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LIVE - Saúde Mental e os Desafios da Atualidade

22 de outubro de 2020

Depressão, ansiedade, luto e a preocupação com a saúde mental - temas delicados que se intensificaram com a pandemia e que precisam ser discutidos.

O Portal do Impacto apresenta a LIVE - Saúde Mental e os Desafios da Atualidade, dia 28/10 às 19:00 no YouTube da Phomenta. A roda de conversa, em parceria com o Grupo de Psicologia Phoenix, irá abordar alguns temas que se intensificaram com a pandemia como depressão, ansiedade, luto e a preocupação com a saúde mental da equipe. 

Além disso, os especialistas irão comentar sobre os caminhos encontrados durante o programa de atendimento em grupo que atendeu mais de 50 gestores de ONGs, virtualmente, para apoio e autocuidado neste momento conturbado.

Temas abordados

  • Saúde mental;
  • Lutos da pandemia;
  • Ansiedade e depressão na pandemia;
  • Relações com a equipe e compartilhamento de decisões;
  • Autocuidado.


Participantes

Elisa Maria Perina

Fundadora e coordenadora do Phoenix. Psicóloga pela PUCC e certificação em psico-oncologia pela SBPO. Desenvolveu suas atividades como psicóloga do CIPOI/FCM/Unicamp lotada no Centro Infantil Boldrini durante 40 anos, onde implantou o serviço de psico-oncologia e cuidados paliativos pediátricos. Recebeu o Prêmio Jimmie-Holland (SBPO). Especialização em Arteterapia/Unicamp. Formação em psicoterapia analítica de grupo na SPAG/SP. Mestre em Psicologia Clínica pela USP e Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela FCM/Unicamp. Presidente da SBPO - Sociedade Brasileira de Psico-oncologia (2006 a 2008). Coordenadora do Comitê de Psico-oncologia pediátrica da SBPO e do Comitê Psico-social da SLAOP - Sociedade Latino-Americana de Oncologia Pediátrica. Membra da IPOS - International Psycho-Oncology Society. Membra-fundadora da RELPO - Rede Latino-Americana de Psico-Oncologia e representante do Brasil. Também atua como Psicóloga Clínica em consultório particular em Campinas/SP.

Hugo Sampaio

Médico psiquiatra há 50 anos com especialização em neurologia e eletroencefalografia.

Psicoterapeuta de base analítica e Terapeuta Cognitivo-Comportamental.

Alessandra Ciccone

Psicóloga formada pela PUC São Paulo. Fez aprimoramento em Relacionamento Amoroso na Abordagem Junguiana, pela PUC/SP. Especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenções em Luto pelo Instituto Psicológico Quatro Estações, São Paulo. Especialista em Psicologia Analítica Junguiana pela FCM-UNICAMP, Campinas. Cursa especialização em Intervenção na Automutilação, na Prevenção e Posvenção do Suicídio pelo Instituto Vita Alere, São Paulo. Experiência em trabalho voluntário no Centro de Cuidados Paliativos – Capital Caring, em Maryland, EUA. Membro do Phoenix e membro do grupo de coordenação da Rede API-Phoenix Campinas (Apoio à Perdas Irreparáveis).  Atua como Psicóloga Clínica em consultório particular e atendimento em psico-oncologia em clínica especializada (Oncocamp).

Sarah Adriely

Psicóloga graduada pela PUC de Minas Gerais. Pós-Graduada em Psico Onco-Hematologia Pediátrica no Hospital Centro Infantil Boldrini pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (2014). É membro do grupo Phoenix e da Rede API-Phoenix (Apoio à Perdas Irreparáveis) de Campinas e Região. Experiência no SUAS (CREAS) e SUS (Irmandade de Misericórdia de Campinas).

Atua como Psicóloga Clínica em consultório particular e no Hospital Centro Infantil Boldrini desde 2016.

Thais Faustino

Psicóloga graduada pela PUC Campinas, Pós-Graduada (Lato Senso, 1920 horas) em Psico Onco-Hematologia Pediátrica no Hospital Centro Infantil Boldrini pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (2018). É membro do grupo Phoenix e da Rede API-Phoenix (Apoio à Perdas Irreparáveis) de Campinas e Região. Atua como Psicóloga Clínica em consultório particular e na Prefeitura Municipal de Itatiba-SP.


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Quem está no dia a dia da gestão de uma ONG conhece bem o dilema: a gente passa tanto tempo cuidando dos projetos e atendendo a ponta que a nossa própria estrutura vai ficando para trás. Já diz o ditado: “em casa de ferreiro…”. Nosso financeiro roda no limite, a equipe fica sobrecarregada, os processos são travados e a liderança vive exausta. A verdade é que a gente se acostumou a operar no modo de sobrevivência. Então, que tal dar um passo para trás e avaliar o todo? Durante o FIFE 2026, o sociólogo Domingos Armani trouxe uma provocação que cutucou feridas necessárias. Ele alertou que muitas organizações ainda insistem em carregar crenças e estigmas que funcionam como mapas obsoletos. Só que, o grande problema de usar um mapa velho é que o mundo mudou, e o desenho antigo já não bate com o terreno real de hoje. Insistir na ideia de que investir na própria estrutura é "gastar dinheiro que deveria ir para o projeto" é um desses mapas velhos que precisamos rasgar. Fortalecer a casa, o chamado Desenvolvimento Institucional (DI), é o que garante que a ONG continue existindo e gerando impacto no longo prazo. E essa mudança de mentalidade muda tudo, inclusive o jeito de captar recursos. Mudar a postura para financiar a sua estratégia Captar recursos para o Desenvolvimento Institucional, ou seja para estruturar a gestão, investir em tecnologia e manter o time funcionando, exige parar de pedir dinheiro apenas para o "projeto da vez". No painel da Plataforma Conjunta, ainda no FIFE, o debate girou em torno de como virar essa chave diante dos financiadores. Para ajudar a avaliar como a sua organização está se posicionando, montamos um checklist prático com os principais aprendizados da mesa: Checklist de postura para o fortalecimento da ONG [ ] Você se explica pela estratégia ou pelo portfólio? Quando vai conversar com um parceiro, você gasta todo o tempo listando as oficinas da semana ou apresenta primeiro a missão e a visão de futuro da organização? Grandes parceiros querem financiar o futuro da sua causa, não apenas uma ação pontual. [ ] Você sabe compartilhar vulnerabilidades? Se a sua organização fosse perfeita e não tivesse nenhum problema de gestão, ela não precisaria de apoio. Fale da sua vulnerabilidade, mas com estratégia. Acompanha o próximo ponto! [ ] O desafio vem acompanhado de uma solução? Mostrar os pontos fracos da gestão para o parceiro só funciona se você já apresentar a rota para resolver o problema. A vulnerabilidade precisa vir colada com a sua capacidade de planejamento. [ ] O estigma da escassez foi abandonado? A gestão já superou a velha crença de que o Terceiro Setor precisa trabalhar sofrendo, com ferramentas defasadas e computadores lentos? Modernizar a estrutura interna é uma decisão de eficiência, não um luxo. Saiba que você pode merece e precisa de estrutura. Modernizar para não parar no caminho Se os mapas antigos não funcionam mais, o papel de quem gere é desenhar novas rotas. Olhar para o Desenvolvimento Institucional serve para dar musculatura para a organização. Quando paramos de “vender o almoço para pagar o jantar” e começamos a financiar a nossa própria estratégia, a ONG ganha a sustentabilidade que precisa para transformar a realidade na ponta de forma estruturada e contínua.
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