Reflexões para um Relatório de Atividades muito melhor em 2022

18 de novembro de 2021

Este conteúdo foi produzido por Carla Prates


Todo ano, alguns processos se repetem dentro de uma organização social. Para quem já está em contato com a produção do Relatório de Atividades Anual, sabe muito bem como é esse ciclo contínuo.

 

O interessante é que sempre podemos aprender a partir da reflexão e aprimorar processos. Assim, não é sobre fazer mais do mesmo, mas sobre tentar novas possibilidades, sobretudo em um mundo em constante movimento.

 

Eu, por exemplo, vivo com a cabeça cheia de perguntas e inquieta por respostas! Por isso, reuni algumas indagações, respondidas com a ajuda da equipe de Aceleração Social da Phomenta, que podem te ajudar a fazer um Relatório de Atividades muito mais caprichado em 2022!

 

1 - Por onde começar a melhorar meu Relatório?

 

Tudo parte da reflexão. Reunir a equipe para avaliar a última edição e contribuir com sugestões é o primeiro passo para o aprimoramento do processo. Neste momento, a pergunta primordial é: “qual é o objetivo do Relatório de Atividades da nossa OSC?”.

Se for apenas prestar contas para os parceiros já existentes ou mobilizar novos parceiros, um relatório resumido e com poucas páginas pode ser uma boa aposta. Algumas indicações de relatórios nesse estilo, para inspiração: Le Don en Confiance (em francês) e ASID Brasil.


Se a intenção for a gestão interna de conhecimento e informação, o relatório pode ter um número maior de páginas. Neste caso, a publicação pode inclusive ser referência para a produção de conteúdo para mídias sociais e site e de relatórios específicos para parceiros.


E se a OSC tiver os dois objetivos e optar por uma única publicação? Uma dica é fazer uma publicação mais extensa, com um roteiro de leitura rápida para empresas, que geralmente pode ser sugerido na Carta de Apresentação da publicação. Se for o caso, reserve as primeiras páginas para o resumo de resultados, atividades e orçamento, além dos depoimentos mais impactantes.

 

2 – Quais informações os parceiros mais esperam encontrar em um Relatório de Atividades?

Primeiro, é preciso especificar os variados perfis de parceiros. Podem ser doadores (pessoas físicas ou jurídicas), voluntários, beneficiários, sociedade civil como um todo, entre outros. Então, para cada um deles a resposta a essa pergunta é diferente. Para uma empresa, por exemplo, pode ser importante fornecer números e gráficos. Para beneficiários, voluntários e pessoas físicas, depoimentos com histórias comoventes e inspiradoras podem dizer muito mais. 

Conheça um pouco sobre a Vitrine de ONGs, uma plataforma de gestão e transparência que mostra os resultados de organizações socioambientais de todo o país. Essa plataforma pode servir de inspiração para que vocês selecionem as informações mais importantes a serem compartilhadas. 

Caso o Relatório seja planejado para uma diversidade de parceiros, melhor apostar no equilíbrio de informações: o que foi feito, as frentes de atuação da OSC, depoimentos, orçamento e resultados quantitativos.

 

3 - Como uma organização pode demonstrar seu impacto de forma simples?

O impacto social é a transformação a longo prazo. Para demonstrá-lo, há dois caminhos: compartilhar números e resultados ou histórias e depoimentos dos beneficiários. 


Histórias inspiram e são apontadas como um caminho certeiro para se mostrar o impacto. Neste caso, a escolha da história é muito importante, porque ela precisa expressar a totalidade do trabalho realizado pela organização, e não apenas um aspecto.


Depois dessa escolha, a próxima pergunta é: “como posso contar uma história que impacte?”.


Tem muito curso por aí sobre Storytelling. Indico os cursos da
Social Docs, alguns com valor social. Participei de uma de suas edições e aprendi sobre dois elementos muito importantes na construção da história: a empatia e a catarse. A empatia refere-se à necessidade de que o ouvinte se identifique com a história e estabeleça conexões, e a catarse é um passo adiante: se houver a identificação, é como se vivêssemos a mesma jornada do personagem. 


Nas histórias, há indicações também para o uso de arquétipos de Jung como estratégia para essa conexão. Dessa forma, uma possibilidade é estabelecer diálogo e conversa na escrita do texto — é a tal da escrita afetuosa. Nesse caso, indico o trabalho de Ana Holanda (instagram:
@anaholandaoficial).


Por fim, boas histórias seguem um ritmo bem marcado: começo (o que o personagem passou ou viveu), meio (como a organização contribuiu para superar isso) e fim (a superação do personagem ou sua curva de transformação).


4 - Relatório de Atividades pode abordar só os resultados?

O Relatório de Atividades precisa abordar diversos aspectos, para além dos resultados!

É importante informar sobre o diagnóstico atual do cenário ou o resgate do início do ano, resultados atuais e planos para o próximo ano/ciclo, além de demonstrar as atividades que levam aos resultados.


E, mais uma vez, resultados numéricos não são suficientes. É recomendável fornecer uma visão do todo e exemplificar o impacto com histórias concretas, que possam gerar mais compreensão e complementar os resultados.


5 -  Relatórios Sociais precisam se basear em alguma certificação?

Algumas organizações, como a Fundação Bradesco, utilizam o padrão GRI como referência em seus Relatórios Sociais. O GRI é usualmente adotado no ambiente corporativo e, inclusive, há cursos para redatores e jornalistas para a produção de relatórios com base neste padrão.


Outras referências podem ser encontradas no SASB (Sustainability Accounting Standards Board), com foco na sustentabilidade.


No entanto, de forma geral, não há um balizador específico e único para Relatórios de Atividades de OSCs, mas sim tendências que precisam ser levadas em conta para os próximos anos.


6 – Há tendências previstas para relatórios anuais de OSCs?


Agenda 2030, ODS e ESG estão entre as tendências para os próximos anos. Neste sentido, a interlocução com os ODS precisa ser visível e clara, assim como o posicionamento da organização frente aos critérios do ESG. É relevante mostrar que a organização também vem tentando atender a esses critérios, e não apenas tornar-se parceira de empresas que buscam atingi-los.


Nos Estados Unidos, já está em curso uma adequação das OSCs e de seus portfólios de investimento ao ESG, por exemplo.


Outro aspecto importante ligado à prática da organização tem a ver com a pegada de carbono. É preciso avaliar a necessidade de relatórios extensos impressos. Se o desejo da organização é apenas o de ser lembrada, o envio do Relatório pode ser substituído por algum kit ou brinde criativo com um QRCode. Essa é uma opção mais sustentável, do ponto de vista ambiental e econômico, e que ainda facilita o compartilhamento do relatório com mais pessoas!


Esse texto foi produzido por Carla Prates em colaboração com Agnes Santos, Clarissa Pires e Raissa Ogashawara, da Phomenta. 



Carla Prates

Carla Prates é jornalista e atua em organizações da sociedade civil há mais de 20 anos. Nas OSCs, já foi voluntária, educadora, coordenadora e assessora de comunicação. Muitas vezes esteve bem próxima da gestão, acompanhando seus desafios, resiliência e capacidade de se reinventar diante de pouco recurso, mas muita vocação para mudar o mundo.


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Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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As transformações no cenário internacional de financiamento foram um dos alertas mais sensíveis apresentados no Webinar: Tendências de 2026 para o Terceiro Setor, realizado pelo Instituto Phomenta. Em um contexto de instabilidade política, mudanças de prioridades globais e retração de recursos externos, organizações brasileiras já sentem os impactos de uma filantropia internacional mais seletiva, menos previsível e cada vez mais estratégica. Em 2026, essa tendência se consolida e exige das organizações sociais um reposicionamento em relação à forma como acessam, gerenciam e diversificam suas fontes de recursos. A retração do financiamento internacional Durante o webinar, foram destacados movimentos recentes que ajudam a explicar o cenário atual, como a redução de repasses de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o enfraquecimento de programas tradicionais de cooperação internacional e o encerramento ou redirecionamento de iniciativas históricas, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essas mudanças não acontecem de forma isolada. Elas refletem disputas geopolíticas, reorientação de agendas nacionais e uma priorização maior de crises internas por parte de países doadores. Para muitas organizações do Sul Global, isso representa a perda de fontes que, por décadas, sustentaram projetos e estruturas institucionais. Menos recursos, mais exigências Além da diminuição do volume de recursos, o webinar destacou um aumento significativo no nível de exigência dos financiadores internacionais que permanecem ativos. Entre os critérios mais observados estão: capacidade de gestão financeira e institucional; governança estruturada; indicadores consistentes de resultados; alinhamento com agendas globais específicas; histórico de parcerias e execução. Em 2026, organizações com baixa maturidade institucional tendem a enfrentar ainda mais barreiras para acessar recursos internacionais, mesmo quando atuam em causas prioritárias. O papel do financiamento público no Brasil Em contraste com a retração internacional, observamos o crescimento dos repasses federais no Brasil nos últimos anos. Esse movimento abre oportunidades, mas também traz desafios próprios. Acesso a recursos públicos exige preparo técnico, capacidade de prestação de contas, adequação jurídica e fôlego financeiro para lidar com prazos e burocracias. Para muitas organizações, isso demanda investimentos prévios em estrutura e equipe, o que nem sempre é possível sem apoio externo. Ainda assim, o aumento do financiamento público reforça a importância de olhar para o território nacional como parte estratégica da sustentabilidade financeira. Diversificação como estratégia de sobrevivência Uma das principais reflexões trazidas é que depender de uma única fonte de recursos se torna cada vez mais arriscado. Em 2026, a diversificação deixa de ser recomendação e passa a ser condição de sobrevivência. Isso envolve combinar diferentes fontes, como: filantropia nacional; parcerias com empresas; recursos públicos; doações individuais; prestação de serviços alinhados à missão. O impacto das mudanças na autonomia das organizações As transformações na filantropia internacional também afetam a autonomia das organizações sociais. Com menos recursos disponíveis e maior competição, cresce o risco de adaptação excessiva a agendas externas, em detrimento das demandas reais dos territórios. Por isso a importância de manter o foco na missão e no impacto social, mesmo diante de pressões financeiras. Organizações mais preparadas institucionalmente tendem a negociar melhor, fazer escolhas mais estratégicas e preservar sua coerência. O que essa tendência exige das organizações Em 2026, o cenário de financiamento será mais restrito, mais técnico e mais competitivo. Organizações que investem em desenvolvimento institucional, planejamento financeiro e fortalecimento da gestão terão mais condições de atravessar esse contexto com menos rupturas. Como discutido no webinar, adaptar-se às mudanças da filantropia internacional não significa abandonar princípios, mas sim construir bases mais sólidas para seguir atuando com impacto, autonomia e sustentabilidade no longo prazo. Confira o Conteúdo:
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