Como as pessoas ganham tempo para fazer o que só as pessoas podem fazer?

21 de outubro de 2021

Este conteúdo foi produzido por transforme.tech


O mundo se transformou, os recursos tecnológicos se aprimoraram e, consequentemente, as pessoas mudaram seus comportamentos pelas influências e estímulos gerados por meio dessa explosão tecnológica.


É interessante analisar que algumas situações cotidianas passaram de extremamente necessárias para ultrapassadas em poucos anos. Por exemplo: perder horas na fila de espera em um banco era comum; atualmente, qualquer pessoa pode ter sua conta nas palmas das mãos em questão de minutos. Apenas a alguns cliques de distância, em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora.


O mundo tem se transformado de maneira cada vez mais rápida


Hoje, vivemos uma realidade completamente diferente daquela de 15 ou 20 anos atrás. Um exemplo claro é a necessidade de transformação com a chegada da pandemia causada pela Covid-19. Mudanças rápidas ocorreram por todo o mundo. Sem dúvidas, foi uma das mais intensas mudanças que o mundo presenciou na atualidade. E a tecnologia assumiu, mais uma vez, seu protagonismo em gerar transformações.


De repente, o caos se instalou: era urgente que o mundo fosse readaptado. Novas estratégias de trabalho foram pensadas, as escolas e universidades não poderiam parar, pequenos e grandes negócios precisavam se manter de pé, e as pessoas precisavam sobreviver e sustentar-se de alguma forma. O cuidado com o próximo e com todo o planeta tornou-se ainda mais necessário. Inovar era indispensável. E a tecnologia avançou mais uma vez.


Como a tecnologia acompanha as transformações do mundo?


Com o passar dos dias, as nossas rotinas foram adaptadas de acordo com novas realidades. Nos acostumamos com o mundo virtual e acabamos nos tornando ainda mais dependentes da tecnologia. Não só devido à pandemia; na verdade, este processo foi acelerado por ela. Seja como uma nova forma de sobrevivência ou de reorganização social, a tecnologia mais uma vez aparece como uma grande aliada das transformações.


Certa vez, discutindo sobre este assunto em uma de nossas reuniões de trabalho, um dos participantes destacou a seguinte frase: “a tecnologia é um recurso que um Homo sapiens pensou para que os próximos Homo sapiens continuassem pensando”. Isso tem a ver com a realidade mundial vivida no presente: as pessoas pensam na tecnologia como promotora de transformações para a vida de outras pessoas.


E o que o tempo tem a ver com a tecnologia?


Percebemos diariamente como as relações são importantes e insubstituíveis na vida de cada ser humano. Gerir bem o tempo não auxilia apenas na produtividade, mas também na qualidade de vida, na saúde e no bem-estar emocional. Otimizar o tempo com recursos tecnológicos é uma ótima oportunidade de fazer com que aqueles que estão longe cheguem mais perto.


Sendo assim, é fácil identificar que a tecnologia vem também para que as pessoas gastem tempo e energia com atividades que só pessoas podem realizar. Hoje, não deveríamos mais gastar nosso tempo com tarefas que um robô poderia fazer por nós. 


Você pode utilizar os sistemas como aliados de seu tempo e de sua organização


Os sistemas de gestão são excelentes exemplos disso. Quando você reúne os dados de sua organização em um só lugar e automatiza os processos, é possível diminuir a margem de erros, minimizar os retrabalhos e ganhar tempo para fazer aquilo que só as pessoas podem fazer: relacionar-se e pensar em soluções para os complexos desafios dos nossos dias.


Os sistemas inteligentes são grandes aliados das organizações atuais. Quanto menos tempo gastamos em atividades que um sistema tecnológico pode fazer em questão de segundos, mais tempo de produtividade adquirimos para o aprimoramento dos serviços e produtos oferecidos. 

Hoje em dia, há sistemas altamente tecnológicos e automatizados, e alguns deles podem até ser personalizáveis a depender do nicho e demanda exigidos. A transforme.tech é um exemplo de empresa que oferece uma plataforma de gestão completa para organizações, principalmente aquelas do terceiro setor.


As ferramentas existem e precisam ser utilizadas a seu favor


Por que gastar tanto tempo na elaboração de relatórios manuais se há recursos disponíveis no mercado para te auxiliar especificamente nisso? Qual a segurança você possui em armazenar os dados tão importantes de sua organização em pastas aleatórias de seu computador ou em papel? 

Sua gestão pode tornar-se ainda mais fácil com uma plataforma de módulos integrados, e os indicadores gerados pela plataforma possibilitam mensurar o impacto promovido por sua organização. Assim, além de praticidade, sua organização trabalhará com base em dados reais.


Aqui estão algumas soluções que podem te ajudar:


  • Cobranças automatizadas;
  • Captação de recursos online;
  • Gestão de contas a pagar com aprovação de pagamentos;
  • Gestão de atendimento e desenvolvimento social;
  • Gestão de contas a receber;
  • Controle de doadores, beneficiários, colaboradores, alunos etc.;
  • Gestores de inscrição de eventos realizados pela organização;
  • Plataforma EAD.


Viver refém de planilhas manuais é coisa do passado! O armazenamento em nuvem é um grande aliado do tempo, da segurança e da praticidade. Hoje, podemos contar com recursos gratuitos, como o Google Drive. 


Quanto maior a produtividade, maior o alcance. E quanto maior o alcance, maior será o impacto gerado por sua organização. A tecnologia não é um ser humano, mas ela pode fazer muito pelas pessoas. Repense como a tecnologia pode auxiliar sua organização!


Pessoas ganham tempo para solucionar os problemas reais usando a tecnologia a seu favor. Tecnologia é investimento. Tempo perdido é prejuízo.



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Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. 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Não é novidade que iniciativas culturais de territórios do Norte e Nordeste enfrentam desafios estruturais para acessar recursos e ampliar seu impacto. Dados de um levantamento realizado pela Iniciativa Pipa, em parceria com o Instituto Nu, mostram que 31% das organizações periféricas de cultura e educação operam com orçamento anual de até R$ 5 mil, enquanto 58% funcionam de forma totalmente voluntária, sem equipes remuneradas. Nesse cenário, a captação de recursos e o acesso a editais seguem como obstáculos frequentes. É a partir dessa realidade que nasce o Phomentando a Cultura: um programa apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil - ao lado do povo brasileiro, com patrocínio Nubank via Lei Rouanet. Este é um projeto voltado ao fortalecimento de fazedores e trabalhadores da cultura que atuam em organizações, coletivos, grupos, pontos e pontões culturais das regiões Norte e Nordeste. Formação prática para estruturar projetos culturais O Phomentando a Cultura tem como objetivo apoiar iniciativas culturais que já atuam em seus territórios, mas que precisam organizar melhor seus projetos, entender o que os editais realmente avaliam e se preparar para o credenciamento na Lei Rouanet e outros editais de fomento à cultura. Ao longo do programa, os participantes têm acesso a uma jornada de aceleração online, gratuita e acessível, com foco em: Organização e estruturação de projetos culturais Leitura estratégica de editais Preparação para o credenciamento de projetos na Lei Rouanet Orientações para ampliar as chances em editais estaduais, municipais e seleções de empresas, incluindo a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) A proposta é identificar o que costuma travar a aprovação de projetos e orientar ajustes possíveis dentro da realidade de cada iniciativa. Aceleração com orientação e acompanhamento Diferente de formações genéricas, o programa oferece orientação técnica e acompanhamento, com revisão de documentos, análise de gargalos e direcionamentos para que as organizações consigam avançar em processos de seleção e captação. Os encontros são pensados para quem vive a cultura no dia a dia e precisa de informações objetivas, sem linguagem técnica excessiva ou soluções distantes da realidade dos territórios. Presença nos territórios: caravana pelo Norte e Nordeste Nesta primeira edição, o Instituto Phomenta também promove uma caravana presencial, com eventos de lançamento, conexões e troca de aprendizados em 10 cidades: São Luís (MA) Macapá (AP) Santarém (PA) Olinda (PE) Manaus (AM) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Teresina (PI) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Os encontros presenciais são abertos a fazedores de cultura locais e fazem parte da estratégia de aproximação com os territórios. É a chance de entender ainda melhor o que o programa oferece. A agenda completa pode ser consultada no site. Quem pode participar Mesmo quem não estiver nas cidades visitadas pela caravana pode se inscrever no Phomentando a Cultura. O programa é voltado para: Organizações, coletivos, grupos, pontos ou pontões de cultura sediados em cidades do Norte e Nordeste Pessoas que desenvolvem atividades culturais de forma contínua e impactam seus territórios Inscrições abertas  O Phomentando a Cultura é uma oportunidade gratuita para quem quer fortalecer sua atuação cultural, estruturar melhor seus projetos e ampliar o acesso a recursos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.phomenta.com.br/phomentando-a-cultura
Por Nathalia Albuquerque 2 de março de 2026
Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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