Como as ONGs podem utilizar grupos no LinkedIn para construir comunidades, autoridade e desenvolver uma rede de Networking efetiva

5 de outubro de 2023

Este conteúdo foi produzido por Diego Borges Ferreira

O LinkedIn e suas comunidades


O LinkedIn é uma ferramenta incrível em diversos aspectos que envolvem a maneira no qual interagimos com o ambiente profissional e desenvolvemos conexões com pessoas, empresas, startups e organizações sociais que atuam em diversos setores. Quando olhamos os números mais atuais da plataforma, podemos destacar o impacto que o LinkedIn tem na construção desse espaço diverso e repleto de possibilidades quando se trata de comunicação e comunidades.


Em estáticas gerais podemos dizer que mais de 58 milhões de empresas, startups e organizações têm um perfil oficial no LinkedIn, quando falamos de impacto social é bom destacar que 56% das ONGs ao redor do mundo tem presença na plataforma. Os profissionais que atuam nesse ambiente estão sempre procurando utilizar ferramentas para desenvolver atividades como de comunicação, vendas, parcerias, prospecção de talentos, voluntários e muito mais.


Outra atividade relevante que profissionais procuram desenvolver no LinkedIn é a criação de comunidades em torno de marcas, setores, profissões ou mesmo causas sociais! Isso pode envolver por exemplo as pessoas que seguem o perfil de uma iniciativa social ou a união de colaboradores que atuam em uma iniciativa e se tornam uma comunidade que representa as atividades da empresa, startup e organização social no LinkedIn. Porém existe uma ferramenta mais efetiva na hora de construir comunidades engajadas no LinkedIn e ela é o LinkedIn Groups. 


O que são grupos no LinkedIn


Os grupos no LinkedIn são incríveis não só para pessoas à procura de networking e novos aprendizados, mas também para empresas, startups e principalmente organizações sociais ao redor do mundo que querem construir comunidades engajadas com as suas atividades de impacto social. Os grupos do LinkedIn são locais onde pessoas com interesses em comum podem compartilhar ideias, falar das suas experiências, pedir orientações, buscar oportunidades e expandir suas conexões dentro daquele espaço que é uma comunidade Esses grupos passaram por bastante atualizações, ao longo dos anos, para aumentar a credibilidade perante os usuários da plataforma, e deu super certo.


Hoje, eles se tornaram uma ferramenta essencial para profissionais, empresas, startups e organizações sociais que têm o interesse em desenvolver comunidades engajadas em torno das suas atividades. Os grupos no LinkedIn também oferecem ótimas ferramentas de gestão. Posso destacar como exemplo:


  • Privatização; 
  • Limitação de membros; 
  • Moderação e monitoramento de conteúdo; 
  • Supervisão mais rígida; 
  • Envio de resumo diário ou semanal para os participantes


Com isso podemos dizer que os representantes das iniciativas podem desenvolver grupos no Linkedin com ótimas ferramentas de gestão e desenvolvimento de comunidades.


Quais os benefícios de grupos no LinkedIn para iniciativas que atuam com impacto social


Um dos principais pontos é poder compartilhar com vocês como os grupos no LinkedIn podem ser úteis para iniciativas que querem desenvolver comunidades envolvendo o seu trabalho.  Bom destacar que são inúmeros benefícios que empresas, startups e organizações de impacto social podem usufruir ao criar um grupo no LinkedIn. 


Por meio desse grupo é possível construir um networking significativo com a comunidade de profissionais que marcam presença no LinkedIn. Isso porque os participantes que podem fazer parte do seu grupo são qualificados e engajados por determinados assuntos que fazem parte da atuação da sua iniciativa de impacto social. Posso destacar outros benefícios de criar um grupo na plataforma:


*Criação de conteúdo de qualidade para os participantes do grupos

*Engajamento dos participantes do grupo sobre as atividades da sua iniciativa

*Envolver os participantes do grupo no desenvolvimento de conteúdo positivo

*Construir um ambiente no qual os participantes do grupo possam desenvolver networking

*Utilizar o grupo no LinkedIn como um espaço no qual os colaboradores da iniciativa possam compartilhar conteúdo sobre o seu trabalho 

*Utilizar o grupo no LinkedIn para alcançar o público certo e que tem interesse na atuação da sua iniciativa social


Esses são apenas alguns benefícios básicos para iniciativas de impacto social que querem criar um grupo no LinkedIn e investir naquele espaço como uma ferramenta de crescimento para as suas atividades. Principalmente como um ambiente para criação de comunidades engajadas.

Muitas iniciativas sociais no Brasil ainda não sabem sobre o impacto positivo que ter um grupo

no Linkedin pode ter na divulgação do seu trabalho



Como encontrar grupos no Linkedin que atuam com impacto social


A maneira mais comum de encontrar grupos no LinkedIn é a partir de uma simples pesquisa no diretório de grupos.Para isso, vá até o topo da página inicial do LinkedIn, clique no menu “Grupos”, e digite um termo de pesquisa relacionado ao conteúdo desejado.


Uma boa dica é utilizar palavras-chave baseadas no seu interesse, localização ou nicho. Bom destacar que existem centenas de grupos nacionais e internacionais no LinkedIn com foco no terceiro setor, negócios de impacto, inclusão,inovação, voluntariado e muito mais que envolve o ambiente de impacto social. Vale bastante pesquisar e participar desses grupos para desenvolver networking e encontrar insights que possam apoiar sua iniciativa social.


Como criar um grupo no LinkedIn para a sua iniciativa


Antes de mais nada, pode ficar tranquilo sobre a criação do um grupo no LinkedIn! A criação de um grupo no LinkedIn é muito simples e intuitiva.Primeiro você deve acessar a página
de Grupos do LinkedIn e clique em “Criar grupo”. Na sequência preencha as informações: 

  • Nome do grupo; 
  • Logotipo do grupo; 
  • Descrição; 
  • Setor (até 3); 
  • Localidade; 
  • Regras de grupo (opcional, mas altamente recomendado); 
  • Visibilidade e permissões do grupo.

Acredito ser bom destacar que antes de criar o grupo é necessário pensar no objetivo dele e os temas que vão ser abordados entre os participantes.


Algumas dicas básicas de como o grupo pode gerar resultados positivos para a sua iniciativa


Agora vocês já sabem mais informações sobre como o ambiente de grupos pode ser útil para as atividades de empresas, startups e organizações com foco em impacto social. Mas como aproveitar ao máximo as oportunidades dos grupos do LinkedIn? Pensando nisso é bom compartilhar algumas dicas de gestão que podem fazer o seu grupo gerar ótimos resultados:


*Crie regras de etiqueta e faça a moderação das postagens

*Promova discussões e incentive o engajamento

*Utilize o grupo para encontrar novos colaboradores e voluntários para a sua iniciativa

*Desenvolva uma agenda de conteúdo para o seu grupo

*Crie um ambiente no grupo propício para crescimento de comunidade


Um ponto essencial na hora de desenvolver uma comunidade em volta das atividades da sua iniciativa social é a maneira no qual é possível engajar as pessoas a participar e ter interesse em divulgar esse trabalho. Com isso posso dizer que os grupos no LinkedIn oferecem ótimas ferramentas para alcançar esses resultados.

Um dos principais objetivos da minha jornada profissional é educar empresas, startups e organizações com foco em impacto social sobre a utilização do Linkedin e os grupos na plataforma são uma ferramenta incrível de trabalho


Conclusão sobre mais uma ferramenta incrível no LinkedIn


O ambiente de impacto social no Brasil e no exterior conta com profissionais que gostam de apoiar iniciativas sociais e diversas causas. Um dos principais desafios desse ambiente é gerar redes de networking cada vez mais efetivas e que de fato possam multiplicar o impacto que geram na sociedade.


Acredito que é essencial educar esse ambiente sobre ferramentas que podem gerar mais conexões e construir comunidades em torno desse trabalho! Com certeza os grupos no LinkedIn oferecem um espaço muito importante para o desenvolvimento dessa rede de networking e comunidades que podem fazer toda a diferença na atuação de empresas, startups e organizações sociais que desejam ampliar o impacto do seu trabalho.


Com isso deixo aqui essa dica super positiva para iniciativas sociais sobre como elas podem marcar presença no ambiente de grupos no Linkedin. Com certeza vocês vão encontrar muitos profissionais competentes interessados em fazer parte da sua comunidade e conhecer o trabalho que realizam.




Diego Borges Ferreira: Profissional com experiência em comunicação no LinkedIn, networking, gestão de comunidade e treinamento de equipes em empresas, startups e organizações que desejam aprender a utilizar a plataforma. Principalmente com iniciativas que tem foco em impacto social e nas quais já apoiou diversas no Brasil e exterior. 

E-mail: liondiegos@gmail.com


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Ferramentas de computação em nuvem, automação de processos e sistemas de gestão já impactam profundamente a comunicação e a administração das organizações. E, sem dúvida, a Inteligência Artificial é o próximo grande divisor de águas. A IA já é uma realidade acessível ao terceiro setor, mas ainda pouco dominada de forma qualificada, segura e estratégica. Existe um enorme potencial para geração de conhecimento, análise de dados, automação, pesquisa e avaliação de projetos. É possível, por exemplo, utilizar ferramentas de IA para analisar evidências científicas, apoiar processos de avaliação, medir resultados e até realizar auditorias internas de gestão. Ainda assim, o setor carece de investimento em formação, treinamento e desenvolvimento de soluções de IA criadas pelo terceiro setor e para o terceiro setor. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. Isso fortalece a democracia e aproxima o investimento social da vida real das pessoas. As parcerias intersetoriais, aliás, tendem a se tornar ainda mais estratégicas. Políticas de ESG impulsionaram empresas a assumirem compromissos mais concretos com impacto social e ambiental. Quando essa agenda sai do discurso e se traduz em atuação no território, com cooperação técnica e investimento de longo prazo, os resultados são muito mais consistentes. Diante de um cenário marcado por polarização política e desinformação, o papel das organizações da sociedade civil também se amplia. Educação midiática, consumo crítico da informação e inclusão digital são hoje pilares da defesa da democracia. Eu acredito que capacitar pessoas em habilidades digitais é também fortalecer sua capacidade de participação cidadã. O terceiro setor está, sim, mais profissionalizado — e isso é necessário. 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Por Nathalia Albuquerque 2 de março de 2026
Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
Por Maria Cecília Prates 10 de fevereiro de 2026
Quer doar, mas não sabe se o dinheiro vai chegar onde precisa? No Brasil, a desconfiança ainda trava doações. Veja como doar de forma efetiva e gerar impacto social real.
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O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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