Prêmio Impacto Público irá implementar 5 soluções empreendedoras para melhorar a vida na cidade de São Paulo

18 de maio de 2020

A iniciativa é uma parceria entre o Quintessa e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Impacto Público, iniciativa que irá impulsionar soluções inovadoras para melhorar a vida dos cidadãos e os serviços públicos na cidade de São Paulo, dentro da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. 

A iniciativa irá selecionar 5 organizações sem fins lucrativos que tenham uma solução de impacto desenvolvida e financiar a implementação destas soluções na cidade. Empreendedores de todo o Brasil podem se inscrever em um dos cinco eixos temáticos: Primeira Infância, Gestão Pública Eficiente e Transparente, Participação Cidadã, Empreendedorismo e Direitos Humanos e Cidadania.

O Prêmio Impacto Público tem como objetivo identificar, apoiar e implementar soluções da sociedade civil que gerem benefícios para a sociedade, inspirando os setores público e privado. Os participantes terão acompanhamento semanal do Quintessa, aceleradora de negócios de impacto, financiamento de 70 mil reais e vivência e exposição no setor público ao longo dos 4 meses de implementação do projeto. Além disso, os participantes contarão com o monitoramento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

O Prêmio Impacto Público 2020 é fruto de um Termo de Fomento firmado entre o Quintessa e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania do Município de São Paulo (SMDHC), financiado a partir de recursos de emenda parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo, na figura da vereadora Janaína Lima. É uma iniciativa inovadora que une o poder público, setor legislativo e executivo, e as iniciativas da sociedade civil.

"É um formato inédito para impulsionar, ao mesmo tempo, a melhoria da vida na cidade e a inovação no setor público, a partir de iniciativas empreendedoras vindas da própria população. Ao final da iniciativa, a Secretaria e cidadãos serão beneficiados com as soluções implementadas em sua realidade e as organizações terão trabalhado na prática com o setor público e construído um caso real que poderá ser replicado em outras localidades”, diz Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa.

Entre os critérios gerais para seleção estão as premissas: ser uma organização sem fins lucrativos, ter uma solução viável para ser implementada e estar dentro dos 5 eixos temáticos propostos, aplicabilidade da solução no âmbito da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, e comprometimento para implementar a solução na cidade de São Paulo, tendo disponibilidade de tempo para uma execução de qualidade.

Além delas, alguns dos critérios de seleção são: eficácia e grau de inovação da solução, benefícios para a população e relevância para a Secretaria, potencial de escala ou replicabilidade e maturidade do time, da organização e da solução.

"A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, aposta no Prêmio Impacto Público como vetor de soluções inovadoras e inteligentes para a promoção dos direitos humanos no âmbito da nossa cidade. Investir na tecnologia, usando esse mecanismo na busca por respostas aos desafios da gestão pública, é o caminho mais curto entre as políticas públicas e o cidadão. Sem contar o caráter transformador que é ter pessoas desenvolvendo soluções para pessoas. Sem dúvida, essa iniciativa será de grande importância para a melhoria da qualidade de vida na cidade, com o potencial de impactar milhares de pessoas e transformar a realidade social'', diz a secretária Claudia Carletto.

A inscrição é gratuita e deve ser feita até o dia 24 de maio em: www.premioimpactopublico.org.br.

Contato: premioimpactopublico@quintessa.org.br | (011) 2371-1888

Iniciativa: Prêmio Impacto Público
Período de inscrições: 6 a 24 de maio/2020
Valor: Gratuito

Sobre o Quintessa
O Quintessa existe para impulsionar o crescimento, estruturar a gestão e captar investimento para negócios de impacto. Fundado em 2009, trabalha por uma nova forma de fazer negócios e pelo sucesso de empresas que resolvem os desafios sociais e ambientais centrais do país. O Quintessa atua diretamente com empreendedores e seus times, por meio de programas personalizados para cada negócio, prezando pela profundidade na atuação, pelo relacionamento próximo, de confiança e parceria, com o compromisso em entregar resultados relevantes e com excelência. Ao longo dos dez anos de experiência, identificaram e apoiaram negócios de impacto de destaque em áreas como educação, saúde, meio ambiente, cidades inteligentes e inclusão. 

Conheça mais: www.quintessa.org.br.

Sobre a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) foi originada pela Lei Municipal nº 15.764, de 27 de maio de 2013, unificando as responsabilidades da antiga Secretaria Municipal de Participação e Parceria (SMPP), da Comissão Municipal de Direitos Humanos (CMDH) e do secretário especial de Direitos Humanos (SEDH).

A SMDHC tem como missão: "formular, articular e coordenar a Política Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, de forma transversal, interseccional, participativa e com respeito à diversidade, por meio da promoção e defesa de direitos, em benefício da população, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade, visando a uma sociedade justa, igualitária, inclusiva, solidária e intercultural."

Atualmente, a estrutura organizacional da SMDHC conta com 09 (nove) coordenações, assim segregando as responsabilidades entre os principais núcleos para atacar os desafios de direitos humanos e cidadania com maior eficiência e eficácia.


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Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um desafio estrutural: muitas organizações de base, especialmente em territórios periféricos, ainda têm dificuldade de incorporar tecnologia às suas soluções. Não por falta de visão, mas por falta de acesso à educação, à formação técnica e a investimentos sociais. É comum vermos tecnologias avançadas sendo desenvolvidas por startups e organizações de impacto, enquanto quem atua diretamente no território não dispõe dos recursos necessários para utilizá-las. Sem articulação, essa equação não fecha. Por isso, outra tendência que se consolida é a valorização de redes, consórcios e articulações territoriais. Organizações que atuam de forma isolada tendem a ter mais dificuldade de acessar investimentos. Financiadores buscam cada vez mais iniciativas coletivas, capazes de envolver múltiplos atores, setores e saberes. A experiência mostra que articular financiamento privado, cooperação técnica com o poder público e o engajamento de organizações de base é um caminho consistente para gerar impacto real e sustentável. Nesse novo cenário, o uso de dados e evidências deixou de ser opcional. A atuação precisa ser responsiva às necessidades reais dos territórios, e isso só é possível por meio da observação sistemática, da geração cidadã de dados e da tomada de decisões baseadas em evidências. O investimento social privado no Brasil amadureceu — e espera projetos bem estruturados, com governança sólida e clareza de resultados. É impossível falar de inovação sem falar de ética. Tecnologias como a Inteligência Artificial precisam ser desenvolvidas e utilizadas com base em princípios claros: respeito à privacidade e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), justiça social, mitigação de vieses discriminatórios, controle social sobre dados e sistemas, segurança da informação e responsabilidade ambiental. O impacto climático da tecnologia, muitas vezes invisível, também precisa entrar na equação. Regulamentação e compromisso das empresas e investidores são indispensáveis. O financiamento das organizações também passa por mudanças relevantes. Doações online, campanhas como o Dia de Doar, cessão de tecnologias e licenças por empresas e, sobretudo, o fortalecimento dos mecanismos de incentivo fiscal têm ampliado as possibilidades de sustentabilidade. Quando uma empresa direciona parte de seus impostos para projetos sociais no território onde atua, o recurso retorna diretamente para a comunidade, em forma de educação, inovação e oportunidades. 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Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
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