A crise de confiança é um desafio para o Terceiro Setor em 2026

A confiança, um dos principais ativos do Terceiro Setor, entrou em estado de alerta. De acordo com os dados apresentados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, a desconfiança em instituições, sejam elas públicas, privadas ou sociais, segue crescendo. Em 2026, essa realidade se consolida como um fator que impacta diretamente a forma como organizações se relacionam com doadores, parceiros, comunidades e com a sociedade em geral.
Para as organizações sociais, o desafio não é apenas continuar existindo, mas seguir sendo reconhecidas como legítimas, relevantes e confiáveis em um cenário de ceticismo generalizado.
A confiança deixou de ser presumida
Durante muitos anos, organizações da sociedade civil foram vistas como espaços naturalmente confiáveis, associadas à boa causa e ao interesse público. Esse “crédito automático” vem se perdendo. Hoje, confiança não é mais um ponto de partida, é uma construção constante.
Pesquisas como o Barômetro de Confiança da Edelman, a Pesquisa Doação Brasil e o Censo GIFE apontam para um público mais atento, mais crítico e mais exigente. Pessoas doadoras querem saber:
- como os recursos são utilizados;
- quais resultados concretos são gerados;
- quem decide e como as decisões são tomadas.
Em 2026, organizações que não conseguem responder a essas perguntas tendem a enfrentar mais dificuldade para captar recursos e manter parcerias.
Transparência não é mais diferencial, é requisito
A tendência aponta para um cenário em que processos estruturados de transparência e prestação de contas deixam de ser um “extra” e passam a ser um requisito básico para a sustentabilidade institucional.
Isso inclui:
- comunicação sobre fontes de recurso e gastos;
- indicadores que demonstrem resultados reais das ações;
- relatos consistentes sobre aprendizados, desafios e limites.
Importante destacar: transparência não é apenas publicar números, mas tornar a informação compreensível para quem está do outro lado.
Governança como resposta à crise de confiança
Outro ponto central dessa tendência é o fortalecimento da governança. Estruturas decisórias mais claras, conselhos atuantes, papéis bem definidos e processos documentados ajudam a reduzir riscos, aumentar a credibilidade e dar mais segurança a financiadores e parceiros.
Em 2026, organizações com governança frágil tendem a ser mais questionadas, enquanto aquelas que investem em desenvolvimento institucional passam a se destacar em um ambiente de maior competição por recursos.
Esse movimento também fortalece a organização internamente, criando mais alinhamento, previsibilidade e sustentabilidade no médio e longo prazo.
Mas atenção. Não adiantam relatórios ou discursos bem elaborados, a confiança se constrói no dia a dia, a partir da coerência entre o que a organização diz e o que ela faz.
Ou seja, nesse contexto, admitir erros, compartilhar aprendizados e mostrar processos de melhoria contínua pode ser tão importante quanto apresentar bons resultados. A honestidade passa a ser um valor estratégico.
Confira o Webinar completo:
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