ASID promove webinários sobre a inclusão de pessoas com deficiência
16 de junho de 2020
Juntamente com a Fundação Grupo Volkswagen a organização social fará rodas de conversa sobre empoderamento, inclusão e desenvolvimento

No Brasil, 13 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, mas apenas 441 mil estão no mercado de trabalho, de acordo com o IBGE e disponível no site da ASID (Ação Social para Igualdade das Diferenças), organização social que atua na causa da Pessoa com Deficiência com a missão de tornar a sociedade mais inclusiva Infelizmente, a inclusão de pessoas com deficiência continua sendo um grande desafio para empresas que não se adequam às necessidades destes colaboradores, seja em aspectos físicos, culturais ou comportamentais.
Muitos locais de trabalho não fazem adaptações físicas básicas, como a criação de rampas, elevadores e banheiros acessíveis, além da cultura organizacional que não muda a visão de seus funcionários sobre atuação dessas pessoas no mercado de trabalho. Em um grupo heterogêneo, a troca de experiências e pontos de vista enriquece a todos.
A ASID acredita numa sociedade onde a pessoa com deficiência exerce seu potencial na sociedade, no mercado de trabalho e vive seus sonhos. E para promover essa visão, fechou uma parceria com a Fundação Grupo Volkswagen para a produção de seis webinários que vão abordar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. As rodas de conversas serão voltadas para pessoas com deficiência, empresas em geral, gestores de RH, alta liderança, , entidades do terceiro setor que atuem na causa da Pessoa com Deficiência, seus familiares e beneficiários.
De junho a agosto
deste ano serão realizados webinários quinzenais
com temas distintos. O primeiro abordará os Direitos Assistenciais da Pessoa com Deficiência, a partir do olhar sobre o Benefício de Prestação Continuada - BPC (Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência) com o título “Descomplicando a legislação: por trás do BPC e acessibilidade”, onde será discutido aspectos como: a influência desse recurso na vida das pessoas, como ter direito de usá-lo, empoderamento familiar e a legislação de acessibilidade. Já a segunda edição do mês abordará o tema de inclusão de pessoas com deficiência intelectual, voltada principalmente para empresas e instituições especializadas, com a live “Inclusão de pessoas com deficiência intelectual.”
A parceria com o Instituto Grupo Volkswagen é fundamental para que o tema de acessibilidade no mercado de trabalho ganhe mais adeptos e conhecedores. “Vamos disseminar informações muitas vezes não tratadas de maneira tão clara. É direito da pessoa com deficiência e seus parentes saberem todas as oportunidades e como agirem em diferentes casos. Essa rede de apoio vai fazer a diferença”, afirma Alexandre Schmidt de Amorim, Diretor Executivo e Cofundador da ASID.
Além dos webinários, serão gerados também e-books
explicativos sobre os temas abordados nas lives. Os conteúdos terão desdobramentos, detalhes e direcionamento de links para páginas que vão deixar o público mais informado. As conversas serão realizadas pelo canal do Youtube da ASID Brasil (@asidbrasil) com a presença de especialistas dos assuntos de cada live e personagens para ilustrarem o que está em discussão. A ideia é colocar pessoas influentes e com propriedade dos assuntos para que o engajamento do público seja cada vez maior. Vale ressaltar que todos os conteúdos estarão disponíveis gratuitamente para o internauta. Para acessar os webinários, basta entrar no link disponibilizado nas rede sociais da ASID.
“A ASID sempre acreditou no potencial da pessoa com deficiência e na sua inserção no mercado de trabalho. E é nosso dever trabalhar e disseminar conhecimento para que o público fique cada vez mais munido de dados e saiba quais os seus direitos. Com o advento da internet, e agora com esse novo comportamento do consumo de conteúdo online mais frequente, esperamos atingir pessoas do Brasil inteiro e gerar engajamento para que todos construam um mercado de trabalho mais inclusivo no país”, finaliza Amorim.
REDES SOCIAIS
Instagram: @asidbrasil
LinkedIn: ASID - Ação Social para Igualdade das Diferenças
Youtube: https://www.youtube.com/asidbrasil
SOBRE A ASID
A ASID é uma organização social com 10 anos de atividades voltada à diminuição das desigualdades sociais, na causa da Pessoa com Deficiência meio de projetos de Responsabilidade Social, como voluntariado, inclusão no mercado de trabalho e capacitação. Já são mais de 100 mil pessoas impactadas e mais de 7 mil voluntários. Entre empresas e Fundações parceiras há o Instituto Votorantim, Fundação Telefônica Vivo, Uber e a Unimed (Paraná, Curitiba e Santa Catarina). A ASID também possui reconhecimento a partir de prêmios nacionais e internacionais, como o Melhores ONGs Época e o United People Global.
Inscreva-se na nossa Newsletter
Últimas publicações

O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:

As transformações no cenário internacional de financiamento foram um dos alertas mais sensíveis apresentados no Webinar: Tendências de 2026 para o Terceiro Setor, realizado pelo Instituto Phomenta. Em um contexto de instabilidade política, mudanças de prioridades globais e retração de recursos externos, organizações brasileiras já sentem os impactos de uma filantropia internacional mais seletiva, menos previsível e cada vez mais estratégica. Em 2026, essa tendência se consolida e exige das organizações sociais um reposicionamento em relação à forma como acessam, gerenciam e diversificam suas fontes de recursos. A retração do financiamento internacional Durante o webinar, foram destacados movimentos recentes que ajudam a explicar o cenário atual, como a redução de repasses de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o enfraquecimento de programas tradicionais de cooperação internacional e o encerramento ou redirecionamento de iniciativas históricas, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essas mudanças não acontecem de forma isolada. Elas refletem disputas geopolíticas, reorientação de agendas nacionais e uma priorização maior de crises internas por parte de países doadores. Para muitas organizações do Sul Global, isso representa a perda de fontes que, por décadas, sustentaram projetos e estruturas institucionais. Menos recursos, mais exigências Além da diminuição do volume de recursos, o webinar destacou um aumento significativo no nível de exigência dos financiadores internacionais que permanecem ativos. Entre os critérios mais observados estão: capacidade de gestão financeira e institucional; governança estruturada; indicadores consistentes de resultados; alinhamento com agendas globais específicas; histórico de parcerias e execução. Em 2026, organizações com baixa maturidade institucional tendem a enfrentar ainda mais barreiras para acessar recursos internacionais, mesmo quando atuam em causas prioritárias. O papel do financiamento público no Brasil Em contraste com a retração internacional, observamos o crescimento dos repasses federais no Brasil nos últimos anos. Esse movimento abre oportunidades, mas também traz desafios próprios. Acesso a recursos públicos exige preparo técnico, capacidade de prestação de contas, adequação jurídica e fôlego financeiro para lidar com prazos e burocracias. Para muitas organizações, isso demanda investimentos prévios em estrutura e equipe, o que nem sempre é possível sem apoio externo. Ainda assim, o aumento do financiamento público reforça a importância de olhar para o território nacional como parte estratégica da sustentabilidade financeira. Diversificação como estratégia de sobrevivência Uma das principais reflexões trazidas é que depender de uma única fonte de recursos se torna cada vez mais arriscado. Em 2026, a diversificação deixa de ser recomendação e passa a ser condição de sobrevivência. Isso envolve combinar diferentes fontes, como: filantropia nacional; parcerias com empresas; recursos públicos; doações individuais; prestação de serviços alinhados à missão. O impacto das mudanças na autonomia das organizações As transformações na filantropia internacional também afetam a autonomia das organizações sociais. Com menos recursos disponíveis e maior competição, cresce o risco de adaptação excessiva a agendas externas, em detrimento das demandas reais dos territórios. Por isso a importância de manter o foco na missão e no impacto social, mesmo diante de pressões financeiras. Organizações mais preparadas institucionalmente tendem a negociar melhor, fazer escolhas mais estratégicas e preservar sua coerência. O que essa tendência exige das organizações Em 2026, o cenário de financiamento será mais restrito, mais técnico e mais competitivo. Organizações que investem em desenvolvimento institucional, planejamento financeiro e fortalecimento da gestão terão mais condições de atravessar esse contexto com menos rupturas. Como discutido no webinar, adaptar-se às mudanças da filantropia internacional não significa abandonar princípios, mas sim construir bases mais sólidas para seguir atuando com impacto, autonomia e sustentabilidade no longo prazo. Confira o Conteúdo:
Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão






