O que é Justiça climática?

14 de julho de 2022

Este conteúdo foi produzido por Isvilaine da Silva Conceição



O que queremos? Justiça climática!

Quando queremos? AGORA!


Esse é o grito de guerra que tem ganhado as ruas nos últimos anos e foi ganhando muito espaço por meio dos movimentos socioambientais que são liderados por jovens pelos quatro cantos do mundo.


Justiça climática é o termo que usamos para falar que a crise climática vai além do aquecimento global e da alteração do clima, não é algo apenas físico e da natureza. É uma exigência que as soluções para a crise climática passem pelas questões de justiça social e essa perspectiva reconhece que a base do problema está nas injustiças socioeconômicas. É a maneira que podemos pensar na proteção dos direitos humanos e lembrar quem são os verdadeiros culpados da crise que vivemos hoje.


Não existe justiça climática sem justiça racial e social!


Para pensarmos em justiça climática, temos que dar dois passos para trás e pensar nas desigualdades estabelecidas pela sociedade quando falamos dos problemas raciais e socioeconômicos, que são o cerne do problema da nossa comunidade. São pautas que estão diretamente interligadas no momento que observamos as áreas mais afetadas pela crise climática, a parte do globo que acontece e quem são as pessoas mais atingidas por ela. Só conquistamos uma justiça climática se ela vier atrelada às demais justiças.


Com isso, os países responsáveis por essas injustiças que são os verdadeiros culpados e devem se responsabilizar pela crise climática, e agirem agora, não temos mais tempo para promessas vazias, precisamos de ações climáticas concretas que vão auxiliar no enfrentamento e manter o planeta dentro do acordo de Paris, que determina que todos os países se empenhem em limitar o aquecimento global até o limite de 1,5ºC de aumento de temperatura. Nosso planeta já está em chamas, literalmente! O ano de 2021 foi um dos anos mais quentes da história e a tendência é que esse recorde seja batido ano após ano.


Isso nos mostra que estamos todos no mesmo mar tempestuoso, mas usamos embarcações completamente diferentes. Enquanto alguns podem estar em um barco sentindo as ondas do mar, mas não com muita força, outros estão numa canoa que em a qualquer momento pode naufragar. Por isso, a Justiça climática deve levar os direitos humanos para o centro das discussões e  proteger aqueles que defendem o meio ambiente. 


Pensar no futuro é agir no agora!


Vivemos em um sistema econômico não favorável a diminuir desigualdades. Mas para conseguirmos progredir e reduzir as injustiças é de extrema importância que tenhamos soluções focadas nas pessoas e não visando aquilo que dá mais lucro ou que teria um menor gasto de implementação, mas sim algo que vá realmente servir a sociedade. Fazer uma transição em grande escala de todos os setores mais poluentes da nossa sociedade é necessário.


O Brasil está entre os países que mais perseguem ambientalistas, ter o direito dessas pessoas preservado é por consequência preservar a natureza, como indígenas e quilombolas que são os verdadeiros guardiões das florestas!


Adaptação e mitigação é um termo que vem sendo cada vez mais discutido nas Conferências das Partes da sobre mudanças climáticas (COP), pois os países precisam responder aos impactos causados pela mudança do clima para minimizar possíveis dados que possam ser causados, os locais mais expostos às variações climáticas que sofrem com enchentes, secas etc precisam se adaptar para que sejam resilientes à crise climática.


Ter acesso a educação climática, nos ajuda a nos formarmos como cidadãos mais participativos e conscientes da nossa sociedade, pois enfrentamos com mais sabedoria o que temos conhecimento.


Enfim, não existe planeta B para nós! Não temos outra saída além de buscar a justiça climática para que tenhamos um planeta ecologicamente saudável para nós que ainda estamos aqui e para as próximas gerações, que ainda estão por vir. 


Saiba mais em:


Acordo Regional sobre Acesso à Informação, Participação Pública e Acesso à Justiça em Assuntos Ambientais na América 

- ONU confirma 2021 entre os sete anos mais quentes da história | As Nações Unidas no Brasil

- Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros 

- Adaptação às mudanças climáticas | WWF Brasil

- Conferência das Partes (COP) | PROCLIMA - Programa Estadual de Mudanças Climáticas do Estado de São Paulo 


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