Painel de Visualização de Dados (dashboard): Fortalecendo a organização com o Google Looker - Parte 1.

26 de outubro de 2023

No primeiro artigo desta série, você entenderá mais sobre a importância dos dados para uma organização e ainda conhecerá o Google Looker, que pode te ajudar de forma gratuita a analisar e coletar dados. Vale a pena conferir:

A gestão de dados vem se tornado cada vez mais importante para o desempenho das organizações da sociedade civil (OSC). Capacitar-se para coletar, analisar e traduzir dados em informações relevantes não apenas potencializa estratégias para decisões orientadas a dados, mas também fortalece a missão, propósito e causa da organização. Para isso, saber como compilar esses dados de maneira prática e acessível para quem é preciso atingir faz parte da estratégia.  É aí que entra a ferramenta de visualização de dados: Google Looker, que possibilita a ampliação do impacto social positivo. Neste artigo, exploraremos a importância dos dados e a relevância da visualização de dados para as organizações, destacando como cada um desses elementos contribui para fortalecer o propósito.  Descubra por que o Google Looker se torna uma escolha possível para as suas necessidades.


A Importância dos Dados para uma Organização


Hoje em dia, os dados são o coração de qualquer organização na era digital. A transformação de dados para informações e o seu acompanhamento revelam a grande importância para as organizações que podem:


  • Otimizar processos: Através do tratamento de dados a identificação de ineficiências e gargalos, são mais perceptíveis.
  • Eficiência operacional: Nas atualizações e acompanhamento dos dados, atividades redundantes são automatizadas melhorando a eficiência geral.
  • Melhorar produtos e serviços: Compreender o comportamento do cliente por meio de dados permite às organizações adaptar produtos e serviços às necessidades individuais.
  • Acompanhar o desempenho: Ao avaliar e monitorar os indicadores possibilita ajustes contínuos e melhorias no processo.


Transformando dados em visualização para fortalecer institucionalmente as organizações


Transformar dados em visualizações é uma estratégia importante para fortalecer institucionalmente as organizações. Essa prática auxilia diversas frentes a melhorar, sendo elas:


  • Tomar decisões orientadas a dados: A visualização de dados possibilita melhor compreensão e ajudam a identificar tendências, riscos e oportunidades, permitindo que as organizações tomem decisões estratégicas.
  • Inovação: Ao analisar dados por meio de visualizações, as organizações podem identificar áreas que necessitam de soluções para os desafios da nossa sociedade. Isso pode levar ao desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos que fortalecem a organização.
  • Transparência: Ao disponibilizar visualizações de dados para os envolvidos, a organização comunica transparência em suas operações e resultados. Nesse momento, a relação de  confiança e responsabilidade aumenta.
  • Narrativa de dados (storytelling): Comunicar a história  que envolve sua causa para o público alvo, facilita a compreensão e assimilação de todos, tornando mais atrativo para possíveis investidores, parceiros e colaboradores.
  • Avaliação de impacto: A visualização de dados pode ser usada para medir os resultados e atividades  da organização em relação a seus objetivos e metas, podendo ser através de indicadores, teoria de mudança ou outro meio. Isso é especialmente importante para organizações sem fins lucrativos que dependem de doações e financiamento externo.
  • Aprendizado contínuo: Aprender a aprender, à medida que as visualizações são monitoradas com frequência,  as estratégias da organização vão mudando, e essas mudanças vão revelando um lugar de aprendizagem de tomar ou não a decisão de acordo com as experiências vivenciadas.


Sugerimos aproveitar ao máximo os benefícios que as visualização de dados oferecem. Para transformar dados em visualizações eficazes, as organizações podem investir tempo e práticas na criação de visualização de dados e aqui veremos na prática o uso de uma ferramenta acessível para apoio na sua organização.


O que é Google Looker e por que utilizar?


O Google Looker é uma ferramenta de Business Intelligence (BI) que permite às empresas coletar, analisar e visualizar dados de maneira eficaz para tomar decisões informadas. Aqui estão algumas razões pelas quais você pode querer utilizar o Looker:


Gratuidade: o Google Looker é gratuito, então basta uma conta Google para ter acesso aos recursos da plataforma. 


Integração com o ecossistema Google: A ferramenta se integra perfeitamente com outras ferramentas do Google, como o Google Cloud Platform e o BigQuery, simplificando a coleta e a análise de dados.

Acesso em tempo real: A ferramenta permite o acesso em tempo real aos dados, permitindo a leitura dos dados atuais.


Facilidade de uso: A interface da ferramenta torna a criação dos visuais e a navegação acessível a qualquer pessoa, permitindo aos usuários de diferentes níveis de habilidade realizar um painel de visualização.


Portanto, o Google Looker se destaca como uma solução eficiente para visualizar seus dados, ajudar a sua causa e aumentar seu alcance no mundo. Para ter acesso basta entrar
nesse link e logar com sua conta gmail. Se preferir você pesquisar em um buscador por “Google Looker” e prosseguir.


Sentiu curiosidade em navegar na ferramenta e começar a pensar estrategicamente suas decisões por meio dos dados?


Agora você está convidado para construir na prática uma visualização de dados com o Looker utilizando dados do Inep. Você pode acessar os dados utilizados neste link, ou se preferir, pode acessar os dados integralmente para exercitar seus dons de tratamento de dados aqui.


Os dados que veremos são de matrícula do ensino fundamental, classificados em gênero, raça, tipo de rede escolar (privada ou pública) e de localidade das turmas de todo o Brasil no ano de 2022.



Depois de assistir o vídeo, teste a ferramenta, comece a navegar e comunicar seus resultados com mais inteligência e conta para a gente como essa construção possibilitou a reflexão e a utilização dos seus dados. Aliás, traremos mais dicas nos próximos artigos da série.

Beatriz Camelo é uma jovem-adulta cearense no mundo, filha de dona Beta e é formada em Ciência Contábeis pela Trevisan Escolas de Negócios e MBA Data Science e Analytics pela USP-Esalq. Realizou intercâmbio de Contabilidade e Fiscalidade em Portugal e voluntariado palestrante sobre Educação Financeira no projeto de vida na ponta do Lápis pela Brasilprev. Atua na área de dados na Phomenta, consultoria na Move Social e, atualmente, fundadora da Amina. Meu propósito no mundo é potencializar o Impacto Social Positivo com Inteligência de Dados. Perfil no linkedIn


Joana Martins é uma estudante de graduação em Bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, atualmente também bolsista no curso de Engenharia de Software na UNINTER. Sua paixão pela tecnologia e pelos dados a impulsiona constantemente em busca de sua verdadeira motivação no campo. Joana é uma entusiasta que acredita no poder da inovação e da colaboração em equipe para encontrar melhores soluções. Perfil no linkedIn



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Ferramentas de computação em nuvem, automação de processos e sistemas de gestão já impactam profundamente a comunicação e a administração das organizações. E, sem dúvida, a Inteligência Artificial é o próximo grande divisor de águas. A IA já é uma realidade acessível ao terceiro setor, mas ainda pouco dominada de forma qualificada, segura e estratégica. Existe um enorme potencial para geração de conhecimento, análise de dados, automação, pesquisa e avaliação de projetos. É possível, por exemplo, utilizar ferramentas de IA para analisar evidências científicas, apoiar processos de avaliação, medir resultados e até realizar auditorias internas de gestão. Ainda assim, o setor carece de investimento em formação, treinamento e desenvolvimento de soluções de IA criadas pelo terceiro setor e para o terceiro setor. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. Isso fortalece a democracia e aproxima o investimento social da vida real das pessoas. As parcerias intersetoriais, aliás, tendem a se tornar ainda mais estratégicas. Políticas de ESG impulsionaram empresas a assumirem compromissos mais concretos com impacto social e ambiental. Quando essa agenda sai do discurso e se traduz em atuação no território, com cooperação técnica e investimento de longo prazo, os resultados são muito mais consistentes. Diante de um cenário marcado por polarização política e desinformação, o papel das organizações da sociedade civil também se amplia. Educação midiática, consumo crítico da informação e inclusão digital são hoje pilares da defesa da democracia. Eu acredito que capacitar pessoas em habilidades digitais é também fortalecer sua capacidade de participação cidadã. O terceiro setor está, sim, mais profissionalizado — e isso é necessário. O desafio é garantir que essa profissionalização não signifique distanciamento das bases sociais, mas sim mais impacto, mais escuta e mais transformação concreta nos territórios. Para as lideranças do setor, 2026 exigirá competências cada vez mais complexas: análise de dados, gestão de pessoas, captação diversificada de recursos, comunicação transparente, prestação de contas e capacidade de construir parcerias estratégicas entre diferentes setores. Mais do que nunca, impacto social será resultado de articulação, evidência e compromisso real com quem está na ponta. 
Por Kamilly Oliveira 9 de março de 2026
Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
Por Nathalia Albuquerque 2 de março de 2026
Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
Por Maria Cecília Prates 10 de fevereiro de 2026
Quer doar, mas não sabe se o dinheiro vai chegar onde precisa? No Brasil, a desconfiança ainda trava doações. Veja como doar de forma efetiva e gerar impacto social real.
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