Para captar recursos, foque no seu doador

23 de setembro de 2021

Este conteúdo foi produzido por Mercado Livre Solidário


Conheça algumas técnicas e ferramentas para colocar o doador no centro da estratégia de mobilização da sua organização.


O uso de dados cresceu exponencialmente em todas as esferas da sociedade, o que possibilitou que cada setor direcionasse melhor suas estratégias de abordagem de seus públicos. Além disso, o foco na experiência do usuário tem mudado a maneira como os negócios e as organizações são pensados e estruturados.


Esse conceito pode cair como uma luva para as organizações sociais, uma vez que tende a ajudá-las a estabelecer estratégias de relacionamento com doadores a partir da captura e análise de informações. Isso representa uma oportunidade e tanto!


Neste artigo, vamos mostrar como algumas técnicas usadas por empresas para atrair e fidelizar clientes podem ser aplicadas por sua organização para impulsionar o relacionamento com doadores. Confira!


Você conhece o perfil do seu doador? Existe mais de um perfil de doador? Quanto eles doam e com qual frequência? Qual das suas campanhas foi mais efetiva com cada perfil de doador? 


Responder a perguntas como essas é fundamental para organizações que pretendem impulsionar a captação de recursos por meio de técnicas que colocam o doador no centro de suas decisões. Por isso, antes de começar a pensar em qualquer ferramenta tecnológica para apoiar esse trabalho, há alguns passos que você pode dar hoje mesmo, com algumas informações que você talvez já tenha ou que provavelmente consegue levantar com certa facilidade.


PASSO 1: Mapeamento


  • Dedique um tempo para entender quem são as pessoas que já apoiam a sua causa. 
  • Essa análise pode levar em consideração, por exemplo, características demográficas (gênero, idade, escolaridade etc.) e geográficas (cidade, bairro etc.) e o relacionamento com a organização (doador pontual, doador recorrente etc.). 
  • Com esses dados em mãos, avalie: essas pessoas formam um grupo uniforme ou é possível segmentá-las em mais de um perfil?

PASSO 2: Aprofundar o conhecimento


  • Para aprofundar ainda mais o conhecimento sobre essas pessoas, faça pesquisas ou entrevistas com algumas delas para levantar informações como hábitos, hobbies, crenças, estilo de vida, canais de contato preferidos, critérios de decisão para doação etc.
  • Com essas informações em mãos, você pode criar uma ou mais personas que reúnam as principais características dos seus doadores. 
  • A persona é uma personagem fictícia, criada com base em perfis reais, que pode ajudar a equipe responsável pelas ações de comunicação. 
  • Tendo uma visão mais clara de com quem a organização está falando e o que você quer falar com cada um, fica mais fácil encontrar o tom de voz e a abordagem certa. A RockContent disponibiliza um material completo sobre o processo de criação de personas.


PASSO 3: Entender a jornada


  • Desenhe a jornada do doador: conhecendo bem os hábitos do doador, é possível desenhar o caminho que ele faz até a decisão final de doar. 
  • Isso ajuda a entender qual o tipo de comunicação certa para cada etapa dessa jornada, o que torna a experiência do doador cada vez melhor e eficaz.
  • Cada persona pode ter uma jornada diferente. Veja aqui como fazer isso.


Com essa estratégia desenhada, podemos partir para algumas ferramentas que te ajudam a colocar tudo isso em prática.


Já pensou em usar uma ferramenta de CRM?


Do inglês Customer Relationship Management, ou Gestão do Relacionamento com o Cliente, CRMs são sistemas desenvolvidos por empresas para armazenar e gerenciar de forma organizada e inteligente todas as informações relevantes sobre seus consumidores. 


No caso das organizações sociais, essas ferramentas permitem automatizar processos de doações (com emissões de boletos, débitos em contas, cartões de crédito etc.), segmentar os cadastros de doadores em grupos menores, organizar e analisar resultados de campanhas, manter os cadastros atualizados e em segurança, enviar mensagens personalizadas, gerar relatórios mensais de doações, entre outras funcionalidades. 


Esse tipo de ferramenta permite que você implemente conversas customizadas com seus segmentos de doadores e mantenha um relacionamento consistente e de longo prazo. Outra vantagem é sua agilidade, já que os processos podem ser automatizados.


A tecnologia, no entanto, não exclui a necessidade de se ter pelo menos um profissional capacitado para definir a estratégia que será utilizada com cada público, elaborar o planejamento, produzir conteúdos relevantes, acompanhar e analisar os resultados das campanhas.


Há diversas opções de CRM disponíveis, algumas delas com bons recursos gratuitos: a maior parte é mais direcionada para empresas, como as nacionais
Agendor e Nectar, mas há também algumas  mais customizadas para ONGs, como a  Trackmob e a HYB

 

Já ouviu falar de Business Intelligence? 


Business Intelligence (BI) é um conjunto de métodos e ferramentas para a consolidação, organização e visualização de dados. Em poucas palavras, BI é transformar dados em informações úteis que apoiem as decisões da organização. Esses métodos servem para evitar que tais decisões sejam tomadas com base em “achismos”.


Essa técnica pode ser empregada por qualquer área — RH, Financeiro, Marketing, Voluntariado etc. Novamente, vale ressaltar que, por trás das ferramentas, é preciso que haja pessoas com clareza dos objetivos e metas da sua organização. Afinal, são esses objetivos que vão nortear tanto a definição de quais dados serão captados, como a formatação dos relatórios de análise.


Hoje, há diversas ferramentas de BI disponíveis, entre elas o Google Data Studio, gratuito para quem tem uma conta Google, e o Microsoft Power BI.

 

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Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. 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Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
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