O que são Negócios Sociais e como esse modelo pode beneficiar sua ONG

3 de outubro de 2024

Descubra como sua ONG pode diversificar a captação de recursos a partir da criação de um negócio social.

Nos últimos anos, os negócios sociais emergiram como uma solução inovadora aos desafios enfrentados por organizações do terceiro setor. Para ONGs, que muitas vezes dependem exclusivamente da captação de recursos, leis de incentivo e editais, adotar um modelo de negócio social pode ser a chave para garantir a sustentabilidade e ampliar o impacto.


O modelo não se aplica a todas as organizações e não é adequado para todas as situações. No entanto, em diversos casos, ele pode ser uma solução complementar valiosa para o terceiro setor, podendo ser adotado por toda a ONG ou apenas em uma de suas atividades. Negócios sociais são, portanto, uma alternativa que pode coexistir com outras formas de atuação das ONGs.


Mas o que exatamente são negócios sociais, e será que esse modelo é adequado e pode ajudar a sua ONG? Neste artigo, vamos explorar esse conceito e destacar como o modelo de negócios sociais pode ser uma ferramenta poderosa para organizações que desejam ir além da captação de recursos tradicionais, transformando desafios sociais em oportunidades de crescimento e inovação.



O que são Negócios Sociais?


Negócios sociais são organizações que buscam solucionar problemas sociais ou ambientais por meio de práticas comerciais sustentáveis, ou seja, através da venda de produtos ou serviços diretamente ligados à sua atuação e impacto. Embora o termo 'social' esteja em destaque no nome, o modelo de negócios sociais também abrange o impacto ambiental. Para nós, questões ambientais são acima de tudo questões sociais, mas esse tema é pauta para um outro artigo.


Diferentemente das empresas tradicionais, cujo foco principal é o lucro, os negócios sociais têm como única missão a solução de problemas sociais ou ambientais. O propósito de sua existência é gerar impacto positivo, e para isso, oferecem produtos ou serviços que são comercializados, garantindo a sustentabilidade financeira da organização. Os negócios sociais combinam a missão social das ONGs com a eficiência, o modelo de negócios e a sustentabilidade das empresas tradicionais.


Segundo Muhammad Yunus, economista que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2016 e é considerado o "pai do microcrédito e dos negócios sociais", existem 7 princípios básicos para caracterizar negócios sociais:


  1. O objetivo do negócio é a redução da pobreza ou outros problemas (em áreas como educação, saúde, acesso à tecnologia e meio ambiente) que ameaçam as pessoas e a sociedade.
  2. O negócio deve ser (ou buscar ser) financeira e economicamente sustentável.
  3. Os investidores recebem de volta somente o valor investido. Nenhum dividendo é pago além do dinheiro investido.
  4. Depois que o investimento for devolvido, o lucro da empresa fica no negócio – para ampliação e melhorias.
  5. O negócio deve ser ambientalmente consciente.
  6. Os colaboradores devem receber valor de mercado com melhores condições de trabalho.
  7. Fazer tudo isso com alegria!


Esses negócios podem adotar diferentes formas jurídicas, desde cooperativas até empresas, institutos, associações, pois no Brasil não existe uma legislação específica para regulamentar os negócios sociais. Logo, o que define é a prioridade no impacto social e a viabilidade financeira de seu modelo, permitindo que ONGs desenvolvam iniciativas auto sustentáveis, que gerem receita e, ao mesmo tempo, permaneçam fiéis à sua missão.



Por que os Negócios Sociais são relevantes para ONGs?


ONGs desempenham um papel crucial na resolução de problemas sociais, mas frequentemente enfrentam desafios na captação de recursos. Ao adotar um modelo de negócio social, uma ONG pode gerar suas próprias receitas, diversificando suas fontes de recursos e aumentando sua capacidade de impacto. Importante destacar que a ONG não precisa se transformar completamente em um negócio social. A organização pode ter uma frente de atuação que seja um negócio social, garantindo mais uma fonte de recursos além da captação de recursos, leis de incentivo, editais, etc.


Além disso, negócios sociais permitem que ONGs:


  • Aumentem a sustentabilidade financeira: Com uma fonte de receita própria, as ONGs podem planejar a longo prazo e investir em iniciativas que gerem impacto contínuo.


  • Inovem em suas abordagens: O modelo de negócios sociais incentiva soluções criativas para problemas sociais, alinhando missão social e práticas de mercado.


  • Atraiam mais recursos financeiros: Investidores e filantropos estão cada vez mais interessados e colocando mais recursos em iniciativas que combinam impacto social com sustentabilidade financeira.



Exemplos de Sucesso


Um exemplo concreto do poder dos negócios sociais é a ASID Brasil, que começou como uma ONG com o propósito de promover a inclusão socioeconômica de pessoas com deficiência. Ao longo do tempo, a ASID identificou uma oportunidade de expandir sua atuação, oferecendo um serviço especializado para empresas, ajudando a conscientizá-las sobre a inclusão e aumentando a empregabilidade de pessoas com deficiência (PcDs).


Com esse serviço, a ASID acessou um empréstimo da Bemtevi para estruturar seu time comercial em São Paulo, o que permitiu a expansão desse negócio. A atuação com empresas se desenvolveu significativamente, resultando em diversos projetos focados na inclusão e, mais recentemente, na criação de uma nova frente de atuação: a formação de PcDs para trabalhar no setor de tecnologia.


A ASID é um exemplo claro de como o modelo de negócios sociais pode ser adaptado por ONGs para aumentar seu impacto, garantindo tanto a inclusão socioeconômica de PcDs quanto a sustentabilidade financeira da organização.


Conclusão


Os negócios sociais representam uma oportunidade única para ONGs que buscam ampliar seu impacto e garantir a sustentabilidade financeira. Ao adotar esse modelo, sua organização pode não apenas sobreviver, mas prosperar, ajudando a resolver problemas sociais de forma inovadora e duradoura.


A Bemtevi apoia ONGs na criação de planos de negócios para que ONGs, fundações e institutos se tornem ou tenham um braço de negócio social, através da Jornada de Amadurecimento. Além disso, a Bemtevi também possui um fundo que empresta dinheiro para negócios sociais, fortalecendo ainda mais as iniciativas do terceiro setor.



Para saber mais sobre as soluções da Bemtevi acesse o site.


Sou Carolina Fuga, socióloga e empreendedora social com mais de 13 anos de experiência no setor. Co-fundei a 4YOU2 Idiomas (atual vc_tb), um negócio de impacto para educação. Desde então, apoio pessoas e organizações a ampliarem seu impacto e expandirem sua consciência e hoje, lidero a área de comunidades e soluções para negócios sociais na Bemtevi. Acredito que é possível unir impacto em primeiro lugar, alta performance e bem-estar para criar iniciativas que contribuam para um futuro mais consciente.


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Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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Quer doar, mas não sabe se o dinheiro vai chegar onde precisa? No Brasil, a desconfiança ainda trava doações. Veja como doar de forma efetiva e gerar impacto social real.
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O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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As transformações no cenário internacional de financiamento foram um dos alertas mais sensíveis apresentados no Webinar: Tendências de 2026 para o Terceiro Setor, realizado pelo Instituto Phomenta. Em um contexto de instabilidade política, mudanças de prioridades globais e retração de recursos externos, organizações brasileiras já sentem os impactos de uma filantropia internacional mais seletiva, menos previsível e cada vez mais estratégica. Em 2026, essa tendência se consolida e exige das organizações sociais um reposicionamento em relação à forma como acessam, gerenciam e diversificam suas fontes de recursos. A retração do financiamento internacional Durante o webinar, foram destacados movimentos recentes que ajudam a explicar o cenário atual, como a redução de repasses de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o enfraquecimento de programas tradicionais de cooperação internacional e o encerramento ou redirecionamento de iniciativas históricas, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essas mudanças não acontecem de forma isolada. Elas refletem disputas geopolíticas, reorientação de agendas nacionais e uma priorização maior de crises internas por parte de países doadores. Para muitas organizações do Sul Global, isso representa a perda de fontes que, por décadas, sustentaram projetos e estruturas institucionais. Menos recursos, mais exigências Além da diminuição do volume de recursos, o webinar destacou um aumento significativo no nível de exigência dos financiadores internacionais que permanecem ativos. Entre os critérios mais observados estão: capacidade de gestão financeira e institucional; governança estruturada; indicadores consistentes de resultados; alinhamento com agendas globais específicas; histórico de parcerias e execução. Em 2026, organizações com baixa maturidade institucional tendem a enfrentar ainda mais barreiras para acessar recursos internacionais, mesmo quando atuam em causas prioritárias. O papel do financiamento público no Brasil Em contraste com a retração internacional, observamos o crescimento dos repasses federais no Brasil nos últimos anos. Esse movimento abre oportunidades, mas também traz desafios próprios. Acesso a recursos públicos exige preparo técnico, capacidade de prestação de contas, adequação jurídica e fôlego financeiro para lidar com prazos e burocracias. Para muitas organizações, isso demanda investimentos prévios em estrutura e equipe, o que nem sempre é possível sem apoio externo. Ainda assim, o aumento do financiamento público reforça a importância de olhar para o território nacional como parte estratégica da sustentabilidade financeira. Diversificação como estratégia de sobrevivência Uma das principais reflexões trazidas é que depender de uma única fonte de recursos se torna cada vez mais arriscado. Em 2026, a diversificação deixa de ser recomendação e passa a ser condição de sobrevivência. Isso envolve combinar diferentes fontes, como: filantropia nacional; parcerias com empresas; recursos públicos; doações individuais; prestação de serviços alinhados à missão. O impacto das mudanças na autonomia das organizações As transformações na filantropia internacional também afetam a autonomia das organizações sociais. Com menos recursos disponíveis e maior competição, cresce o risco de adaptação excessiva a agendas externas, em detrimento das demandas reais dos territórios. Por isso a importância de manter o foco na missão e no impacto social, mesmo diante de pressões financeiras. Organizações mais preparadas institucionalmente tendem a negociar melhor, fazer escolhas mais estratégicas e preservar sua coerência. O que essa tendência exige das organizações Em 2026, o cenário de financiamento será mais restrito, mais técnico e mais competitivo. Organizações que investem em desenvolvimento institucional, planejamento financeiro e fortalecimento da gestão terão mais condições de atravessar esse contexto com menos rupturas. Como discutido no webinar, adaptar-se às mudanças da filantropia internacional não significa abandonar princípios, mas sim construir bases mais sólidas para seguir atuando com impacto, autonomia e sustentabilidade no longo prazo. Confira o Conteúdo:
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