Planejamento estratégico: como colocar ideias em prática na organização

17 de junho de 2024

Saiba a importância de executar o Planejamento Estratégico e orientações que podem te ajudar neste processo

Um grupo de mulheres está sentado ao redor de uma mesa olhando para um laptop.

Com a finalidade de auxiliar os profissionais do Terceiro Setor, o Portal do Impacto deu início a uma série de artigos que abordam a temática Planejamento Estratégico. Se você já conferiu o artigo, já sabe que ao criar um planejamento estratégico, as organizações constroem um “caminho” para a direção que desejam e também conseguem antecipar possíveis contratempos.


Entretanto, diferente do que muitos pensam, as organizações, mesmo as privadas, possuem mais dificuldade em tirar as ideias do papel do que fazer o planejamento. Mas como sabemos disso?


Em 2017, a Bright Light Initiative em parceria com a The Economist realizou um estudo e mostrou que 90% dos líderes de grandes empresas admitiram que falharam nas metas apresentadas no planejamento estratégico e justificaram a dificuldade na implementação.


Neste segundo artigo, vamos mostrar como você pode tirar as ideias do papel para que o planejamento se torne realidade. Acompanhe!


Transformando o Planejamento Estratégico em ações


Tirar o planejamento estratégico do papel pode parecer um desafio e, considerando os números citados acima, percebemos que muitas propostas acabam esquecidas no fundo da gaveta.

Para que isso não aconteça, as organizações precisam criar um plano de ação e definir quem são os responsáveis por cada tarefa. No artigo anterior, nós apresentamos a Matriz Raci, que auxilia a equipe a  dividir as responsabilidades de cada membro e permite o acompanhamento das ações. 

Durante este processo, a gestão da organização deve envolver todos  profissionais e voluntários nas ações, aumentando o senso de responsabilidade de cada um. Outras iniciativas também podem auxiliar no progresso das ações, como:


  • Divulgar o planejamento estratégico: Caso o planejamento estratégico não envolva toda equipe, é necessário assegurar que a informação chegue a todo mundo. Não é possível garantir sucesso nas atividades da organização se alguns integrantes do grupo não sabem para onde a organização está indo e quais são os objetivos das ações.

  • Acompanhar as atividades: Parece óbvio, mas não é! As metas propostas precisam fazer parte da rotina da equipe e a melhor maneira de fazer isso é sempre monitorar as atividades enquanto são realizadas. Que tal organizar  reuniões quinzenais ou mensais, para que as pessoas responsáveis pelas metas apresentem os resultados?

  • Estimular o avanço contínuo: Para que o planejamento estratégico não seja uma iniciativa isolada, é importante incentivar uma cultura organizacional que valorize a aprendizagem e adaptação contínua. As inovações em processos ajudam na melhoria dos resultados, além de aumentar a eficiência das ações. Para te auxiliar nesta fase, recomendamos a leitura do guia “Design Ágil para Inovação Social e Desenvolvimento”, elaborado pela PNUD em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).


Dicas práticas para revisar o Planejamento Estratégico


Como o Planejamento Estratégico é um assunto importante para nós, ele foi tema do curso EaD Phomenta, que reúne seis vídeos explicando de forma prática o conceito. No vídeo 03 do curso, o Diretor Executivo da Phomenta, Rodrigo Cavalcante, listou algumas falhas comuns durante o processo de planejamento, vamos conferir?

  • Falta de pesquisa e diagnóstico: muitas organizações produzem o planejamento estratégico sem consultar os principais públicos de interesse. Uma boa prática antes do planejamento é entender a opinião dos beneficiários, colaboradores e financiadores sobre a organização. Uma das ferramentas que podem te ajudar, é a entrevista de empatia, saiba mais como aplicá-la.

  • Construção cima-baixo, ou seja, apenas da liderança para a equipe: Este outro ponto de alerta pois, sem a escuta e o envolvimento da equipe que está inserida na rotina da organização, suas necessidades e demandas podem não aparecer nas ações e além disso, é essencial que toda equipe se sinta parte deste processo.

  • Comunicação falha: Caso não seja possível agregar todos os integrantes neste processo de desenvolvimento do plano estratégico, é fundamental que o assunto seja sempre revisitado. Comunicações feitas uma única vez ou de forma rápida para equipe podem ser facilmente esquecidas ao retomar à rotina de atividades.

  • Metas que não são metas: as metas propostas sem prazo definido, muito amplas ou que não sejam mensuráveis, dificultam o acompanhamento ou a compreensão se a organização atingiu ou não a proposta definida no planejamento. Por exemplo: “melhorar a comunicação institucional”. Isso na verdade é um objetivo e cada pessoa pode ter uma opinião diferente sobre “o que é melhorar” ou “como melhorar”.

  • Ignorar o planejamento: Como já conferimos no início do texto, é muito comum que lideranças esqueçam o planejamento na gaveta, sem retomar as propostas definidas ao longo do ano. Com as múltiplas tarefas que aparecem no dia a dia, a parte tática e estratégica acaba ficando em segundo plano.

Você se reconheceu em algumas dessas falhas? Fique atento e evite que erros cometidos durante o planejamento atrapalhem a execução das metas e ações.


Evite imprevistos e coloque em prática o Planejamento Estratégico! 


O planejamento estratégico aumenta a capacidade de realização das OSCs diminuindo o esforço para que as atividades sejam concretizadas, pois a dedicação ao planejar sempre será menor do que o esforço necessário para agir em situações que poderiam ser evitadas.


O primeiro passo é tirar as ideias do papel e isso vai demandar comprometimento de toda a equipe envolvida neste processo e comunicação transparente para que todo mundo compartilhe do mesmo objetivo. 


Quer fortalecer sua ONG e entender mais sobre o Terceiro Setor? Se inscreva em nossa newsletter e receba conteúdos semanais.





Inscreva-se na nossa Newsletter

Últimas publicações

Por Instituto Phomenta 14 de maio de 2026
Quem trabalha em ONG sabe que a comunicação costuma ser o pratinho que mais cai. Com tantas atividades executadas ao mesmo tempo, a estratégia acaba ficando para trás porque o operacional consome todo o dia. Mas o uso da Inteligência Artificial (IA) tem mostrado que dá para mudar esse cenário. Esse foi um dos temas centrais do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE 2026), o principal encontro sobre gestão do Terceiro Setor no Brasil. O debate focou em como a tecnologia pode organizar processos e liberar tempo para o que realmente importa. O cenário brasileiro é curioso: de um lado, a OpenAI aponta que o Brasil é o terceiro país que mais usa o ChatGPT no mundo (atrás apenas de EUA e Índia), com cerca de 140 milhões de mensagens diárias enviadas por aqui. Por outro lado, o uso estratégico nas ONGs ainda engatinha. Um levantamento do IDIS com mais de 1,5 mil organizações revela que 62% delas ainda estão em um estágio baixo ou inexistente de adoção de IA. Ou seja, a tecnologia está na nossa mão, mas o setor social ainda está descobrindo como transformá-la em aliada da gestão. Para tirar proveito real dessas ferramentas, o segredo é o jeito que você as alimenta. Durante a palestra de Marco Iarussi, publicitário social e fundador da Curta Causa, aprendemos que o "treinamento" que você dá à IA é o que define se o resultado será genérico ou útil. Mão na massa: Passo a passo para montar seu plano com IA Para a IA aprender sobre a sua realidade e não entregar respostas vazias, siga este roteiro: 1. Não mude de conversa Escolha um único chat para tratar do seu plano de comunicação, seja no ChatGPT, Gemini ou Claude. Se você abre uma conversa nova toda vez, a IA "esquece" o contexto. Mantendo o mesmo canal, ela guarda o histórico e entende as necessidades específicas da sua organização. 2. Dê informações reais Antes de pedir o plano completo, descubra o que a IA já "pensa" sobre você. Isso serve para corrigir erros e fornecer dados que ela ainda não tem. Prompt: "O que você sabe sobre a causa [inserir sua causa] e o que conhece sobre o trabalho da [nome da sua ONG]?" 3. Alinhe o que é um plano de verdade Veja se o robô entende o seu universo. Se ele tiver uma visão muito comercial, o plano parecerá uma propaganda de loja, o que não funciona para o setor social. Prompt: "Para você, o que não pode faltar em um plano de comunicação para uma ONG? Liste os pontos principais." (Leia e diga o que você concorda ou não). 4. Descubra o que ninguém está falando Use a ferramenta para encontrar novos ângulos e sair do óbvio. Prompt: "O que o pessoal mais fala sobre [sua causa] hoje? E o que você acha que ainda não foi dito, mas que ajudaria as pessoas a entenderem melhor o nosso impacto?" 5. Peça o plano prático Agora que o chat está treinado, peça a estrutura final. Prompt: "Com base em tudo o que já conversamos aqui, monte um calendário de 30 dias para as nossas redes sociais. O foco deve ser [ex: prestação de contas ou atrair novos voluntários]." Onde entra a ética e o seu papel Usar a tecnologia para facilitar o dia a dia é inteligência de gestão, mas exige cuidado. A IA serve para fazer o primeiro rascunho e organizar as ideias, mas a palavra final, a conferência dos dados e o olhar humano sobre a causa precisam ser seus. O objetivo é automatizar o que for repetitivo para que você tenha fôlego. Com a comunicação organizada, sobra tempo para construir relacionamentos de verdade e focar no que nenhuma máquina substitui a confiança e o olho no olho com quem apoia a sua organização. 
Por Camila Pasin 30 de abril de 2026
Empresas brasileiras deixaram de ser apenas financiadoras e se tornaram plataformas de engajamento. Entenda como transformar uma simples doação em uma verdadeira aliança de impacto.
Por Gabriel Pires 9 de abril de 2026
Minha OSC precisa de um código de ética? No terceiro setor, valores sem regras claras podem gerar conflitos e riscos. Entenda por que o código de ética é essencial para a gestão das OSCs.
Por Mayda Companhone 26 de março de 2026
Saiba o que a economia digital ensina sobre microdoações e como pequenos valores podem gerar impacto real nas organizações sociais.
Por Geraldo Barros 11 de março de 2026
O terceiro setor brasileiro vive hoje um dos momentos mais decisivos de sua história recente. As transformações que já estão em curso não são pontuais nem passageiras — elas se consolidam e se aprofundam rumo a 2026, redesenhando a forma como as organizações da sociedade civil atuam, se financiam, se articulam e demonstram impacto. A primeira grande virada é a transformação digital. Processos que antes dependiam exclusivamente de papel, planilhas dispersas e controles manuais migraram para ambientes digitais, trazendo mais eficiência, transparência e capacidade de gestão. Mas essa digitalização, por si só, não resolve tudo. Ela precisa vir acompanhada de qualificação da gestão, algo cada vez mais exigido por financiadores e parceiros. Investidores estão mais atentos a resultados, métricas claras, avaliação contínua e demonstração de impacto no curto e no longo prazo. Nesse contexto, a tecnologia deixou de ser apenas um apoio operacional e passou a ocupar um papel estratégico. Ferramentas de computação em nuvem, automação de processos e sistemas de gestão já impactam profundamente a comunicação e a administração das organizações. E, sem dúvida, a Inteligência Artificial é o próximo grande divisor de águas. A IA já é uma realidade acessível ao terceiro setor, mas ainda pouco dominada de forma qualificada, segura e estratégica. Existe um enorme potencial para geração de conhecimento, análise de dados, automação, pesquisa e avaliação de projetos. É possível, por exemplo, utilizar ferramentas de IA para analisar evidências científicas, apoiar processos de avaliação, medir resultados e até realizar auditorias internas de gestão. Ainda assim, o setor carece de investimento em formação, treinamento e desenvolvimento de soluções de IA criadas pelo terceiro setor e para o terceiro setor. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. Isso fortalece a democracia e aproxima o investimento social da vida real das pessoas. As parcerias intersetoriais, aliás, tendem a se tornar ainda mais estratégicas. Políticas de ESG impulsionaram empresas a assumirem compromissos mais concretos com impacto social e ambiental. Quando essa agenda sai do discurso e se traduz em atuação no território, com cooperação técnica e investimento de longo prazo, os resultados são muito mais consistentes. Diante de um cenário marcado por polarização política e desinformação, o papel das organizações da sociedade civil também se amplia. Educação midiática, consumo crítico da informação e inclusão digital são hoje pilares da defesa da democracia. Eu acredito que capacitar pessoas em habilidades digitais é também fortalecer sua capacidade de participação cidadã. O terceiro setor está, sim, mais profissionalizado — e isso é necessário. O desafio é garantir que essa profissionalização não signifique distanciamento das bases sociais, mas sim mais impacto, mais escuta e mais transformação concreta nos territórios. Para as lideranças do setor, 2026 exigirá competências cada vez mais complexas: análise de dados, gestão de pessoas, captação diversificada de recursos, comunicação transparente, prestação de contas e capacidade de construir parcerias estratégicas entre diferentes setores. Mais do que nunca, impacto social será resultado de articulação, evidência e compromisso real com quem está na ponta. 
Por Kamilly Oliveira 9 de março de 2026
Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
mostrar mais

Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão

Entrar para o grupo