Gestão de grupos: conheça os papéis na dinâmica organizacional

19 de junho de 2022

Este conteúdo foi produzido por Célia Schlithler


Olá! Se você está aqui, deve ter interesse no tema “coordenação de grupos”. Por isso, sugiro que, antes de ler este texto, você acesse os outros conteúdos desta série do Portal do Impacto. Comece pelos que abordam as três estratégias necessárias para haver “grupalização”: (1) criar oportunidades para as pessoas se conhecerem melhor; (2) construir objetivos comuns a todos; e (3) facilitar a comunicação entre os integrantes


Em meu texto anterior, sobre a coordenação democrática, prometi abordar os papéis nos grupos e explicar o que é “distância ótima”, uma atitude essencial para a coordenação. Vou começar pelos papéis, um tema que quase sempre aparece seguido de um ponto de atenção: “um de nossos problemas é que os papéis das pessoas que compõem a equipe não estão bem definidos”. E eu pergunto: são os papéis que não estão bem definidos ou as funções e atribuições? E o que dizer dos cargos? E das competências esperadas para cada cargo?


Não sou profissional especialista em políticas de RH, então não tenho tanta propriedade para explicar o significado correto de cargo, função, atribuição. Meu foco é a dinâmica grupal, embora algumas vezes as reflexões sobre os papéis na equipe desencadeiem a necessidade de criar ou rever a descrição de cargos da OSC.


O que quero compartilhar aqui é a visão de que papéis não são fixos – eles são exercidos naquele grupo e naquele contexto. Isso significa que temos de ter muito cuidado para não rotular. Você já deve ter visto coordenadores(as) de grupos que, nos primeiros contatos, sem nem conhecer as pessoas, começam a colocar “carimbos”: “Esse é agressivo, aquela vai ser chata, já aquela outra é ótima”. Quem pensa assim provavelmente não acredita que o relacionamento em grupo gera mudanças nas pessoas. 


E o que contribui para uma pessoa desempenhar determinado papel em um grupo?


  • Seu mundo interno (sentimentos, aprendizados, princípios e valores, jeito de ser e de comunicar-se com os outros, visão de mundo);


  • A relação com a coordenação e com o(as) demais integrantes;


  • O momento que o grupo está vivendo (paralisado, mudando, atuante);


  • O contexto (momento organizacional, situação social, conjuntura política). 


Tomemos, por exemplo, o caso de uma pessoa que esteja sendo agressiva no grupo. Tem a ver com sua personalidade, sim, mas há muitos outros fatores envolvidos. É seu papel como coordenadora ter isto em mente e estimular que a interação entre as integrantes do grupo leve a mudanças. Uma das formas é assinalar atitudes gentis e acolhedoras de outras pessoas; outra é perguntar como as demais se sentem quando aquela pessoa fala ou age daquela forma. Mas tome cuidado para não dizer a palavra “agressiva”, a não ser que outra pessoa o faça, pois essa impressão pode ser sua. 


Outro ponto importante é considerar que, apesar de os papéis terem relação com o perfil individual, eles podem revelar algo que está acontecendo com o grupo. Quando isso acontece, dizemos que aquela pessoa está sendo porta-voz de um fenômeno grupal¹. Há alguns “tipos de papéis" que podem dar dicas do que está acontecendo com um grupo e que, por isso, podem ajudar na leitura do processo grupal. Vou apresentá-los abaixo:


PAPEL: Bode-expiatório

ATITUDES: Incomoda e é rejeitada pelo que fala ou faz. É questionada, criticada ou desprezada pelo grupo.

O QUE PODE REVELAR: O grupo está com dificuldade de superar algum obstáculo ou de enfrentar alguma mudança e não consegue expressar que isso está acontecendo.


PAPEL: Sabotadora

ATITUDES: Desvia o grupo daquilo que está sendo falado ou feito, mudando de assunto, fazendo brincadeiras, não cumprindo sua parte nas tarefas combinadas.

O QUE PODE REVELAR: O grupo não quer falar sobre aquele tema, não conseguiu entender o que é para fazer ou não concorda com o que foi proposto.


PAPEL: Impostora

ATITUDES: Fala por indiretas, boicota o que é combinado, porém afirma (e parece) que está querendo colaborar.

O QUE PODE REVELAR: O grupo está resistente a alguma mudança, mas não consegue perceber que isso está acontecendo.


PAPEL: Líder de mudança

ATITUDES: É conciliadora, colaborativa, propõe ações e ajuda o grupo a superar dificuldades.

O QUE PODE REVELAR: O grupo quer aprender e se desenvolver e busca apoio nas pessoas mais abertas a mudanças.


Bem, e como a gente sabe se a pessoa está sendo porta-voz de um fenômeno grupal? Observando se o grupo aceita ou não a performance do papel. Por exemplo: quando alguém muda de assunto e os demais dizem algo como: “opa, saímos do tema”, ou “vamos retomar o que estávamos fazendo”, é porque a dificuldade deve ser individual. Se o grupo entra no desvio, é provável que a pessoa esteja sendo porta-voz de alguma dificuldade grupal, ainda que a manifeste individualmente. Quando isto acontece, a facilitadora pode perguntar: “Por que será que vocês mudaram de assunto?” E, deste modo, deve ajudar os integrantes do grupo a perceberem seus próprios movimentos. Esta facilitação emancipatória gera proatividade, cooperação e multiliderança.


Para conseguir fazer isso, uma das atitudes que os(as) facilitadores(as) de grupos precisam aprender é a manter a “distância ótima”² – chegar perto o bastante dos integrantes para compreender profundamente suas necessidades, com empatia e acolhimento, e conseguir se distanciar para analisar a situação e pensar em estratégias para gerar desenvolvimento do processo grupal. Se você ficar “grudado” nos integrantes, vai passar a ser um deles, deixando de desempenhar seu papel. Mas se ficar muito longe, preso a sua visão, vai ser ignorada ou criticada e as mudanças não acontecerão. A distância ótima é esse ponto ideal: nem tão perto, nem tão longe.


Quero encerrar essa conversa dizendo que ser facilitadora de grupos é um papel que pode ser desafiador e, em muitos momentos, você pode até sentir fisicamente o peso nos ombros, a dor de cabeça, o pescoço travado, o cansaço... Por isso, peça ajuda, troque com outras pessoas que exercem a mesma função, estude. E, nos momentos difíceis, pense nas pessoas que estão mudando, aprendendo e crescendo a partir do seu trabalho. Pense nas ações transformadoras que os grupos vão conseguir implementar na organização onde você atua e em como elas vão impactar a realidade social. 


Obrigada por sua atenção e até mais!


¹ Minha fonte é a Teoria dos Papeis, de Enrique Pichon-Rivière.

² Outro conceito criado por Pichon. 





Daiany França

Célia Schlithler é consultora e trabalha com grupalização de equipes, formação de coordenadores de grupos e de facilitadores de redes. Assessora equipes no planejamento e implementação de projetos de impacto social. Trabalhou em OSCs e segue atuando junto a coletivos, OSCs e redes porque acredita em seu papel decisivo no desenvolvimento da democracia e justiça social. 


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Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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Quer doar, mas não sabe se o dinheiro vai chegar onde precisa? No Brasil, a desconfiança ainda trava doações. Veja como doar de forma efetiva e gerar impacto social real.
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O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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As transformações no cenário internacional de financiamento foram um dos alertas mais sensíveis apresentados no Webinar: Tendências de 2026 para o Terceiro Setor, realizado pelo Instituto Phomenta. Em um contexto de instabilidade política, mudanças de prioridades globais e retração de recursos externos, organizações brasileiras já sentem os impactos de uma filantropia internacional mais seletiva, menos previsível e cada vez mais estratégica. Em 2026, essa tendência se consolida e exige das organizações sociais um reposicionamento em relação à forma como acessam, gerenciam e diversificam suas fontes de recursos. A retração do financiamento internacional Durante o webinar, foram destacados movimentos recentes que ajudam a explicar o cenário atual, como a redução de repasses de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o enfraquecimento de programas tradicionais de cooperação internacional e o encerramento ou redirecionamento de iniciativas históricas, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essas mudanças não acontecem de forma isolada. Elas refletem disputas geopolíticas, reorientação de agendas nacionais e uma priorização maior de crises internas por parte de países doadores. Para muitas organizações do Sul Global, isso representa a perda de fontes que, por décadas, sustentaram projetos e estruturas institucionais. Menos recursos, mais exigências Além da diminuição do volume de recursos, o webinar destacou um aumento significativo no nível de exigência dos financiadores internacionais que permanecem ativos. Entre os critérios mais observados estão: capacidade de gestão financeira e institucional; governança estruturada; indicadores consistentes de resultados; alinhamento com agendas globais específicas; histórico de parcerias e execução. Em 2026, organizações com baixa maturidade institucional tendem a enfrentar ainda mais barreiras para acessar recursos internacionais, mesmo quando atuam em causas prioritárias. O papel do financiamento público no Brasil Em contraste com a retração internacional, observamos o crescimento dos repasses federais no Brasil nos últimos anos. Esse movimento abre oportunidades, mas também traz desafios próprios. Acesso a recursos públicos exige preparo técnico, capacidade de prestação de contas, adequação jurídica e fôlego financeiro para lidar com prazos e burocracias. Para muitas organizações, isso demanda investimentos prévios em estrutura e equipe, o que nem sempre é possível sem apoio externo. Ainda assim, o aumento do financiamento público reforça a importância de olhar para o território nacional como parte estratégica da sustentabilidade financeira. Diversificação como estratégia de sobrevivência Uma das principais reflexões trazidas é que depender de uma única fonte de recursos se torna cada vez mais arriscado. Em 2026, a diversificação deixa de ser recomendação e passa a ser condição de sobrevivência. Isso envolve combinar diferentes fontes, como: filantropia nacional; parcerias com empresas; recursos públicos; doações individuais; prestação de serviços alinhados à missão. O impacto das mudanças na autonomia das organizações As transformações na filantropia internacional também afetam a autonomia das organizações sociais. Com menos recursos disponíveis e maior competição, cresce o risco de adaptação excessiva a agendas externas, em detrimento das demandas reais dos territórios. Por isso a importância de manter o foco na missão e no impacto social, mesmo diante de pressões financeiras. Organizações mais preparadas institucionalmente tendem a negociar melhor, fazer escolhas mais estratégicas e preservar sua coerência. O que essa tendência exige das organizações Em 2026, o cenário de financiamento será mais restrito, mais técnico e mais competitivo. Organizações que investem em desenvolvimento institucional, planejamento financeiro e fortalecimento da gestão terão mais condições de atravessar esse contexto com menos rupturas. Como discutido no webinar, adaptar-se às mudanças da filantropia internacional não significa abandonar princípios, mas sim construir bases mais sólidas para seguir atuando com impacto, autonomia e sustentabilidade no longo prazo. Confira o Conteúdo:
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