Mudanças são necessárias e nós podemos aprender com elas

25 de maio de 2023

Este conteúdo foi produzido por Catherine Jimenez


Tenho apresentado aqui no portal alguns conteúdos mais técnicos e com dicas de gestão, porém, um assunto tem permeado meus pensamentos e eu gostaria de compartilhar com todos vocês: gestores e coordenadores de projetos, direção e presidência de institutos. 


Para começarmos deixo aqui uma pergunta: Como você lida com mudanças? 


Sim, como você lida em situações como estas abaixo:

a. Um projeto que você desenvolveu - e tem um certo apego - não trouxe os resultados esperados, porém, você tem rodado ele há anos.

b. A sua organização social tem contratado coordenadores e gerentes que trazem novidades da área para potencializar as ações, mas, vocês já estão acostumados a realizar sempre o mesmo com mudanças pontuais e de baixo impacto.

c. Vocês começam a perceber a necessidade de se revisar o planejamento estratégico e como consequência, surge uma lista de mudanças internas.

d. Ações e fluxos internos do seu trabalho já não são compatíveis com o que tem se esperado e pedido por patrocinadores. 


Sabem o que essas 4 situações têm em comum? 


  • A necessidade de novos caminhos!
  • A necessidade de gestão de riscos!
  • E, principalmente, a abertura para compreender que o fato de mudar, não quer dizer que você fez algo ruim, mas sim, que precisamos nos atualizar!


E isso requer coragem, requer desapego e requer aceitar o novo e, às vezes, até mesmo encarar o desconhecido! 


Eu te entendo! Para quem está acostumado com um fluxo contínuo por muito tempo é realmente complexo aceitar mudanças, afinal, ela vai te tirar da zona de conforto, ela vai te trazer dúvidas, medos, inseguranças, novos cenários que, talvez, você nunca lidou. Porém, ela também irá te trazer: novos cenários, novos contatos, novas perspectivas, novos conhecimentos, novos resultados, novas possibilidades, etc.


E pensando nisso, escrevi uma sequência de perguntas, quase uma entrevista que faço comigo mesma quando estou com receio de uma mudança. Vamos tentar?!

Você pode responder em um documento word, por escrito, com post-its para deixar visível, faça como você se sentir CONFORTÁVEL, exatamente, são perguntas desconfortáveis e, no mínimo, você precisa estar confortável fisicamente para fazer! rs

Agora, ajeite sua postura vamos para as perguntas:

  1. Qual o cenário que você tem hoje? 
  2. Qual o cenário que você gostaria de chegar? 
  3. Qual o tempo que você estimaria para chegar do ponto A para o ponto B?
  4. Para chegar até o ponto B, fazer o que você tem feito hoje, irá ajudar? - Avalie isso com informações e embasamentos, pesquise!
  5. Qual o tempo que você vai levar para chegar no ponto B se permanecer com o mesmo fluxo e cenário? 
  6. Quais os prós e contras de permanecer?
  7. Quais os prós e contras para mudar?
  8. Quais os riscos e as possíveis respostas a eles?
  9. Quem são as pessoas que estão te trazendo a necessidade de mudança? Elas podem te apoiar nos momentos que vocês passarão daqui pra frente? 
  10. Há cases de sucesso nesta nova perspectiva? Como elas aconteceram? Que tal fazer um benchmarking para compreender os erros e acertos do pessoal que já passou por isso?
  11. Já realizou uma conversa com a equipe que gostaria de liderar o processo? A conversa aberta entre vocês pode ajudar a tranquilizar e encarar este momento. 


Após responder estas perguntas, releia tudo! Temos um caminho racional um pouco mais claro? Esta mudança é possível? Há impedimentos? Quais são eles? O que acha de compartilhar isso com a equipe que te ajudará a gerenciar para um bate-papo como falamos no ponto 11?


Entenda que mudanças são necessárias, permanecer no mesmo ciclo, trará sempre os mesmos resultados ou até menores. 


Quando alguém propor mudanças e você se sentir relutante, tente respirar, pense racionalmente, converse, estude, responda às perguntas, converse mais um pouco. Mas não deixe de arriscar!


Foi assim que grandes resultados foram conquistados e, talvez, tenha sido assim que você obteve conquistas a sua vida inteira, sem perceber, e agora pode aplicar em seus projetos e/ou organização com, ou sem medo (=


Bora inovar?




Coordenadora de Projetos Sociais, formada em Gestão Ambiental pela USP, MBA em Comunicação e Marketing pela USP, Certificada em Project Dpro e Gestora e Mentora na GPS Social. 



Contato: catherinejimenez.jz@gmail.com



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Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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