Conheça a Conjunta - plataforma que realiza curadoria de boas práticas para fortalecer organizações da sociedade civil

27 de abril de 2023

Este conteúdo foi produzido por Phomenta


Para assegurar que as organizações da sociedade civil estejam fortalecidas para exercerem suas missões, o Instituto ACP, o Instituto humanize e o GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), em colaboração com a Phomenta e outras 24 organizações do setor, lançaram no dia 13 de abril, durante o Congresso Gife, a “Plataforma Conjunta”. A iniciativa colaborativa irá disseminar conhecimento, ferramentas, boas práticas de gestão, formações, construção de redes e oportunidades de acesso a recursos para promover o desenvolvimento e fortalecer a missão das organizações, potencializando sua atuação.


As organizações da sociedade civil (OSCs) atuam em prol de interesses coletivos e são, ao mesmo tempo, parceiras e fiscalizadoras do Estado na implementação de políticas públicas. Engajadas em causas socioambientais e calcadas na defesa dos direitos humanos, as OSCs também combatem desigualdades, pressionam autoridades, atuam na promoção de políticas públicas, colaboram para a produção de conhecimentos, promovem debates e conscientizam a sociedade sobre a importância do desenvolvimento social.


Inúmeros atores integram o ecossistema do setor social e trabalham de forma colaborativa para reduzir as desigualdades e promover a justiça socioambiental. As pautas são cada vez mais urgentes: fome, pobreza, violência, educação, saúde, habitação, trabalho digno, questões de gênero, raciais, desmatamento, entre outras.


“Investir no desenvolvimento institucional das organizações da sociedade civil está no DNA do Instituto ACP. Acreditamos profundamente que é necessário desenvolver o campo de uma maneira mais ampla e com esse olhar institucional para que o setor tenha muito mais poder de gerar impacto. Sabemos a importância do terceiro setor dentro do contexto brasileiro e entendemos que o setor fortalecido ajudará a promover um Brasil mais equilibrado e mais justo. Precisamos de recursos, conhecimento e a plataforma serve como um vetor disso na medida em que oferece conteúdos em um universo de escala para centenas e talvez milhares de organizações”, pontua Rodrigo Pipponzi, cofundador e presidente do conselho do Instituto ACP.


A Conjunta irá mapear, organizar e disseminar as melhores práticas de gestão do terceiro setor em termos de produção de conteúdos, experiências de aprendizagem e oferta de recursos que tenham como foco o desenvolvimento institucional das OSCs. Para isso, criou editorias como Comunicação, Gestão Financeira, Desenvolvimento Institucional, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Captação de Recursos, Monitoramento e Avaliação, Planejamento, Gestão Jurídica, Governança e Inclusão e Diversidade.


Outro diferencial da “Plataforma Conjunta” é a aposta em diferentes formatos como cursos, relatórios, conteúdos práticos, estudos de caso, podcast, publicações, vídeos, artigos, posts, eventos, pesquisas, modelos de documento, guias e-book, infográficos e ferramentas. Os conteúdos também são divididos por níveis de conhecimento - iniciante, intermediário e avançado - para alcançar um público amplo e apresentar informações de maneira acessível.


Além disso, a plataforma busca estimular a ação colaborativa e soluções para o setor. O caráter cooperativo está presente também na interação entre a Conjunta e o público. Qualquer usuário da plataforma pode indicar conteúdos, consultorias e iniciativas para organizações da sociedade civil desde que estejam em conformidade com a Política Editorial do site.


"O Instituto humanize acredita que organizações resilientes, que trabalham em rede, são essenciais para pautar transformações sociais sistêmicas e efetivas. Por isso, há uma aposta no desenvolvimento institucional de OSCs para contribuir com uma sociedade civil mais potente e transformadora. O humanize também acredita ser essencial fomentar uma mobilização direcionada a somar esforços em torno dessa pauta, de modo a escalar seu potencial de impacto. A Conjunta é um exemplo desta crença, não só pela sua contribuição com a disseminação de conhecimento, ferramentas e oportunidades de apoio ao desenvolvimento institucional de OSCs, mas também pelo importante papel da plataforma na promoção e alavancagem da pauta no terceiro setor”, esclarece Georgia Pessoa, diretora-executiva do Instituto humanize.


“Ainda se destaca o seu caráter colaborativo, que reúne esforços e perspectivas de diferentes atores e busca otimizar os recursos (financeiros e não-financeiros) disponíveis no campo, fomentando uma coalizão capaz de gerar maior incidência e visibilidade sobre a relevância de se apoiar o aprimoramento das atividades-meio das organizações sociais”, acrescenta.


Fortalecimento do sistema democrático


As OSCs são vitais para a efetivação e o fortalecimento dos princípios democráticos, já que possibilitam a participação social com o intuito de reduzir desigualdades e buscar soluções para construção de uma sociedade mais justa para todos. Por isso, o terceiro setor é estratégico para qualquer sociedade preocupada com o desenvolvimento social e comprometida em consolidar valores e deveres democráticos e pluralistas.


“O terceiro setor tem um papel muito importante na preservação dos direitos, do equilíbrio econômico, social e ambiental com missões muito claras. As OSCs têm muita capacidade de realizar parcerias, seja com o poder público ou com a iniciativa privada, para promover essas agendas que são fundamentais para a democracia. Há exemplos de organizações que trabalham pela transparência de dados, pela segurança pública, pela justiça social, contra o desmatamento; todos esses são princípios básicos de funcionamento da democracia que precisam ser preservados. O terceiro setor preserva os direitos humanos através de sua missão e conecta atores para garantir isso”, esclarece Pipponzi.


Com o início do novo governo, que propõe maior abertura ao diálogo, a retomada de espaços formais de participação e a ampliação e fortalecimento da agenda social, as expectativas para os próximos anos é que as organizações da sociedade civil tenham mais protagonismo e relevância na construção de políticas públicas, o que torna ainda mais importante pensar o desenvolvimento institucional dessas organizações "Nos últimos anos, vivenciamos um aprofundamento das desigualdades, das crises socioambientais e vimos nossa democracia constantemente em risco. Hoje, há uma expectativa de fortalecimento da democracia brasileira, tanto do ponto de vista de seu sistema político e eleitoral, como da promoção da agenda de direitos. Em ambos os casos, não há dúvidas de que as organizações da sociedade civil terão um papel fundamental nisso”, afirma Cassio França, secretário-geral do GIFE.


Além do Instituto ACP, do Instituto humanize e do GIFE, que formam o Comitê Gestor da Plataforma Conjunta, a iniciativa conta com o suporte de 25 organizações do setor, integrantes do Comitê Consultivo Colaborativo. São organizações experientes que voluntariamente compartilham seus conhecimentos sobre temáticas de desenvolvimento institucional de OSCs para a construção da plataforma:


  • Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR)
  • Associação Brasileira de ONGs (Abong)
  • FICAS
  • Fundação André e Lucia Maggi
  • Fundação Behring
  • Fundação FEAC
  • Fundação José Luiz Egydio Setúbal
  • Fundação Oak
  • Fundação Salvador Arena
  • Fundação Tide Setubal
  • Fundação Agbara
  • IDIS
  • Imaflora
  • Iniciativa PIPA
  • Instituto Clima e Sociedade
  • Instituto Ibirapitanga
  • Instituto Órizon
  • Instituto Phi
  • Instituto Unibanco
  • Observatório da Branquitude
  • Pacto Organizações Regenerativas
  • Phomenta
  • ponteAponte
  • Somos Um
  • Synergos


Sobre a Plataforma Conjunta


A ‘Plataforma Conjunta’ é fruto da parceria entre Instituto ACP, Instituto humanize e GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) e conta com a colaboração de 25 organizações do terceiro setor. A iniciativa colaborativa é focada em disseminar conhecimento, ferramentas, boas práticas de gestão, formações, construção de redes e oportunidades de acesso a recursos que fortaleçam a missão social das OSCs. Seu objetivo é promover o desenvolvimento e o fortalecimento institucional de organizações da sociedade civil para potencializar sua atuação. Mais informações: https://conjunta.org/a-iniciativa/


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Ferramentas de computação em nuvem, automação de processos e sistemas de gestão já impactam profundamente a comunicação e a administração das organizações. E, sem dúvida, a Inteligência Artificial é o próximo grande divisor de águas. A IA já é uma realidade acessível ao terceiro setor, mas ainda pouco dominada de forma qualificada, segura e estratégica. Existe um enorme potencial para geração de conhecimento, análise de dados, automação, pesquisa e avaliação de projetos. É possível, por exemplo, utilizar ferramentas de IA para analisar evidências científicas, apoiar processos de avaliação, medir resultados e até realizar auditorias internas de gestão. Ainda assim, o setor carece de investimento em formação, treinamento e desenvolvimento de soluções de IA criadas pelo terceiro setor e para o terceiro setor. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. Isso fortalece a democracia e aproxima o investimento social da vida real das pessoas. As parcerias intersetoriais, aliás, tendem a se tornar ainda mais estratégicas. Políticas de ESG impulsionaram empresas a assumirem compromissos mais concretos com impacto social e ambiental. Quando essa agenda sai do discurso e se traduz em atuação no território, com cooperação técnica e investimento de longo prazo, os resultados são muito mais consistentes. Diante de um cenário marcado por polarização política e desinformação, o papel das organizações da sociedade civil também se amplia. Educação midiática, consumo crítico da informação e inclusão digital são hoje pilares da defesa da democracia. Eu acredito que capacitar pessoas em habilidades digitais é também fortalecer sua capacidade de participação cidadã. O terceiro setor está, sim, mais profissionalizado — e isso é necessário. O desafio é garantir que essa profissionalização não signifique distanciamento das bases sociais, mas sim mais impacto, mais escuta e mais transformação concreta nos territórios. Para as lideranças do setor, 2026 exigirá competências cada vez mais complexas: análise de dados, gestão de pessoas, captação diversificada de recursos, comunicação transparente, prestação de contas e capacidade de construir parcerias estratégicas entre diferentes setores. Mais do que nunca, impacto social será resultado de articulação, evidência e compromisso real com quem está na ponta. 
Por Kamilly Oliveira 9 de março de 2026
Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
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