8 dicas para o seu evento online

5 de agosto de 2021

Uma pesquisa da Video Viewers, encomendada pelo Google e realizada pela Provokers, mostrou que 95% dos brasileiros costumam ver vídeos online. Nesse cenário, encontram-se os eventos online, que unem pessoas espalhadas pelo mundo para aprender, se divertir ou formar uma comunidade. 


Na internet, você encontra todo tipo de evento: workshops, lives, shows, palestras, jogos esportivos, webinários e muito mais. Se você tem interesse em organizar um evento online, é preciso estar atento a algumas dicas e ferramentas. Vem comigo, que vou contar tudo para que o evento da sua organização seja um sucesso!


Os benefícios dos eventos online são muitos:  você pode salvá-lo para posterior exibição, abrir para convidados participarem, economizar custos, utilizar ferramentas digitais para manter o engajamento dos participantes, alcançar um público maior e com uma grande diversidade geográfica apenas com um computador e internet ー já que em um evento online podemos ter pessoas do mundo inteiro participando ー e, ainda, garantir a manutenção da saúde e do distanciamento social durante a pandemia.


Entretanto, antes de colocar seu evento em prática, é preciso planejá-lo e avaliar se ele pode ser realizado virtualmente, pois nem tudo o que funciona no mundo presencial pode ser exibido online.


Um show é perfeito para uma transmissão virtual, pois amplia o escopo do seu evento além dos limites físicos e faz com que os visitantes sintam-se parte da ação ao vivo. Por outro lado, uma oficina de construção ou aula de laboratório, que exige que os participantes usem materiais físicos que eles não possuem, não funcionam da mesma forma.


Defina o objetivo do evento


Entenda o motivo pelo qual sua organização deseja realizar o evento e qual a sua finalidade! 


Por exemplo, um evento online pode ter objetivo de captar mais recursos, gerar mais visibilidade, promover um produto/serviço da organização, entre outros. Com essa definição você conseguirá obter melhores resultados e planejar os próximos passos. 


Defina uma temática


É importantíssimo definir uma temática relevante e atual para que as pessoas sintam vontade de participar e estejam alinhadas com os objetivos escolhidos para o evento. Uma dica: antes da organização do evento, pergunte a pessoas que representam seu público por quais temáticas e estilos de evento elas se interessam.


Defina o público com o qual você vai trabalhar


Quantas pessoas você espera que participem do evento? Qual o público que se interessaria? Quem você busca atingir?


A partir dessa definição, fica mais fácil entender as necessidades do evento.


Defina e valide uma data 


Defina data e horário, mas não esqueça de validar de acordo com a maior disponibilidade do seu público. 


Uma dica: verifique se há outros eventos programados para a mesma data para que não haja riscos de seu evento não ter participantes. Também é importante ficar atento aos horários que costumam ter mais pessoas disponíveis para participarem de eventos, aqueles chamados picos de acesso na internet.


Defina uma plataforma de transmissão


Você precisa decidir sobre qual plataforma transmitirá o conteúdo, e se o evento será ao vivo ou gravado. Se você deseja transmitir o ambiente ou apresentar um artista, o Facebook live é o ideal. Só que, às vezes, você precisa de uma plataforma que ofereça interação com os participantes. Para este formato, recomendamos o Zoom, que permite até 100 participantes e oferece vários recursos, como bate-papos, integrar-se às plataformas do Facebook e Youtube e a função virtual de “levantar a mão e reações”.


Outra plataforma interessante e pouco conhecida é a INACLIVE, empresa brasileira de transmissão de eventos que também permite interação com os participantes e ainda realiza sorteios. O Instagram não pode ficar de fora dessa lista, já que as lives são gratuitas e podem oferecer um engajamento segmentado para o seu público seguidor, além da possibilidade de interação com quatro pessoas simultaneamente na live. Uma outra ferramenta muito utilizada inclusive pela Phomenta é o StreamYard, que funciona como um estúdio virtual e permite transmitir o evento nas redes sociais de forma simultânea.


Organize a programação 


É a partir da programação que a experiência do participante será construída e que o sucesso do evento será garantido.  Comece listando os tipos de atividades que podem ser realizadas, e depois liste quanto tempo cada ação vai durar. Dica: avalie seu público e garanta que as ações estejam alinhadas com os objetivos, a temática, o tempo e a plataforma do evento.


Planeje a divulgação do evento


A divulgação do evento é essencial para alcançar um público expressivo. Ela deve ser feita de forma eficiente e massiva, compartilhada em todas as redes sociais e difundida pelos usuários e pessoas que sua organização tem contato.  Entenda qual canal o público da sua organização mais utiliza e defina um fluxo de interação, seja pelo WhatsApp, redes sociais, sites de eventos ou até mesmo e-mail.


Por exemplo, ao utilizar o Youtube para fazer a transmissão do seu evento online, os participantes podem compartilhar a sua live em outros canais e, consequentemente, atrair mais pessoas para o seu evento.


Você também pode usar o Sympla para realizar as inscrições e saber quantas pessoas vão marcar presença no seu evento, ou mesmo lançar a divulgação e inscrição por meio de um formulário compartilhado nas redes sociais. É possível cobrar pelo ingresso online ou oferecer gratuidade para todos, sem ter custos com a ferramenta. Já no site da Eventbrite, outra plataforma de gestão de eventos, você consegue emitir ingressos e localizar grande parte dos eventos online, principalmente os eventos internacionais (muitos deles gratuitos).


Pontos de atenção para o momento do evento


O quesito mais difícil em um evento virtual é manter o participante entusiasmado. Por isso, é fundamental oferecer uma boa experiência para ele. Aqui estão alguns pontos de atenção:


*Uma câmera e um microfone de qualidade podem garantir nitidez na imagem e um áudio claro;


*Teste seu vídeo e áudio antes do evento. Nunca deixe para testar no momento da apresentação;


*Verifique sua internet. Ela precisa ser segura e sólida para não travar e oferecer uma péssima experiência ao público. Atente-se à internet com fio e, caso não seja possível, opte por um Wi-fi estável.


Organizar um evento não é tarefa fácil, principalmente para quem nunca realizou antes. Porém, com essas dicas e sua capacidade de adaptação, você pode oferecer aos participantes uma experiência única.


Teste as possibilidades e realize ajustes nas próximas ações. Um passo importante é colher feedbacks com os participantes para que sua organização tenha ainda mais sucesso. Um evento sempre vai ser melhor que o anterior!


Daiany França

Abigail Souza, do time de Aceleração Social da Phomenta.


Inscreva-se na nossa Newsletter

Últimas publicações

Por Instituto Phomenta 11 de junho de 2026
Nem todo edital é uma oportunidade. Entenda os riscos do desvio de missão e como captar recursos de forma estratégica.
Por Jaice Balduino 1 de junho de 2026
O doador brasileiro está mudando: mais seletivo, exigente e orientado por impacto. Descubra o que as organizações sociais precisam oferecer para conquistar e fidelizar quem doa no cenário atual.
Por Instituto Phomenta 26 de maio de 2026
Quem está no dia a dia da gestão de uma ONG conhece bem o dilema: a gente passa tanto tempo cuidando dos projetos e atendendo a ponta que a nossa própria estrutura vai ficando para trás. Já diz o ditado: “em casa de ferreiro…”. Nosso financeiro roda no limite, a equipe fica sobrecarregada, os processos são travados e a liderança vive exausta. A verdade é que a gente se acostumou a operar no modo de sobrevivência. Então, que tal dar um passo para trás e avaliar o todo? Durante o FIFE 2026, o sociólogo Domingos Armani trouxe uma provocação que cutucou feridas necessárias. Ele alertou que muitas organizações ainda insistem em carregar crenças e estigmas que funcionam como mapas obsoletos. Só que, o grande problema de usar um mapa velho é que o mundo mudou, e o desenho antigo já não bate com o terreno real de hoje. Insistir na ideia de que investir na própria estrutura é "gastar dinheiro que deveria ir para o projeto" é um desses mapas velhos que precisamos rasgar. Fortalecer a casa, o chamado Desenvolvimento Institucional (DI), é o que garante que a ONG continue existindo e gerando impacto no longo prazo. E essa mudança de mentalidade muda tudo, inclusive o jeito de captar recursos. Mudar a postura para financiar a sua estratégia Captar recursos para o Desenvolvimento Institucional, ou seja para estruturar a gestão, investir em tecnologia e manter o time funcionando, exige parar de pedir dinheiro apenas para o "projeto da vez". No painel da Plataforma Conjunta, ainda no FIFE, o debate girou em torno de como virar essa chave diante dos financiadores. Para ajudar a avaliar como a sua organização está se posicionando, montamos um checklist prático com os principais aprendizados da mesa: Checklist de postura para o fortalecimento da ONG [ ] Você se explica pela estratégia ou pelo portfólio? Quando vai conversar com um parceiro, você gasta todo o tempo listando as oficinas da semana ou apresenta primeiro a missão e a visão de futuro da organização? Grandes parceiros querem financiar o futuro da sua causa, não apenas uma ação pontual. [ ] Você sabe compartilhar vulnerabilidades? Se a sua organização fosse perfeita e não tivesse nenhum problema de gestão, ela não precisaria de apoio. Fale da sua vulnerabilidade, mas com estratégia. Acompanha o próximo ponto! [ ] O desafio vem acompanhado de uma solução? Mostrar os pontos fracos da gestão para o parceiro só funciona se você já apresentar a rota para resolver o problema. A vulnerabilidade precisa vir colada com a sua capacidade de planejamento. [ ] O estigma da escassez foi abandonado? A gestão já superou a velha crença de que o Terceiro Setor precisa trabalhar sofrendo, com ferramentas defasadas e computadores lentos? Modernizar a estrutura interna é uma decisão de eficiência, não um luxo. Saiba que você pode merece e precisa de estrutura. Modernizar para não parar no caminho Se os mapas antigos não funcionam mais, o papel de quem gere é desenhar novas rotas. Olhar para o Desenvolvimento Institucional serve para dar musculatura para a organização. Quando paramos de “vender o almoço para pagar o jantar” e começamos a financiar a nossa própria estratégia, a ONG ganha a sustentabilidade que precisa para transformar a realidade na ponta de forma estruturada e contínua.
Por Instituto Phomenta 14 de maio de 2026
Quem trabalha em ONG sabe que a comunicação costuma ser o pratinho que mais cai. Com tantas atividades executadas ao mesmo tempo, a estratégia acaba ficando para trás porque o operacional consome todo o dia. Mas o uso da Inteligência Artificial (IA) tem mostrado que dá para mudar esse cenário. Esse foi um dos temas centrais do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE 2026), o principal encontro sobre gestão do Terceiro Setor no Brasil. O debate focou em como a tecnologia pode organizar processos e liberar tempo para o que realmente importa. O cenário brasileiro é curioso: de um lado, a OpenAI aponta que o Brasil é o terceiro país que mais usa o ChatGPT no mundo (atrás apenas de EUA e Índia), com cerca de 140 milhões de mensagens diárias enviadas por aqui. Por outro lado, o uso estratégico nas ONGs ainda engatinha. Um levantamento do IDIS com mais de 1,5 mil organizações revela que 62% delas ainda estão em um estágio baixo ou inexistente de adoção de IA. Ou seja, a tecnologia está na nossa mão, mas o setor social ainda está descobrindo como transformá-la em aliada da gestão. Para tirar proveito real dessas ferramentas, o segredo é o jeito que você as alimenta. Durante a palestra de Marco Iarussi, publicitário social e fundador da Curta Causa, aprendemos que o "treinamento" que você dá à IA é o que define se o resultado será genérico ou útil. Mão na massa: Passo a passo para montar seu plano com IA Para a IA aprender sobre a sua realidade e não entregar respostas vazias, siga este roteiro: 1. Não mude de conversa Escolha um único chat para tratar do seu plano de comunicação, seja no ChatGPT, Gemini ou Claude. Se você abre uma conversa nova toda vez, a IA "esquece" o contexto. Mantendo o mesmo canal, ela guarda o histórico e entende as necessidades específicas da sua organização. 2. Dê informações reais Antes de pedir o plano completo, descubra o que a IA já "pensa" sobre você. Isso serve para corrigir erros e fornecer dados que ela ainda não tem. Prompt: "O que você sabe sobre a causa [inserir sua causa] e o que conhece sobre o trabalho da [nome da sua ONG]?" 3. Alinhe o que é um plano de verdade Veja se o robô entende o seu universo. Se ele tiver uma visão muito comercial, o plano parecerá uma propaganda de loja, o que não funciona para o setor social. Prompt: "Para você, o que não pode faltar em um plano de comunicação para uma ONG? Liste os pontos principais." (Leia e diga o que você concorda ou não). 4. Descubra o que ninguém está falando Use a ferramenta para encontrar novos ângulos e sair do óbvio. Prompt: "O que o pessoal mais fala sobre [sua causa] hoje? E o que você acha que ainda não foi dito, mas que ajudaria as pessoas a entenderem melhor o nosso impacto?" 5. Peça o plano prático Agora que o chat está treinado, peça a estrutura final. Prompt: "Com base em tudo o que já conversamos aqui, monte um calendário de 30 dias para as nossas redes sociais. O foco deve ser [ex: prestação de contas ou atrair novos voluntários]." Onde entra a ética e o seu papel Usar a tecnologia para facilitar o dia a dia é inteligência de gestão, mas exige cuidado. A IA serve para fazer o primeiro rascunho e organizar as ideias, mas a palavra final, a conferência dos dados e o olhar humano sobre a causa precisam ser seus. O objetivo é automatizar o que for repetitivo para que você tenha fôlego. Com a comunicação organizada, sobra tempo para construir relacionamentos de verdade e focar no que nenhuma máquina substitui a confiança e o olho no olho com quem apoia a sua organização. 
Por Camila Pasin 30 de abril de 2026
Empresas brasileiras deixaram de ser apenas financiadoras e se tornaram plataformas de engajamento. Entenda como transformar uma simples doação em uma verdadeira aliança de impacto.
Por Gabriel Pires 9 de abril de 2026
Minha OSC precisa de um código de ética? No terceiro setor, valores sem regras claras podem gerar conflitos e riscos. Entenda por que o código de ética é essencial para a gestão das OSCs.
mostrar mais

Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão

Entrar para o grupo