O que o ESG muda para as ONGs?

12 de maio de 2022

Este conteúdo foi produzido por Deborah Coutinho, Juliana Fiallos e Nathália Marques, do círculo de Aceleração Corporativa da Phomenta.


Com o crescimento do ESG dentro das empresas, elas tendem a se conectar mais com as Organizações do Terceiro Setor, as quais têm a possibilidade de potencializar esse relacionamento, contribuindo muito com o desenvolvimento da sua gestão e impacto socioambiental gerado por elas. 


O conceito de ESG e a relação com o Terceiro Setor


Como já escrevemos aqui no Portal do Impacto, a sigla ESG vem do inglês e significa Environmental, Social and Governance. Traduzindo para o português, Ambiental, Social e Governança (sendo utilizada a sigla ASG). Esse termo veio à tona no ano de 2004, quando o
Pacto Global em parceria com o Banco Mundial publicou um relatório conhecido como “Who Care Wins”, que significa “Quem se Importa Vence”.  Esse documento reunia diversas diretrizes para o crescimento sustentável, estimulando que as empresas fossem mais comprometidas com essa causa. Porém, começamos a ouvir mais essa terminologia no Brasil em 2020, principalmente devido à pandemia.


Para melhor entender cada letrinha da sigla, é importante saber que cada área dessas (ambiental, social e governança), possui tendências estratégicas que estão sendo mais trabalhadas atualmente, conforme descrito abaixo: 


Ambiental (E do ESG):

Mudanças climáticas e emissões de carbono; uso dos recursos naturais, poluição e resíduos sólidos. 


Social (S do ESG):

Projetos sociais; relação com comunidades; saúde mental dos colaboradores; diversidade e inclusão; responsabilidade com o consumidor.


Governança (G do ESG):

Inteligência e segurança de dados; ética e transparência; política de prevenção à corrupção e fraudes.


É importante salientar que cada instituição que trabalha o ESG possui suas metas e estratégias para avançar em cada tema que ela prioriza. E as ONGs podem contribuir para o desenvolvimento desses propósitos, principalmente no “S” do ESG!



Mas como isso acontece? 

Quando se fala no “S” do ESG, nos lembramos logo das organizações sociais,  pois se referem a relação com a comunidade e os projetos socioambientais. 


Dentro dessas temáticas, se encontram grandes frentes de atuação do terceiro setor para impulsionar as métricas do ESG dentro das empresas e também alavancar o trabalho das organizações. Podem ser desenvolvidos através do Investimento Social Privado com os projetos sociais; Relacionamento com comunidades, por meio de programas de voluntariado, por exemplo, e através da Preservação ambiental, desenvolvendo a educação e voluntariado ambiental. 


Nesse cenário, as organizações são fortes aliadas das empresas na implementação das metas ESG, as quais também se beneficiam com o avanço dessas ações, seja na obtenção de recursos financeiros para apoiar seus projetos, programas e ações, ou na própria implementação das metas ESG dentro da organização.


A relação Ganha - Ganha - Ganha: sociedade, ONG e empresa


Até o momento conseguimos perceber os benefícios que podem ser gerados em relação às empresas e ao terceiro setor tendo em vista ações relacionadas ao ESG, mas e dentro das ONGs, o ESG também pode ser aplicado? 


A resposta é sim e é importante considerar que  as práticas de sustentabilidade e governança podem ser de grande valia para que as organizações consigam administrar com mais eficiência os seus recursos e melhorar a sua confiança em relação a parcerias e desenvolvimento em geral!


É certo que o mundo está mudando, a sociedade está mais atenta aos impactos positivos e negativos gerados pelas empresas e também conhecendo melhor as organizações do terceiro setor, que representam um braço forte para resolver problemas complexos da nossa sociedade. 


Não são apenas as empresas que podem implementar as metas ESG e contar com as Organizações, mas também as ONGs podem trabalhar com práticas ESG, como as de mensuração de impacto e governança, contribuindo para a sua transparência, prestação de contas e sustentabilidade. Por sua vez, a parceria com essas organizações se tornam mais atrativas para as empresas que tem foco em gerar um impacto social positivo dentro do contexto em que atuam.


Podemos observar que essa parceria gera benefícios para todos os lados, no qual as ONGs se beneficiam com programas de voluntariado e/ou práticas de apoio às instituições pelas empresas e em contrapartida as empresas ganham maior credibilidade com boas práticas sociais, de governança e ambientais. Dessa maneira, surge um benefício mútuo onde todas as partes se apoiam no desenvolvimento e fortalecimentos de boas práticas socioambientais. 


Com isso, podemos perceber que essa parceria entre ONGs e empresas interessadas em implementar metas ESG pode alavancar projetos socioambientais, contribuir para a imagem de ambos e gerar impacto positivo. Além de, a depender da parceria, propor e executar políticas públicas voltadas à educação, saúde e desenvolvimento de áreas em situação de vulnerabilidade. Sobre a preservação ambiental, as organizações podem contribuir com a elaboração de pesquisas, e na sensibilização de vários públicos sobre a temática, por exemplo.


Uma boa maneira de começar a pensar na estratégia ESG da sua organização é se questionando sobre alguns temas, como: minha instituição presta contas eficientemente, com ética e transparência? Possuo um quadro de voluntários/colaboradores diverso e inclusivo? Nossa comunicação com todas as partes interessadas é clara e abrangente? Como estou desenvolvendo as siglas “ambiental, social e de governança” dentro da minha ONG?


Essas são algumas perguntas que podem direcionar cada vez mais o trabalho das Organizações e contribuir para que implementem boas práticas de gestão, transparência e que estejam preparadas para novas e sólidas parcerias com empresas, institutos e ou fundações. E que para além de tudo isso, fortaleçam suas gestões e ampliem seus impactos!


Quer saber mais sobre esses temas? Seguem algumas referências abaixo e contem conosco! 





Este conteúdo foi produzido por Deborah Coutinho, Juliana Fiallos e Nathália Marques, do círculo de Aceleração Corporativa da Phomenta.


Revisão: Flávia D'Angelo (Phomenta).



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