Estes 6 produtos da Editora MOL podem te ajudar no atendimento diário da sua ONG – mesmo remotamente
11 de maio de 2020
Os produtos socioeditoriais estão à venda na Banca do Bem, loja oficial da MOL e têm renda revertida para diversas ONGs em sua versão física. Mas há até mesmo versões on-line disponibilizadas gratuitamente!
Por Rafaela Carvalho, da Editora MOL, e Luana Rizzi, da Banca do Bem
Por Rafaela Carvalho, da Editora MOL, e Luana Rizzi, da Banca do Bem

Tudo aconteceu muito rápido: um vírus tomou conta das manchetes e, de repente, foi preciso diminuir ou até mesmo interromper as atividades do dia a dia – inclusive na sua ONG. E aí, os sentimentos são de receio e até algum medo: como prestar assistência àqueles que mais precisam quando a recomendação das organizações de saúde é ficar em casa, saindo dela só quando isso é absolutamente necessário?
Nós do Grupo MOL, formado pela Editora MOL
e pela Banca do Bem, podemos te ajudar com algumas ferramentas. Elas ajudam em questões como organização pessoal, manutenção de contato e até divertimento. Vamos lá?
Desenhe Seu Amanhã
O que é?
Um planner para te ajudar a repensar a rotina – e que é atemporal, pode ser começado em qualquer semana do ano!
De que maneira pode me ajudar?
O planner anual Desenhe Seu Amanhã
pode ajudar quem deseja uma vida mais organizada. As últimas semanas têm sido no mínimo diferentes. A rotina, da forma como a conhecemos, se quebrou e chegamos às vezes, até a perder a noção de que dia é hoje. Temos que reprogramar nosso tempo e equilibrar as atividades de trabalho, casa, crianças e etc. Daí a importância de uma ferramenta que te apoie neste processo de ajuste e reprogramação – de preferência com espaços já sistematizados para priorizar tarefas, pensar nos hábitos e progresso.
Como funciona?
O Desenhe Seu Amanhã
foi construído a partir de referências e técnicas de produtividade e psicologia positiva traduzidas em layouts descomplicados e divertidos. E o melhor de tudo é que as páginas são atemporais, sem data marcada. Dá para você começar a preencher o planner quando quiser, sem a obrigação de iniciar em uma data certa. Há também uma cartela de adesivos, frases inspiradoras e espaço para traçar suas metas e lembrar de dias especiais, além de 12 visões mensais, 48 semanas e 15 páginas em branco para você usar como quiser. O planner também vem em seis opções de cor. Escolha sua favorita!
O produto doa para uma causa?
Sim! Cada planner vendido representa uma hora de aula doada para uma criança ou jovem via ONG Vocação.
Língua Solta! e Brinca Comigo?
O que são?
Língua Solta!
e Brinca Comigo?
são dois baralhos com 52 cartas cada um. O primeiro traz questões que criam conversas. Já o segundo traz sugestões de brincadeiras que usam apenas a imaginação!
De que maneira podem me ajudar?
Os baralhos são perfeitos para gerar aproximação entre adultos e crianças ou até adolescentes. As sugestões de assunto ou de brincadeira estimulam o pensamento criativo e geram papos animados e estimulantes, que podem ser realizados até remotamente. É uma ferramenta poderosa para fortalecer vínculos e a capacidade de expressão pessoal.
Como funcionam?
Basta retirar uma carta do baralho por vez e iniciar a conversa!
Onde acho?
Está com pressa? A MOL disponibilizou versão on-line dos dois baralhos!
Os produtos doam para uma causa?
A versão física, sim! Ambos os baralhos geram doações para a AACD. Se quiser saber mais detalhes sobre como essas doações são geradas, vá até o blog da MOL, onde explicamos os detalhes.
Você pode comprar os baralhos na Banca do Bem! Clique aqui para comprar o Língua Solta!
ou aqui para comprar o Brinca Comigo?.
Livros Cadê Meus Óculos?, Viagens Pelo Brasil e Ache o Bicho
O que são?
Livros de atividades como jogo dos sete erros, ache na cena, palavras cruzadas, desenhos para colorir, labirintos, desafios ópticos, ligue os pontos e caça-palavras.
De que maneira podem me ajudar?
Os três produtos trazem brincadeiras para revigorar as pupilas, exercitando o incrível poder da visão. Eles carregam passatempos perfeitos para exercitar a mente e se divertir.
Onde acho?
O Ache o Bicho
existe apenas na versão física, mas os livros Cadê Meus Óculos?
e Viagens Pelo Brasil
estão disponíveis on-line gratuitamente também. Clique aqui para baixar o primeiro
e aqui para baixar o segundo.
Os produtos doam para uma causa?
A versão física deles, sim! O Ache o Bicho, feito em parceria com a marca varejista Petz, doa para as ONGs Francisco de Assis União Protetora de Animais (Fauna), Amor em Patas e Amor de Bicho. Já os livros Cadê Meus Óculos?
e Viagens Pelo Brasil, feitos em parceria com Óticas Carol, doam para o Criança Esperança e para a ONG Amigos do Bem, respectivamente. Clique aqui para comprar os três produtos em um único combo!
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Quem está no dia a dia da gestão de uma ONG conhece bem o dilema: a gente passa tanto tempo cuidando dos projetos e atendendo a ponta que a nossa própria estrutura vai ficando para trás. Já diz o ditado: “em casa de ferreiro…”. Nosso financeiro roda no limite, a equipe fica sobrecarregada, os processos são travados e a liderança vive exausta. A verdade é que a gente se acostumou a operar no modo de sobrevivência. Então, que tal dar um passo para trás e avaliar o todo? Durante o FIFE 2026, o sociólogo Domingos Armani trouxe uma provocação que cutucou feridas necessárias. Ele alertou que muitas organizações ainda insistem em carregar crenças e estigmas que funcionam como mapas obsoletos. Só que, o grande problema de usar um mapa velho é que o mundo mudou, e o desenho antigo já não bate com o terreno real de hoje. Insistir na ideia de que investir na própria estrutura é "gastar dinheiro que deveria ir para o projeto" é um desses mapas velhos que precisamos rasgar. Fortalecer a casa, o chamado Desenvolvimento Institucional (DI), é o que garante que a ONG continue existindo e gerando impacto no longo prazo. E essa mudança de mentalidade muda tudo, inclusive o jeito de captar recursos. Mudar a postura para financiar a sua estratégia Captar recursos para o Desenvolvimento Institucional, ou seja para estruturar a gestão, investir em tecnologia e manter o time funcionando, exige parar de pedir dinheiro apenas para o "projeto da vez". No painel da Plataforma Conjunta, ainda no FIFE, o debate girou em torno de como virar essa chave diante dos financiadores. Para ajudar a avaliar como a sua organização está se posicionando, montamos um checklist prático com os principais aprendizados da mesa: Checklist de postura para o fortalecimento da ONG [ ] Você se explica pela estratégia ou pelo portfólio? Quando vai conversar com um parceiro, você gasta todo o tempo listando as oficinas da semana ou apresenta primeiro a missão e a visão de futuro da organização? Grandes parceiros querem financiar o futuro da sua causa, não apenas uma ação pontual. [ ] Você sabe compartilhar vulnerabilidades? Se a sua organização fosse perfeita e não tivesse nenhum problema de gestão, ela não precisaria de apoio. Fale da sua vulnerabilidade, mas com estratégia. Acompanha o próximo ponto! [ ] O desafio vem acompanhado de uma solução? Mostrar os pontos fracos da gestão para o parceiro só funciona se você já apresentar a rota para resolver o problema. A vulnerabilidade precisa vir colada com a sua capacidade de planejamento. [ ] O estigma da escassez foi abandonado? A gestão já superou a velha crença de que o Terceiro Setor precisa trabalhar sofrendo, com ferramentas defasadas e computadores lentos? Modernizar a estrutura interna é uma decisão de eficiência, não um luxo. Saiba que você pode merece e precisa de estrutura. Modernizar para não parar no caminho Se os mapas antigos não funcionam mais, o papel de quem gere é desenhar novas rotas. Olhar para o Desenvolvimento Institucional serve para dar musculatura para a organização. Quando paramos de “vender o almoço para pagar o jantar” e começamos a financiar a nossa própria estratégia, a ONG ganha a sustentabilidade que precisa para transformar a realidade na ponta de forma estruturada e contínua.

Quem trabalha em ONG sabe que a comunicação costuma ser o pratinho que mais cai. Com tantas atividades executadas ao mesmo tempo, a estratégia acaba ficando para trás porque o operacional consome todo o dia. Mas o uso da Inteligência Artificial (IA) tem mostrado que dá para mudar esse cenário. Esse foi um dos temas centrais do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE 2026), o principal encontro sobre gestão do Terceiro Setor no Brasil. O debate focou em como a tecnologia pode organizar processos e liberar tempo para o que realmente importa. O cenário brasileiro é curioso: de um lado, a OpenAI aponta que o Brasil é o terceiro país que mais usa o ChatGPT no mundo (atrás apenas de EUA e Índia), com cerca de 140 milhões de mensagens diárias enviadas por aqui. Por outro lado, o uso estratégico nas ONGs ainda engatinha. Um levantamento do IDIS com mais de 1,5 mil organizações revela que 62% delas ainda estão em um estágio baixo ou inexistente de adoção de IA. Ou seja, a tecnologia está na nossa mão, mas o setor social ainda está descobrindo como transformá-la em aliada da gestão. Para tirar proveito real dessas ferramentas, o segredo é o jeito que você as alimenta. Durante a palestra de Marco Iarussi, publicitário social e fundador da Curta Causa, aprendemos que o "treinamento" que você dá à IA é o que define se o resultado será genérico ou útil. Mão na massa: Passo a passo para montar seu plano com IA Para a IA aprender sobre a sua realidade e não entregar respostas vazias, siga este roteiro: 1. Não mude de conversa Escolha um único chat para tratar do seu plano de comunicação, seja no ChatGPT, Gemini ou Claude. Se você abre uma conversa nova toda vez, a IA "esquece" o contexto. Mantendo o mesmo canal, ela guarda o histórico e entende as necessidades específicas da sua organização. 2. Dê informações reais Antes de pedir o plano completo, descubra o que a IA já "pensa" sobre você. Isso serve para corrigir erros e fornecer dados que ela ainda não tem. Prompt: "O que você sabe sobre a causa [inserir sua causa] e o que conhece sobre o trabalho da [nome da sua ONG]?" 3. Alinhe o que é um plano de verdade Veja se o robô entende o seu universo. Se ele tiver uma visão muito comercial, o plano parecerá uma propaganda de loja, o que não funciona para o setor social. Prompt: "Para você, o que não pode faltar em um plano de comunicação para uma ONG? Liste os pontos principais." (Leia e diga o que você concorda ou não). 4. Descubra o que ninguém está falando Use a ferramenta para encontrar novos ângulos e sair do óbvio. Prompt: "O que o pessoal mais fala sobre [sua causa] hoje? E o que você acha que ainda não foi dito, mas que ajudaria as pessoas a entenderem melhor o nosso impacto?" 5. Peça o plano prático Agora que o chat está treinado, peça a estrutura final. Prompt: "Com base em tudo o que já conversamos aqui, monte um calendário de 30 dias para as nossas redes sociais. O foco deve ser [ex: prestação de contas ou atrair novos voluntários]." Onde entra a ética e o seu papel Usar a tecnologia para facilitar o dia a dia é inteligência de gestão, mas exige cuidado. A IA serve para fazer o primeiro rascunho e organizar as ideias, mas a palavra final, a conferência dos dados e o olhar humano sobre a causa precisam ser seus. O objetivo é automatizar o que for repetitivo para que você tenha fôlego. Com a comunicação organizada, sobra tempo para construir relacionamentos de verdade e focar no que nenhuma máquina substitui a confiança e o olho no olho com quem apoia a sua organização.
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