Saiba como criar uma página de captação para atrair potenciais doadores

2 de junho de 2025

Já se perguntou qual é o caminho que um potencial doador percorre quando entra no seu site? Bom, o que traremos hoje não é bem “um caminho”, mas pode ser uma alternativa para que o percurso para atrair potenciais doadores seja mais efetivo. 


Quando uma pessoa ou empresa decide apoiar uma causa, quase sempre começa digitando no Google o nome da organização (se ela já conhece a OSC) ou faz a busca por organizações com a  causa que lhe interessa. Se, em poucos segundos, a pessoa encontrar seu endereço eletrônico e o site não explicar o que sua ONG faz, por que o que ela faz importa e como esse possível doador pode ajudar, a página é fechada e o recurso vai para outro lugar. A boa notícia: você não precisa de orçamento alto nem de jargões técnicos para construir uma página que faça com que o visitante dela efetive uma ação. 


Com cerca de 5min. de leitura, este guia mostra os pontos básicos que podem transformar cliques em uma possibilidade de contribuição financeira para sua organização. Então, segue com a gente!


Comece com uma mensagem clara
Sabe aquele ditado “a primeira impressão é a que fica”? Então, essa regra vale para a sua página também. Comece pelas informações básicas, com frases curtas e linguagem simples, considerando as seguintes premissas:


  • O problema — descreva a dor que o público atendido enfrenta, em linguagem cotidiana.

  • A solução — explique a ação que sua organização realiza para resolver essa dor.

Por exemplo: “No bairro Vista Alegre, 300 crianças passam as tardes sem atividades. O projeto Esporte Seguro oferece aulas gratuitas de segunda a sexta.” Logo abaixo, inclua um subtítulo com seu indicador-estrela: “97 % das crianças atendidas melhoraram a frequência escolar.” 


Além de orientar o leitor, essa estrutura alimenta os mecanismos de busca, como o Google: use palavras-chave que remetem ao trabalho da OSC, como “projeto social” e “atendimento infantil” no título e no subtítulo para reforçar a relevância.


Mostre números de impacto que qualquer pessoa entende

Potenciais doadores querem evidências mensuráveis. Escolha três indicadores fáceis de visualizar — pessoas beneficiadas, horas de atividade realizadas e evolução de um resultado concreto (por exemplo, presença escolar).


Essa seção na página pode ter uma chamada específica como, por exemplo, “veja nossos números”. Sempre que atualizar os números, mantenha o mesmo lugar no layout; isso cria hábito em quem retorna ao site para acompanhar resultados. Se possível, inclua um botão “Ver relatório completo” que leve a um PDF mais detalhado.


Use fotos reais e depoimentos curtos

Depois dos números, insira uma imagem horizontal de boa qualidade mostrando voluntários ou participantes do projeto (não esqueça de pedir o termo de autorização de imagem antes de publicar fotos de qualquer beneficiário). Ao lado da foto, traga uma citação/depoimento breve, conforme exemplo:


“Depois das oficinas de reforço, aprendi a ler meu primeiro livro.” — Larissa, 9 anos.


A combinação de imagem autêntica e voz dos beneficiários cria conexão emocional instantânea. Evite bancos de imagens genéricos: o leitor reconhece quando a foto é real e associa verdade à causa. Novamente, vale lembrar, que antes de publicar imagens é preciso verificar as autorizações de uso de imagem antes da publicação.


Facilite a doação com mais opções de botões

Nenhum visitante quer preencher formulários extensos. Insira formulários curtos ou que considerem esses três campos: nome, e-mail e valor. 


Se o seu site tiver recursos de botão, ofereça botões pré-configurados (R$ 30, R$ 75, R$ 150) e opção de valor livre. Inclua PIX com QR Code visível e um meio de pagamento recorrente para quem deseja contribuir mensalmente. Mantenha o botão Doar agora fixo no menu superior em todas as páginas (na versão de computador e celular) para que o potencial doador que está visitando o site possa apoiar no momento exato em que sentir motivação.

Explique para onde o dinheiro investido na doação vai

Logo abaixo do formulário, esclareça como cada faixa de doação se transforma em resultado concreto. Um pequeno quadro é suficiente, exemplo:


  • R$ 30 – compra um kit de material escolar

  • R$ 75 – financia uma aula coletiva

  • R$ 150 – sustenta o projeto por um dia

Quando o doador entende o impacto de cada valor, sente que a contribuição faz diferença e, muitas vezes, aumenta a sua contribuição. 


Nutra o relacionamento depois da doação

Doação concluída não é fim, mas início de diálogo. Envie um e-mail ou mensagem no WhatsApp em até 24 horas: agradeça, cite o valor e conte qual será o próximo passo do projeto. Programe uma atualização periódica, mensal ou trimestral, mostrando fotos, novos números de impacto e depoimentos. Esse retorno reforça a confiança, estimula futuras contribuições e pode transformar doadores esporádicos em doadores frequentes.


Conclusão e checklist rápido

Uma página focada converte porque responde às perguntas certas, mostra prova social e remove barreiras técnicas. Antes de publicar, passe por este checklist:


  1. Mensagem-chave clara em duas frases.

  2. Três indicadores de impacto atualizados.

  3. Foto real + depoimento autêntico.

  4. Formulário de três campos com PIX e cartão.

  5. Quadro do destino do dinheiro visível.

  6. Relatórios financeiros para download.

  7. Fluxo de agradecimento e atualização periódica.

Seguindo esses sete pontos, sua ONG oferece ao visitante tudo que ele precisa para confiar, doar e o mais importante: permanecer apoiando o trabalho que você faz na organização e que transforma realidades todos os dias.


Relações Públicas, Especialista em Inovação e Estratégia Digital, com mais de 7 anos de experiência em comunicação e marketing, com foco no ambiente digital. Atua há quase 2 anos na Phomenta com inbound e estratégias de captação de organizações para programas. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre aprendizagem e inteligência artificial na área de Educação pelo mestrado na UFRGS.


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Ferramentas de computação em nuvem, automação de processos e sistemas de gestão já impactam profundamente a comunicação e a administração das organizações. E, sem dúvida, a Inteligência Artificial é o próximo grande divisor de águas. A IA já é uma realidade acessível ao terceiro setor, mas ainda pouco dominada de forma qualificada, segura e estratégica. Existe um enorme potencial para geração de conhecimento, análise de dados, automação, pesquisa e avaliação de projetos. É possível, por exemplo, utilizar ferramentas de IA para analisar evidências científicas, apoiar processos de avaliação, medir resultados e até realizar auditorias internas de gestão. Ainda assim, o setor carece de investimento em formação, treinamento e desenvolvimento de soluções de IA criadas pelo terceiro setor e para o terceiro setor. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. 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Isso fortalece a democracia e aproxima o investimento social da vida real das pessoas. As parcerias intersetoriais, aliás, tendem a se tornar ainda mais estratégicas. Políticas de ESG impulsionaram empresas a assumirem compromissos mais concretos com impacto social e ambiental. Quando essa agenda sai do discurso e se traduz em atuação no território, com cooperação técnica e investimento de longo prazo, os resultados são muito mais consistentes. Diante de um cenário marcado por polarização política e desinformação, o papel das organizações da sociedade civil também se amplia. Educação midiática, consumo crítico da informação e inclusão digital são hoje pilares da defesa da democracia. Eu acredito que capacitar pessoas em habilidades digitais é também fortalecer sua capacidade de participação cidadã. O terceiro setor está, sim, mais profissionalizado — e isso é necessário. 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Por Nathalia Albuquerque 2 de março de 2026
Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
Por Maria Cecília Prates 10 de fevereiro de 2026
Quer doar, mas não sabe se o dinheiro vai chegar onde precisa? No Brasil, a desconfiança ainda trava doações. Veja como doar de forma efetiva e gerar impacto social real.
Por Instituto Phomenta 15 de janeiro de 2026
O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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