Como acelerar a transformação digital em organizações sociais

19 de agosto de 2021

Este conteúdo foi produzido por Mercado Livre Solidário


A tecnologia pode ir muito além da adoção de novas ferramentas de trabalho. Implementar uma cultura digital pode tornar os processos de gestão mais eficazes, favorecer a colaboração e a inovação e melhorar o relacionamento com seus diversos públicos.


A gente acredita que o terceiro setor é estratégico para o progresso da região, pois a sociedade civil organizada tem um papel fundamental no fortalecimento da democracia e na criação de um ambiente institucional favorável aos negócios sustentáveis. Por isso, desde que criamos o programa Mercado Livre Solidário, em 2016, temos pensado em como podemos apoiar o fortalecimento das organizações sociais na América Latina.


Hoje, já temos mais de duas mil organizações latinoameticanas cadastradas no programa que não apenas oferece as ferramentas do Mercado Livre para captação de recursos, mas também promove conteúdos, capacitações e campanhas de mobilização junto aos nossos usuários. Com isso, queremos ajudá-las a acelerar o processo de digitalização e, ao mesmo tempo, impulsionar a cultura de doação nos países onde estamos presentes. Essa parceria vem rendendo bons frutos: só no ano passado, essas organizações movimentaram mais de US$ 16 milhões via Mercado Pago.


Toda essa experiência nos ajudou a acumular conhecimentos relevantes sobre digitalização e captação de recursos, que vamos compartilhar mensalmente aqui no Portal do Impacto, até novembro. Neste primeiro artigo, queremos falar com você sobre a importância da criação de uma cultura digital dentro das organizações.


A pandemia de Covid-19 levou as organizações que ainda não tinham uma forte presença digital a se reinventarem, buscando novos caminhos para a mobilização de pessoas e recursos. Afinal, na impossibilidade de realizar atividades presencialmente, todos tiveram que transpor o que antes era feito no mundo físico para o digital. Esse movimento, que a princípio parecia temporário, veio para ficar e coloca as lideranças sociais diante do desafio de tornar a tecnologia um ingrediente estratégico de suas organizações. E isso vai muito além de recorrer a ela apenas como uma alternativa aos meios analógicos.


Segundo um
estudo recém-lançado pelo Fórum Econômico Mundial, organizações com uma forte cultura digital usam as ferramentas digitais e os insights baseados em dados para conduzir decisões e aprofundar o relacionamento com seus públicos. O estudo foi feito com empresas, mas mostra direcionamentos para todas as organizações que desejam atuar com foco no “cliente” (que, aqui no nosso caso, seriam os doadores), ao mesmo tempo em que promovem a colaboração entre suas equipes e parceiros na criação coletiva de soluções inovadoras


Na prática, essas organizações adotam medidas como:

  • Envolvimento de diversas pessoas da equipe e parceiros na busca por soluções ou novas ideias;
  • Adoção de indicadores para a mensuração e acompanhamento do desempenho da organização;
  • Incentivo ao compartilhamento de conhecimento;
  • Orientação de suas decisões com base em dados;
  • Abertura para experimentar/testar novidades e novas tecnologias;
  • Comunicação direta com os públicos de relacionamento;
  • Criação de um ambiente interno diverso, colaborativo e seguro para aqueles que se arriscam e podem cometer erros.


Como chegar lá


A implementação de uma cultura digital envolve tanto processos de gestão como mudanças de comportamento individual. O estudo do Fórum Econômico Mundial avaliou diversos casos de empresas que fizeram isso com sucesso e chegaram a oito ações comuns, que podem ser aplicadas de acordo com as prioridades e contextos de cada organização:


1. Tenha uma visão e um propósito claros.
Saiba onde você quer chegar e qual impacto deseja promover entre seus públicos de relacionamento, parceiros e sociedade. Articule uma visão e propósito claros e defina prioridades tendo essa meta em vista.


2. Faça com que os líderes participem. Certifique-se de que a equipe está alinhada com os resultados desejados e os motivos para realizar esse processo. 


3. Defina indicadores-chave. Mensure o progresso em direção ao resultado desejado, alinhando-o às prioridades e vinculando-o claramente à sua visão e ao propósito. Certifique-se de que as equipes entendem como os indicadores serão usados e quem é responsável por eles. 


4. Entenda suas lacunas. Analise como os comportamentos, mentalidades e as práticas atuais se alinham (ou não) aos valores da organização e dos indivíduos que fazem parte dela.


5. Dê um passo de cada vez. Toda transformação cultural é lenta. Calibre a sua ambição, reconheça

os obstáculos e gerencie-os proativamente.


6. Alinhe estruturas e sistemas de suporte. As práticas da organização devem apoiar a mudança cultural desejada. Estabeleça processos que favoreçam novas formas de trabalho, mais colaborativas e abertas à inovação. 


7. Reforce os comportamentos desejados. Crie um ambiente seguro que favoreça a experimentação. Reforce os bons resultados.


8. Controle e escala. Acompanhe os indicadores de resultados e compartilhe as histórias de sucesso. Aquilo que deu certo em pequena escala pode ser ampliado para toda a organização.


Recentemente fizemos um post cheio de dicas e ferramentas que podem apoiar esse processo.
Confira aqui.

 

Pronto para começar? Dedique algum tempo à análise de cada passo e envolva a equipe na conversa, sem deixar ninguém para trás nesse processo!


Este conteúdo foi produzido por Mercado Livre Solidário


O Mercado Livre tem como propósito democratizar o comércio e o acesso ao dinheiro, equalizando oportunidades em toda América Latina. Por meio do Programa Mercado Livre Solidário, a companhia busca fortalecer organizações da sociedade civil, bonificando o uso de soluções em tecnologia e oferecendo conteúdos sobre inclusão e mobilização digital para mais de 2.800 instituições na região.



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