5 diferenças entre gestão ágil de projetos e tradicional

11 de agosto de 2022

Este conteúdo foi produzido por Vitor Freitas


A partir da definição do Instituto de Gerenciamento e Projetos (PMI), um projeto pode ser definido como um esforço realizado temporalmente, de modo a criar um produto, serviço ou resultado único, tendo um início e um fim bem definido e recursos limitados. Quando falamos sobre os projetos realizados pelas organizações do terceiro setor, o objetivo dos projetos é o próprio impacto socioambiental.


Se temos objetivos definidos, tempo e recursos limitados, nasce a necessidade de mecanismos que assegurem os resultados desejados no espaço de tempo delimitado, de modo que o investimento de recursos não seja desperdiçado e assim surge a gestão de projetos.


O gerenciamento de projetos envolve a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades que compõem um projeto, permitindo que as organizações executem projetos de forma eficiente e eficaz para alcançar o objetivo pretendido. 


Esse gerenciamento pode ser feito por meio de diferentes modelos de gestão, que podem ser entendidos pela forma de funcionamento, administração de recursos, a flexibilidade frente às circunstâncias de mudanças, a articulação com o meio, a inovação, etc. Dentre os principais modelos destacam-se a gestão ágil e tradicional.


Gestão ágil 


A gestão ágil surge no contexto de grandes transformações da sociedade, novas tecnologias e aumento de incertezas sobre o cenário em que o projeto será desenvolvido, sendo uma alternativa ao gerenciamento tradicional já consolidado.


Nesse modelo de gestão nós quebramos um projeto em pequenas partes com ciclos rápidos de planejamento e execução. Ele se destaca pela flexibilidade, dinamismo e o uso de ferramentas colaborativas. A gestão ágil reúne diferentes valores e princípios que guiam um novo modo de olhar para o gerenciamento de projetos dentro da organização. 


Gestão Tradicional


Como o próprio nome já diz, a gestão tradicional é a mais conhecida, consolidada e aplicada metodologia de gestão. Ela tem grande foco no planejamento prévio, documentação e estruturação hierárquica nos projetos. 


Ao mesmo tempo, em que traz um modelo de gestão mais robusto com grandes fases sequenciais, ela também é mais rígida, trabalhando com escopo, cronograma e recursos bem definidos desde o início.


5 diferenças entre os modelos de gestão


1º Planejamento 


Do ponto de vista do planejamento, as duas formas divergem bastante em como encaram o projeto. De um lado, a abordagem tradicional parte de um escopo definido e realiza uma grande etapa de planejamento, definindo atividades, cronograma e recursos de todo o ciclo do projeto antes de iniciar a execução do mesmo. Geralmente a entrega do projeto é única e final. 

 

No ágil, a história é diferente, o projeto parte de um escopo em que muitas vezes pode sofrer alterações à medida que o projeto vai se desenvolvendo e são feitos ciclos curtos de planejamento e execução. Nesse modelo as entregas são constantes e incrementais, permitindo maior controle e melhorias constantes no processo. 


Outro grande ponto do ágil é que, por meio desses ciclos curtos, é possível testar novas ideias de forma fácil e rápida, possibilitando executar o projeto de diferentes formas para ver se estão no caminho certo. 


2º Relacionamento com partes interessadas


Uma grande mudança no modo de pensar sobre a gestão de projetos que surgiu a partir do modelo ágil é o contato constante com as partes interessadas. Quando se quebra um projeto em pequenos ciclos de execução, a cada novo ciclo as partes interessadas são acionadas para avaliar se o curso que o projeto está tomando faz sentido para o público-alvo e atende às suas necessidades. 


No modelo tradicional esse contato geralmente é mais restrito e acontece com maior intensidade apenas na fase inicial de planejamento, onde todas as etapas do projeto são definidas.


3º Adaptação e flexibilidade


O ágil nasceu a partir do contexto de grandes mudanças na sociedade, transformações tecnológicas e inovação, dessa forma esse tipo de gestão tem uma grande flexibilidade e adaptação para responder a mudanças de cenário e planejamento no projeto. 


Ao contrário da gestão tradicional, em que o planejamento é mais rígido e as mudanças geralmente têm um processo lento para acontecer, dependendo de diferentes aprovações de níveis hierárquicos. No ágil as mudanças são bem vistas, muitas vezes responder às mudanças de forma adaptável, rápida e bem pensada pode ser o grande fator de sucesso dentro de um projeto. 


4º Aprendizado 


Nas metodologias tradicionais é muito comum a existência de uma etapa ao final do projeto para a coleta de aprendizados e melhorias notadas, mas muitas vezes pequenos aprendizados acabam se perdendo durante esse processo. 


No modelo ágil o aprendizado é constante, por meio dos ciclos curtos de execução é possível coletar as informações sobre o que deu certo e o que deu errado e aplicar  diretamente esses aprendizados para ajudar e melhorar o projeto enquanto ele está se desenvolvendo. 


Esse processo de melhoria contínua e incremental é muito importante e está diretamente ligado com a forma de planejamento e a relação com mudanças dentro da metodologia ágil.


5º Estrutura de equipe


O trabalho em equipe é essencial quando falamos sobre o gerenciamento de projetos, mas cada metodologia tem uma forma diferente de construir uma estrutura para o trabalho. No modelo tradicional é comum ver um modelo de “comando e controle” onde há uma forte hierarquia e designação de tarefas.


No meio ágil o foco é a autogestão, nesse modelo há uma descentralização da liderança e maior autonomia da equipe em desenvolver suas atividades a partir do papel que irão desempenhar. 


O modelo ágil permite trabalhar com equipes mais enxutas e com alta performance, mas depende da confiança entre todos os envolvidos e clareza sobre o papel de cada um. 


Ponto de atenção


Independente do modelo de gestão selecionado, é importante que a organização tenha uma estrutura de governança transparente, ou seja, ter distribuído de forma clara os papéis, funções e responsabilidades na equipe que irá desenvolver o projeto. 


É muito importante que cada pessoa saiba suas responsabilidades e o nível de autonomia no projeto para não ocorrerem erros de planejamento, sobreposição de atividades e conflitos. A estrutura de governança ou a falta dela é um fator crítico em qualquer tipo de gestão ou metodologia de projetos.


Quando utilizar cada uma


A primeira coisa é ter clareza de que não existe uma receita de bolo ou fórmula mágica para o sucesso quando falamos sobre gerenciamento de projetos. O tradicional não é melhor que o ágil tampouco o ágil irá acabar com as metodologias tradicionais, ambas abordagens são importantes e devem ser selecionadas conforme o contexto do projeto. 


Certos projetos devem ser planejados de uma forma mais rígida desde o início para que o objetivo final seja alcançado, por exemplo, você já imaginou se no meio da construção de um prédio resolvessem fazer mudanças estruturais na obra? Em cenários com maior estabilidade e previsibilidade, às metodologias tradicionais têm uma excelente performance. 


Agora, quando falamos sobre projetos com maior nível de incertezas, onde o escopo não está bem definido, equipe pequena e se pretende trabalhar com inovação, nesses casos a gestão ágil conseguirá apoiar de forma muito mais assertiva. 


A escolha do modelo de gestão adequado é responsabilidade do gestor de projetos e tenha em mente que um bom gestor de projetos é aquele que aprende diferentes técnicas, conceitos e metodologias para adaptar o que for necessário a partir das necessidades e contexto que ele está inserido. 


Espero que esse texto tenha sido mais um passo na sua jornada sobre como gerenciar cada vez melhor os projetos de sua organização. Um bom gerenciamento de projetos garante a entrega de resultados e, no terceiro setor, esses resultados são a própria transformação social que precisamos.




Vitor Freitas é agente do Círculo de Fortalecimento de ONGs da Phomenta.


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Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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As transformações no cenário internacional de financiamento foram um dos alertas mais sensíveis apresentados no Webinar: Tendências de 2026 para o Terceiro Setor, realizado pelo Instituto Phomenta. Em um contexto de instabilidade política, mudanças de prioridades globais e retração de recursos externos, organizações brasileiras já sentem os impactos de uma filantropia internacional mais seletiva, menos previsível e cada vez mais estratégica. Em 2026, essa tendência se consolida e exige das organizações sociais um reposicionamento em relação à forma como acessam, gerenciam e diversificam suas fontes de recursos. A retração do financiamento internacional Durante o webinar, foram destacados movimentos recentes que ajudam a explicar o cenário atual, como a redução de repasses de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o enfraquecimento de programas tradicionais de cooperação internacional e o encerramento ou redirecionamento de iniciativas históricas, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essas mudanças não acontecem de forma isolada. Elas refletem disputas geopolíticas, reorientação de agendas nacionais e uma priorização maior de crises internas por parte de países doadores. Para muitas organizações do Sul Global, isso representa a perda de fontes que, por décadas, sustentaram projetos e estruturas institucionais. Menos recursos, mais exigências Além da diminuição do volume de recursos, o webinar destacou um aumento significativo no nível de exigência dos financiadores internacionais que permanecem ativos. Entre os critérios mais observados estão: capacidade de gestão financeira e institucional; governança estruturada; indicadores consistentes de resultados; alinhamento com agendas globais específicas; histórico de parcerias e execução. Em 2026, organizações com baixa maturidade institucional tendem a enfrentar ainda mais barreiras para acessar recursos internacionais, mesmo quando atuam em causas prioritárias. O papel do financiamento público no Brasil Em contraste com a retração internacional, observamos o crescimento dos repasses federais no Brasil nos últimos anos. Esse movimento abre oportunidades, mas também traz desafios próprios. Acesso a recursos públicos exige preparo técnico, capacidade de prestação de contas, adequação jurídica e fôlego financeiro para lidar com prazos e burocracias. Para muitas organizações, isso demanda investimentos prévios em estrutura e equipe, o que nem sempre é possível sem apoio externo. Ainda assim, o aumento do financiamento público reforça a importância de olhar para o território nacional como parte estratégica da sustentabilidade financeira. Diversificação como estratégia de sobrevivência Uma das principais reflexões trazidas é que depender de uma única fonte de recursos se torna cada vez mais arriscado. Em 2026, a diversificação deixa de ser recomendação e passa a ser condição de sobrevivência. Isso envolve combinar diferentes fontes, como: filantropia nacional; parcerias com empresas; recursos públicos; doações individuais; prestação de serviços alinhados à missão. O impacto das mudanças na autonomia das organizações As transformações na filantropia internacional também afetam a autonomia das organizações sociais. Com menos recursos disponíveis e maior competição, cresce o risco de adaptação excessiva a agendas externas, em detrimento das demandas reais dos territórios. Por isso a importância de manter o foco na missão e no impacto social, mesmo diante de pressões financeiras. Organizações mais preparadas institucionalmente tendem a negociar melhor, fazer escolhas mais estratégicas e preservar sua coerência. O que essa tendência exige das organizações Em 2026, o cenário de financiamento será mais restrito, mais técnico e mais competitivo. Organizações que investem em desenvolvimento institucional, planejamento financeiro e fortalecimento da gestão terão mais condições de atravessar esse contexto com menos rupturas. Como discutido no webinar, adaptar-se às mudanças da filantropia internacional não significa abandonar princípios, mas sim construir bases mais sólidas para seguir atuando com impacto, autonomia e sustentabilidade no longo prazo. Confira o Conteúdo:
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