, se desenvolve cognitiva e emocionalmente uma forma saudável, favorecendo a socialização, a interação com o outro, aumentando seu repertório verbal e afetivo, além de fomentar a criatividade e a imaginação. Uau, o brincar faz tudo isso? Sim, se for incentivado o processo espontâneo e interativo.

 

É importante permitir que a criança tenha tempo e espaço para brincar livremente. Montar, desmontar, multiplicar seus brinquedos, sejam eles comercializados ou aqueles que só elas sabem criar com tampas, caixas, peneiras e outros objetos incríveis que estão ali ao seu alcance. 

 

Quem já não viu uma criança se divertir com a embalagem deixando o brinquedo de lado? Vale ressaltar que quanto mais desconstruído for o processo de brincar, mais favorece o poder imaginativo da criança. Todo educador deve se preocupar com a oferta e a qualidade de espaços criativos, inventivos e que possam despertar talentos e potencializar habilidades.

 

Então, é só deixar a criança ali, brincando sozinha livremente? Sim e não. A criança precisa de momentos para fazer suas relações e próprias interpretações do mundo, levantar suas hipóteses e se desenvolver. Mas, as brincadeiras dirigidas também são extremamente importantes. 

 

Quando se tem um foco ou objetivo no desenvolvimento como: coordenação grossa, fina, vocabulário, percepção visual e auditiva, dentre tantos outros, adultos podem e devem interagir. O segredo sempre é saber a medida, nada em excesso é bom. A criança precisa do ócio e é essencial deixarmos momentos do dia para que ela possa fazer explorações e pesquisas espontâneas e não ocuparmos o seu horário com milhares de atividades de maneira que não tenha tempo para nada. 

 

Mas, também não nos esqueçamos da interação, de compartilhar novidades, de brincar junto, afinal, somos seres sociais, não é verdade?

 

Então... Bora brincar porque brincadeira é coisa séria sim! 

 

E como  sua organização tem mensurado o impacto do trabalho com crianças? Conseguem apresentar dados reais  como resposta deste questionamento? 


A brincadeira é tão importante para as crianças quanto o uso da tecnologia é para as organizações, isso garante um trabalho de maior impacto e eficiência para a comunidade onde está inserida.


A transforme.tech surgiu em 2016, com o objetivo de oferecer uma solução de gestão completa para organizações do terceiro setor. Feita por pessoas e para pessoas, a plataforma transforme.tech permite descomplicar e automatizar diversos processos organizacionais usando a tecnologia, trazendo a modernidade como catalisador na transformação de realidades. 


Contato: falecomagente@transforme.tech


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A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. Isso fortalece a democracia e aproxima o investimento social da vida real das pessoas. As parcerias intersetoriais, aliás, tendem a se tornar ainda mais estratégicas. Políticas de ESG impulsionaram empresas a assumirem compromissos mais concretos com impacto social e ambiental. Quando essa agenda sai do discurso e se traduz em atuação no território, com cooperação técnica e investimento de longo prazo, os resultados são muito mais consistentes. Diante de um cenário marcado por polarização política e desinformação, o papel das organizações da sociedade civil também se amplia. Educação midiática, consumo crítico da informação e inclusão digital são hoje pilares da defesa da democracia. Eu acredito que capacitar pessoas em habilidades digitais é também fortalecer sua capacidade de participação cidadã. O terceiro setor está, sim, mais profissionalizado — e isso é necessário. O desafio é garantir que essa profissionalização não signifique distanciamento das bases sociais, mas sim mais impacto, mais escuta e mais transformação concreta nos territórios. Para as lideranças do setor, 2026 exigirá competências cada vez mais complexas: análise de dados, gestão de pessoas, captação diversificada de recursos, comunicação transparente, prestação de contas e capacidade de construir parcerias estratégicas entre diferentes setores. Mais do que nunca, impacto social será resultado de articulação, evidência e compromisso real com quem está na ponta. 
Por Kamilly Oliveira 9 de março de 2026
Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
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