IA – Inteligências artificiais para ajudar no trabalho

9 de novembro de 2023

Cada vez mais presente no nosso cotidiano, a Inteligência Artificial (IA) pode facilitar tarefas diárias. Neste artigo, a Mandu reúne algumas IA's gratuitas que podem te ajudar em atividades pessoais e profissionais.

No cenário atual, a Inteligência Artificial (IA) emerge como uma força transformadora, redefinindo a maneira como realizamos algumas de nossas atividades profissionais e o tempo que levamos nelas. Com aplicações que vão desde a criação de conteúdo e design até a automação de processos complexos, as IA’s estão moldando um novo paradigma de eficiência e inovação no ambiente de trabalho. 


Neste artigo, trabalharemos algumas das IA’s mais eficazes e gratuitas, examinando como essas inteligências artificiais estão impulsionando a criatividade e otimizando o desempenho cotidiano.

Venha descobrir com a Mandu como e quais Inteligências artificiais podem te ajudar no seu trabalho!


Para que servem inteligências artificiais? 

As inteligências artificiais (IA) desempenham, cada vez mais, uma variedade de funções em nossa sociedade moderna. Elas capacitam a automação de tarefas repetitivas, impulsionam a análise de dados em larga escala, melhoram diagnósticos médicos, personalizam experiências de usuário, otimizam a eficiência em processos industriais, e até mesmo criam e recriam obras de arte, tudo em velocidade notável. 


Com suas capacidades de aprendizado e adaptação contínuas, as IA estão redefinindo a maneira como trabalhamos e interagimos, elevando a eficiência, a criatividade e a inovação em diversas áreas profissionais.

Agora, iremos conhecer algumas das mais poderosas IA de 2023 com versões e créditos gratuitos.


Inteligência artificial para escrever textos no trabalho

Inteligências Artificiais para textos, geram a partir de perguntas e direcionamentos humanos, respostas escritas. Ela analisa padrões linguísticos em dados de treinamento e produz textos semelhantes à linguagem humana, sendo útil para redação automatizada, análise de dados, contas matemáticas, assistentes virtuais e muito mais. Você pode criar artigos, histórias, fazer análises complexas e marketing de conteúdo em poucos segundos.


ChatGPT (OpenAI)  

Modelo avançado de linguagem de conversação que pode gerar respostas humanas e auxiliar em várias tarefas de escrita, o ChatGPT se descreve em relação à sua entrega de gerar estas respostas e interações, com base nos dados e no treinamento que recebeu. 


Essa ferramenta foi projetada para compreender e produzir texto em linguagem humana, com o objetivo de auxiliar e informar em uma variedade de tarefas e consultas. As respostas do ChatGPT são geradas com base em padrões aprendidos de dados anteriores e podem não ser sempre perfeitas e precisas. 


Estamos falando de uma das melhores inteligências artificiais da atualidade, mas, sempre recomenda-se verificar informações críticas em fontes confiáveis, especialmente quando se trata de decisões importantes.


Copy.ai  

Com o direcionamento de escritores e criadores de conteúdo, a Copy.ai gera textos e conteúdos de alta qualidade de forma rápida e fácil, com foco nos modelos de canais digitais como Blogs, postagens para Facebook, Linkedin, Instagram, Twitter e muito mais. A IA oferece títulos, hashtags e a própria legenda, dentro das características que você programar em código de linguagem natural.


Inteligência artificial para criar imagens

Inteligências artificiais para ajudar no trabalho a criar imagens? Veja alguns exemplos:



Imagem feita por Inteligência artificial com os direcionamentos “criança feliz plantando uma muda de árvore”

Midjourney

Plataforma que utiliza IA para criar imagens impressionantes com base em descrições de texto. O Midjourney que tem diversas funções com Inteligência Artificial, também gera imagens a partir de descrições em linguagem natural conhecidas como prompts. É uma ótima ferramenta para conseguir imagens criativas, únicas e de maneira rápida. 


DALL-E  

A Ferramenta DALL-E da OpenAI gera imagens a partir de descrições textuais. DALL-E é um sistema de IA que produz imagens a partir de descrições de texto, aproveitando uma versão GPT-3 Transformer com 12 bilhões de parâmetros para compreender a linguagem humana e transformá-la em representações visuais. Traz a mesma força de rapidez, criatividade e possibilidades.


Pictory AI

A Pictory. converte conteúdo escrito em diferentes tipos de vídeos e imagens envolventes. Após dominar a ferramenta, conseguirá fazer chamadas em vídeos, interessantes e velozes! Uma ótima opção para quem trabalha na área de produção de conteúdo e vídeo.


Ferramentas com Inteligência artificial para ajudar em apresentações


Abaixo, seguem duas ferramentas que podem lhe ajudar bastante em relação ao uso de Inteligências artificiais para ajudar no trabalho , em funções de criação de apresentações. Você encontrará capacidades computacionais que se assemelham a atividades humanas inteligentes, como formatações, pesquisas, entendimento de Linguagem Natural, ferramentas assertivas de varinha-mágicas, legendas, dimensões e muito mais. 


Canva 

Começando por uma ferramenta mais popular, Canva é uma plataforma de design gráfico que permite aos usuários criar gráficos de mídia social, apresentações, infográficos, pôsteres e outros conteúdos visuais. Está disponível online e em dispositivos móveis e integra milhões de imagens, fontes, modelos e ilustrações.

Vale ressaltar que o Canva conta com possibilidades que envolvem IAs e que lhe ajudará bastante durante os processos profissionais. Detecção automática de cores, recomendações de fontes e layouts, ajuste automático de elementos, sugestões de design e muito mais.


UIZARD.io

A UIZARD.io é uma Plataforma que utiliza IA para criar designs de alta qualidade, incluindo protótipos e wireframes para apresentações. Ajudará bastante neste processo de criar apresentações em tempo mais hábil, com melhor qualidade e eficiência. Provavelmente, sendo viável em suas tarefas, lhe ajudará bastante no seu trabalho.


Animaker / Steve AI  

Aqui está uma excelente plataforma de criação de vídeo alimentada por IA e Aprendizado de Máquina, incluindo criação de vozes. Você consegue criar uma ótima apresentação em vídeo 2D, 3D, animado e muito mais. Gosta e trabalha com este tipo de formatação? Então você irá amar a Animaker.


Inteligência artificial para gerar vozes


Murf Voice

O Murf é um excelente aplicativo de texto em fala que gera narrações de alta qualidade para vídeos. Você conseguirá gerar diversas vozes gratuitas em uma pluralidade de línguas, sotaques, tom de voz e muito mais. Precisa gerar voz a partir de texto para ajudar no seu trabalho? Murf será uma escolha assertiva.


Falatron

A AI da Falatron é uma ferramenta muito interessante que cria vozes a partir de textos. Até aí já seria super bacana, certo? Além disso, a ferramenta entrega essa voz, a partir de personagens e personalidades populares. Uma tecnologia interessante e que no mínimo despertará sua curiosidade. 


Inteligência artificial de vozes


Google Assistente  

A Assistente virtual do Google que realiza várias tarefas do dia-a-dia, incluindo busca de informações, agendamento de compromissos e controle de dispositivos domésticos inteligentes. Uma ótima assistente digital para seu dia a dia no trabalho. Lhe facilitará diversas funções, lembrará de sua agenda diária e muito mais. 


Amazon Alexa  

Assistente virtual da Amazon, semelhante ao Google Assistente, com recursos como controle de dispositivos inteligentes e compras online. Você só precisa descobrir com qual melhor ferramenta AI de voz você se adapta e sentirá os efeitos organizativos em seu cotidiano.


Inteligência Artificial que faça atas de reunião de trabalho


Otter

Otter é uma avançada ferramenta impulsionada por inteligência artificial, ideal para aprimorar a eficácia das reuniões de trabalho. Ao gravar áudios, capturar automaticamente slides e gerar resumos de videoconferências, ele assegura um registro abrangente das discussões. 


Com legendas em tempo real, o Otter também oferece acessibilidade, tornando-se uma valiosa aliada para profissionais. Sua capacidade de transcrição em tempo real e o envio automático de resumos por e-mail simplificam a revisão pós-reunião, otimizando a produtividade e a colaboração.


Por fim, é importante ressaltar que todas as ferramentas de Inteligências artificiais para ajudar no trabalho  citadas ao longo do texto, tem versões ou créditos gratuitos que proporcionam acesso ao conhecimento e ao próprio material desenvolvido. Nós da Mandu, ressaltamos a importância do uso das AIs com moderação, também, conferir fontes e respeitar as políticas de uso de cada App.


Gostou das possibilidades geradas pelas novas tecnologias de IA? Envie este artigo para seus amigos(as) de trabalho e conte-os sobre as possibilidades!




Inscreva-se na nossa Newsletter

Últimas publicações

Por Maria Cecília Prates   1 de setembro de 2026
Essa é uma discussão relevante que está colocada pelo Collective Impact Forum, uma rede de instituições do terceiro setor, criada desde 2013 para estimular a busca do impacto social coletivo . Essa rede é coordenada pela FSG (Foundation Strategy Group), empresa de consultoria sem fins lucrativos, fundada por Michael Porter e Mark Kramer, e que atua segundo quatro ideias centrais: a filantropia catalisadora (que antes eles denominavam por “filantropia estratégica”); o impacto coletivo; os mercados inclusivos; e o valor compartilhado.  A ideia do impacto social coletivo foi inicialmente lançada em 2011, em texto publicado por John Kania e Mark Kramer, em oposição à prática predominante do impacto social isolado. Até hoje as organizações sociais têm atuado basicamente de modo individual, por meio de intervenções isoladas. Segundo os autores, essa estratégia funciona muito bem quando se trata de “problemas técnicos”, isto é, problemas bem definidos, com solução conhecida de antemão e em que uma organização sozinha tem competência para a sua implementação no todo. Um exemplo é a necessidade de um treinamento específico para ajudar na inserção no mercado de trabalho. Nessas iniciativas de impacto isolado, as organizações sociais atuando em uma mesma área-fim tendem a competir entre si junto aos financiadores. Pois prevalece a lógica de que quem apresenta desempenho melhor, consegue captar mais recursos e, assim, dar maior escala ao seu negócio social. A avaliação de impacto é conduzida de modo individual, e o esforço é por isolar a influência individual do trabalho da organização de outros fatores concorrendo simultaneamente – como, por exemplo, a influência de outras instituições da localidade. Porém, o que ocorre é que no setor social os problemas são, em sua grande maioria, “adaptativos”, isto é, complexos, cheio de interdependências, em que a solução não é conhecida de antemão e, mesmo que fosse, nenhuma instituição sozinha teria os recursos e a autoridade para promover a mudança necessária. Um exemplo é a necessidade de apoio e educação integral para crianças em situação de vulnerabilidade. Daí, segundo os autores, para os problemas sociais e ambientais complexos, as iniciativas de impacto coletivo tendem a ter um potencial de transformação muito maior. Ao invés de uma atuação individualizada, a ideia é que as organizações de diferentes setores [público, privado e terceiro setor] passem a atuar de modo coordenado e integrado, cada uma em sua área de expertise , com o objetivo de alcançarem juntas a mudança social desejada, de forma duradoura e em grande escala. Como advertem Kania e Kramer, a implementação dessa estratégia coletiva não é trivial e, para ser bem sucedida, deve atender a cinco condições básicas : ter uma agenda em comum (o mesmo entendimento do problema social e de sua solução); ter um sistema informatizado de medição compartilhada (“ shared measurement ”); executar as atividades de modo complementar de acordo com um plano de ação; manter comunicação contínua, como base para a confiança entre os diferentes atores; ter a presença de uma organização coordenadora “ backbone organization ”). Só que o cumprimento de todas essas condições exige investimentos significativos em termos financeiros e de tempo, para construir laços de confiança entre os atores, formar uma base de conhecimentos e infra-estrutura de suporte. Nessas iniciativas de impacto coletivo, prevalece a colaboração ao invés da competição. Quer isso dizer que as organizações sociais de uma dada localidade, atuando em uma mesma área-fim, tendem a colaborar entre si para gerar o máximo benefício. E, diferente do que é feito para as iniciativas sociais individuais, a avaliação de impacto é conduzida de modo abrangente (e não isolado), e tem o foco nos resultados de longo prazo da ação conjunta dos diferentes atores. A meu ver, uma abordagem mais consistente para implementar a avaliação de impacto. Enfim, há prós e contras tanto para as iniciativas de impacto social isolado como para as de impacto coletivo. Porém, se formos adotar as iniciativas de impacto coletivo, para que elas sejam bem-sucedidas, há um longo caminho a ser trilhado antes, pois são muitos os cuidados e pré-requisitos a serem obedecidos. Fica a reflexão.
Por Ana Carolina Vieira 31 de julho de 2026
Se você trabalha em uma organização social, provavelmente já conhece esta situação: o prazo para entregar um relatório se aproxima e começa uma verdadeira força-tarefa para reunir fotos, encontrar comprovantes, levantar números e tentar resgatar atividades realizadas meses atrás. A boa notícia é que a prestação de contas não precisa ser um processo estressante. Ao longo da minha trajetória em operações e acompanhamento de organizações sociais, percebo que as maiores dificuldades não estão relacionadas à falta de trabalho realizado, mas à ausência de uma rotina simples para organizar as informações. Afinal, quem está no dia a dia da execução sabe que as demandas são intensas e nem sempre sobra tempo para registrar cada passo. A verdade é que prestar contas vai muito além de cumprir uma obrigação com financiadores ou parceiros. É uma oportunidade valiosa de evidenciar o impacto gerado, fortalecer a credibilidade da organização e consolidar uma base de conhecimento essencial para o crescimento institucional. A prestação de contas começa antes do relatório Um dos erros mais comuns é enxergar a prestação de contas como uma atividade pontual, que acontece apenas ao final de um projeto ou sob demanda. Na prática, ela deve ser construída ao longo de toda a execução. Quando a organização estabelece o hábito de registrar ações, resultados e evidências periodicamente, o trabalho deixa de ser uma carga concentrada e passa a integrar a rotina da equipe. Uma boa prática é reservar um tempo mensal para atualizar indicadores, organizar documentos e reunir registros; esse pequeno cuidado economiza horas preciosas no futuro. Fotos, listas de presença, depoimentos, notas fiscais e comprovantes de despesas são documentos recorrentemente solicitados. Por isso, vale a pena criar uma estrutura simples de armazenamento. Pastas organizadas por projeto, período ou tipo de atividade fazem toda a diferença, o importante é que a equipe saiba onde encontrar os arquivos e que haja um padrão claro para salvá-los. Lembre-se: quanto mais próximo do momento da atividade o registro for realizado, menores são as chances de perder informações valiosas. Ao pensar em indicadores, muitas organizações acreditam que precisam de sistemas sofisticados, no entanto, o mais importante é começar pelo básico. Algumas perguntas norteadoras ajudam muito: ● Quando a ação foi realizada? ● Quantas pessoas foram atendidas? ● Quantas atividades foram realizadas? ● Quantos voluntários participaram? ● Quantos materiais foram distribuídos? ● Quais resultados ou mudanças foram observados? Esses dados fornecem uma visão consistente sobre o alcance das ações. Com o tempo, a organização pode aprimorar suas métricas, mas o primeiro passo é garantir que as informações essenciais estejam sendo registradas. Uma prestação de contas organizada transmite profissionalismo, responsabilidade e transparência. Além de cumprir exigências de editais, ela consolida a confiança de doadores, parceiros, voluntários e da própria comunidade. Estamos em momento onde o doador busca muito mais transparência, e, organizações que demonstram seus resultados com clareza saem na frente, não necessariamente porque fazem mais, mas porque comunicam melhor o valor daquilo que realizam. Talvez a principal mudança de perspectiva seja entender que a prestação de contas não existe apenas para quem está fora da organização; ela é uma ferramenta vital de gestão interna. Ao monitorar indicadores, registrar aprendizados e analisar resultados, a equipe identifica desafios, corrige rotas e planeja os próximos passos com mais segurança. Mais do que um relatório, a prestação de contas é uma poderosa aliada na construção de organizações mais sustentáveis e preparadas para ampliar seu impacto. E, no fim das contas, o segredo está na constância: pequenos registros feitos ao longo do ano são muito mais eficientes do que grandes esforços concentrados às vésperas de um prazo. Afinal, narrar o impacto gerado fica muito mais fácil quando ele foi acompanhado durante toda a jornada. *Ana Carolina Vieira – Analista de Operações e Impacto Formada em Secretariado Executivo, possui experiência nas áreas administrativa e financeira, com atuação na gestão de processos internos, organização de informações, atendimento e comunicação. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu habilidades em planejamento, controle operacional e suporte à gestão, contribuindo para a eficiência e o fortalecimento das rotinas organizacionais.
Por Instituto Phomenta 9 de julho de 2026
A Inteligência Artificial (IA) não vai salvar nenhuma Organização da Sociedade Civil (OSC). Todo mundo já entendeu que ela é indispensável, que agiliza os processos, que ajuda no corre do dia a dia e que tem mil e uma utilidades. Mas ela, sozinha, não vai tirar a sua organização do vermelho e nem vai desafogar a sua equipe. A IA é uma ferramenta poderosa para apoiar a sua gestão, mas ela só funciona se for treinada e alimentada do jeito certo. E a grande pergunta é: você já sabe como fazer isso? A verdadeira inovação da tecnologia no terceiro setor não está nas ferramentas gratuitas e famosas que todo mundo usa na internet. O segredo está em construir uma estratégia modelada exclusivamente para a captação de recursos via editais. Se as exigências de quem financia mudaram, a forma como as ONGs planejam seus projetos precisa evoluir na mesma velocidade. É exatamente por isso que nasceu o Captação com Causa. Esse projeto, que tem duração de 18 meses, e é uma iniciativa da Fundação FEAC com apoio do Instituto Phomenta, tem um objetivo bem prático: foram selecionadas 10 organizações sociais de Campinas, que após formações, passam a utilizar uma plataforma de IA totalmente customizada para o terceiro setor. Por que focar em IA para buscar recursos? O que move esse projeto é uma ferida antiga das ONGs: o maior problema das organizações brasileiras hoje não é a falta de editais. As oportunidades estão publicadas por aí, na internet. O verdadeiro desafio das equipes, que quase sempre são enxutas, está em quatro passos básicos da rotina: Saber exatamente o que procurar para não aceitar qualquer dinheiro e acabar desviando da própria missão; Conseguir filtrar quais oportunidades realmente valem a pena e fazem sentido; Criar o hábito de buscar recursos de forma constante, e não só quando o caixa aperta; Transformar esse monte de informação em dinheiro no bolso para manter os projetos de pé. Escrever um projeto para um edital é complexo. Os formulários exigem justificativas profundas, orçamentos detalhados e até análise de riscos. Para equipes que já passam o dia se desdobrando no atendimento direto às comunidades, a IA entra como copiloto. Ela assume o trabalho mecânico de escrever e revisar textos, devolvendo para o captador o que ele tem de mais escasso: tempo para pensar na estratégia. Mas… como não deixar o texto com cara de robô? As ferramentas gratuitas que vemos por aí costumam "alucinar", que é o termo técnico para quando a IA inventa dados falsos ou cria argumentos superficiais simplesmente porque ela não conhece a realidade da sua ONG. Para blindar os projetos contra esse erro, o Captação com Causa ajuda as organizações a criarem um ambiente protegido e seguro, alimentando a inteligência artificial com a identidade real da instituição. Esse treino consiste em criar um perfil superdetalhado dentro do sistema, incluindo: O histórico da organização e as causas que ela defende; A região onde ela atua e o perfil das pessoas que ela atende; Dados locais e o impacto real que ela já gera no território. Quanto mais rico e detalhado for esse perfil, mais a IA se transforma em uma assistente exclusiva da causa. A partir daí, a máquina passa a escrever falando a mesma língua do financiador. Ela aprende a usar os termos técnicos que os avaliadores de editais procuram, cruza as palavras-chave exigidas e ajuda a encaixar a história da sua comunidade dentro das metas do orçamento. Falando a linguagem de quem investe Hoje em dia, as empresas e institutos que financiam projetos sociais mudaram a forma de avaliar as propostas. Eles não olham mais apenas para o número bruto de pessoas atendidas; eles querem ver o valor real do impacto gerado. Por isso, o projeto treina a IA para usar uma métrica chamada SROI (Retorno Social sobre o Investimento) . Para se ter uma ideia de como isso funciona: pesquisas do setor mostram que, para cada R$ 1 investido em projetos sociais por meio de incentivos fiscais no Brasil, cerca de R$ 7,59 retornam em benefícios reais para a sociedade e para a economia. Quando a IA é ensinada a cruzar os dados públicos da sua cidade (como pesquisas do IBGE) com o histórico de entregas da sua ONG, ela ajuda a provar matematicamente o valor do seu trabalho. O seu projeto deixa de parecer um "custo" para o investidor e passa a ser visto como um investimento seguro e transformador. O que muda na prática para as organizações? Com esse método bem aplicado, as inovações que as ONGs podem esperar mudam completamente o jogo da captação: Fim do desespero de última hora: A organização sai daquele modelo de correr atrás de edital na véspera do vencimento e passa a ter uma rotina organizada e previsível; Propostas sem erros bobos: Os projetos ficam muito mais robustos, diminuindo drasticamente as reprovações por preenchimento incompleto, metas vagas ou erros de orçamento; Mais confiança dos financiadores: Uma ONG que consegue provar seu impacto com dados seguros conquista a confiança de grandes investidores e garante sua sustentabilidade no longo prazo. Quer saber mais sobre captação estratégica e tecnologia? Aproveite para conferir nossos outros textos sobre sustentabilidade financeira e inteligência artificial no terceiro setor: O perigo do "dinheiro a qualquer custo": não deixe a procura por editais desvirtuar a sua missão: Entenda como a urgência para acessar editais sem alinhamento prévio pode desvirtuar a missão institucional da sua OSC e saiba como selecionar financiadores que respeitem os seus valores reais. Por que sua estratégia de captação precisa de IA (urgente)?: Conheça os dados oficiais sobre a sobrecarga dos captadores de recursos no Brasil e descubra por que a inteligência artificial virou uma ferramenta de infraestrutura obrigatória para criar rotinas eficientes.
Por Instituto Phomenta 4 de julho de 2026
Você com certeza já viveu essa cena: o processo de seleção de voluntários foi um sucesso, a reunião de integração é melhor ainda e todo mundo sai motivado. Duas semanas depois, metade do grupo some sem dar notícias, os e-mails ficam sem resposta e, na hora daquela ação crucial, a coordenação precisa se desdobrar porque metade dos confirmados cancelou em cima da hora. Se a rotina da sua ONG parece um eterno ciclo de recrutar pessoas para cobrir o desfalque das anteriores, saiba que você não está só. Manter voluntários conectados a uma causa a longo prazo é um dos maiores desafios de gestão no Terceiro Setor. Para entender o tamanho do problema, basta olhar para o cenário nacional. Os dados da Pesquisa Voluntariado no Brasil, realizada pelo IDIS/Datafolha (2021) afirmam que, dos 57 milhões de brasileiros e brasileiras que realizam ou já realizaram trabalhos voluntários, apenas 12% fazem ações regularmente. Ainda de acordo com a pesquisa, embora o desejo de fazer o bem seja alto no país, entre os voluntários insatisfeitos e menos entusiasmados aparece a falta de motivação e de apoio/recursos, como fatores que trazem desengajamento.
Por Instituto Phomenta 25 de junho de 2026
Manter uma Organização da Sociedade Civil (OSC) de portas abertas no Brasil é um desafio diário de sobrevivência. Historicamente, a sustentabilidade financeira é o maior gargalo do terceiro setor, mas, frente ao montante de trabalho e às obrigações do dia a dia, ainda não conseguimos olhar para ela de forma estratégica. Assim, tratamos a busca por recursos como um evento de última hora, e não como um processo diário. Os dados do setor desenham um cenário alarmante sobre a estrutura das organizações brasileiras. Segundo a pesquisa da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR)*, 37% dos respondentes apontam como a maior dificuldade da captação a necessidade de dividir o tempo com outras demandas da instituição. Na maioria dos casos, a função é acumulada pela diretoria ou por técnicos que já estão sobrecarregados com a operação na ponta. O resultado é um ciclo vulnerável, especialista em "apagar incêndios": uma corrida desesperada contra o tempo para preencher formulários complexos apenas quando o caixa já entrou no vermelho. Diante dessa escassez crônica de tempo, a Inteligência Artificial (IA) passou a ser uma ferramenta de infraestrutura obrigatória para viabilizar a sustentabilidade institucional, mas poucas organizações ainda sabem como usá-la. A maioria das ONGs usa IA sem estratégia A rotina ideal de captação exige monitoramento constante do mercado, leitura minuciosa de editais, adequação técnica de propostas e relatórios rigorosos de prestação de contas. Mas você leu bem: ideal . Não é o que temos à mão no dia a dia. Para equipes enxutas, a IA se tornou o caminho para assumir essa carga operacional. Na captação de recursos, a máquina atua — ou deveria atuar — como um copiloto técnico: fazendo a triagem de diretrizes complexas e adaptando a linguagem de projetos para diferentes perfis de financiadores, devolvendo ao profissional o tempo necessário para pensar estrategicamente. Porém, de acordo com o levantamento do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) , feito com mais de 1,5 mil organizações, 62% assumem que ainda estão em um estágio baixo ou inexistente de adoção de IA. Vivemos em uma constante urgência para adotar a tecnologia, mas o pouco background gerou um uso amador e desordenado. Um mapeamento recente conduzido também pelo IDIS com mais de 500 entidades revelou que 95% das organizações sociais utilizam IA sem qualquer política ou orientação formal, e 75% dependem exclusivamente de ferramentas gratuitas de mercado. O risco aqui é que, com a soma da pouca estratégia e da falta de substância, as ONGs só consigam gerar, por meio da IA, propostas superficiais e desconectadas da realidade do território. São materiais incipientes, que podem levar à desclassificação imediata dos projetos pelos avaliadores dos editais. Como usar a IA a seu favor? Como resposta direta a esse cenário de equipes sobrecarregadas e necessidade de profissionalização tecnológica, a Fundação FEAC, com apoio do Instituto Phomenta, estruturou o projeto Captação com Causa. A iniciativa de 18 meses foi desenhada justamente para aplicar a IA como uma solução de sustentabilidade em 10 OSCs selecionadas de Campinas. Para combater o uso desordenado e a dependência de plataformas gratuitas apontados pelas pesquisas, o programa introduz no dia a dia das instituições bots customizados e programados especificamente para o contexto do terceiro setor. Em vez de soluções genéricas, as organizações ganham um sistema que filtra editais de forma preditiva e qualifica a escrita técnica das propostas, reduzindo drasticamente o tempo gasto na formatação dos projetos. O foco principal do projeto, que conta com um match funding de R$ 100 mil, é estruturar a captação como uma rotina viável. Por meio de assessoramentos individuais e coletivos, o programa prepara os profissionais para utilizarem a IA com postura crítica, garantindo que a tecnologia trabalhe a serviço da estratégia humana. Ao transformar a tecnologia em uma aliada, o Captação com Causa mira na mobilização de R$ 800 mil entre as participantes e na comprovação de que, com o método correto, a captação de recursos pode deixar de ser um susto sazonal e se tornar uma estratégia previsível, perene e sustentável. Quer saber mais sobre o Captação com Causa? Confira nosso último artigo! *Fonte: Censo ABCR
Por Instituto Phomenta 11 de junho de 2026
Nem todo edital é uma oportunidade. Entenda os riscos do desvio de missão e como captar recursos de forma estratégica.
mostrar mais

Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão

Entrar para o grupo