Potencializando as redes sociais da sua ONG: ChatGPT e Canva-Pro como aliados

9 de dezembro de 2024

Tornar sua ONG mais conhecida ajuda na melhora da captação de recursos, atrai voluntários engajados e aumenta o impacto na causa em que você acredita. Você já refletiu ou conversou com sua equipe sobre a forma como lidam com a comunicação institucional?

Sabemos que, com tantas responsabilidades, pode ser difícil dedicar tempo para gerenciar as redes sociais da ONG, criar um perfil no Instagram ou gravar vídeos para o TikTok.  Com as instruções e as ferramentas certas, é possível otimizar a energia dedicada para este trabalho e produzir uma comunicação mais eficiente com seu público.

Se seu desafio está na familiaridade com essas plataformas, a boa notícia é que você não precisa mais fazer isso sozinho. A inteligência artificial veio para simplificar, e o
ChatGPT pode se tornar um bom aliado.


A seguir, vamos orientar práticas para uso do ChatGPT com foco em facilitar a elaboração de planos de comunicação, profissionalização de perfis, criação de scripts/falas para vídeos e muito mais. Siga conosco! 


Como acessar e usar o ChatGPT: a importância dos comandos para bons resultados

O ChatGPT é uma ferramenta poderosa para gerar conteúdos, resolver problemas e otimizar tarefas. Para utilizá-lo, basta acessar o site chat.openai.com, criar uma conta ou fazer login, e começar a interagir com o chat.


O segredo para obter respostas úteis está na clareza do prompt, ou seja, o comando ou pergunta que você insere no chat. Um bom prompt deve ser claro, detalhado e objetivo. Ele funciona como a base para que a inteligência artificial entenda exatamente o que você precisa. Por exemplo, ao pedir ideias de postagens, informe sobre o propósito da ONG e o tipo de engajamento desejado. Ao solicitar um roteiro para vídeo, especifique o tempo e o tom esperado.


Quanto mais informações relevantes você fornecer no comando, melhores serão os resultados gerados. A prática ajuda a criar prompts mais eficientes, e o ChatGPT se tornará um grande aliado no dia a dia da sua ONG.


Usando o ChatGPT para criar uma biografia clara e concisa


A biografia é um dos primeiros elementos na criação de um perfil para redes sociais. É através dela que se pode criar uma boa primeira impressão nos visitantes do seu perfil. Por isso, deve refletir a essência da sua ONG de forma curta e clara. Para ajudar nesse quesito, você pode usar o seguinte comando:

Comando:

"Crie uma biografia para o perfil da ONG [nome da sua ONG], que atua na área de [escreva sua área de atuação], promovendo [descreva o tipo de impacto gerado]. Use uma linguagem simples, clara e concisa,  limitando-se a 150 caracteres."

Ao utilizar este comando no ChatGPT, você receberá uma biografia objetiva e ligada ao propósito da causa que sua organização atua, o que é ideal para o Instagram e LinkedIn, destacando a missão e o impacto da sua OSC.

Se a primeira versão da biografia gerada pelo ChatGPT não agradar, você pode solicitar ajustes e versões alternativas com base em um pedido mais detalhado. Por exemplo:

"Reescreva a biografia utilizando uma linguagem mais inspiradora e destaque [elemento específico, como impacto regional ou foco na comunidade]."

Vale lembrar que a IA pode sugerir termos ou frases que não se encaixam perfeitamente na essência da sua ONG. Nesse caso, revise os termos sugeridos e, se necessário, peça algo mais alinhado:

"Substitua '[termo/expressão]' por '[termo mais adequado]' e ajuste o tom para algo mais [profissional, acolhedor, etc.]."

Dessa forma, o texto final ficará cada vez mais próximo do tom desejado. Quanto mais específica as orientações, melhores os resultados.


Gere ideias de publicações semanais para Redes Sociais


Manter suas redes sociais atualizadas é importante para engajar o público e aumentar a visibilidade de sua causa. 

Além disso, sabemos que o algoritmo das redes beneficia os perfis que publicam com mais frequênciae, para que essa rotina de postagens funcione bem, um plano com uma programação simples de conteúdos que desejam divulgar, pode facilitar esse trabalho. Quanto mais planejado estivermos em relação às publicações, com dia e horas definidas para isso acontecer, maior a chance de fazer com que a rede social trabalhe a nosso favor. Com o ChatGPT, você pode organizar seu conteúdo de forma rápida e assertiva.

Comando:

"Sugira 5 ideias de postagens para o Instagram da ONG [nome da sua ONG], voltadas para conscientização, engajamento e doação."

Obs: neste comando podemos adaptar os objetivos, como por exemplo: dar visibilidade às causas, informar nossa missão, educar sobre a causa de atuação, entre outros…


Ao enviar essa diretriz ao ChatGPT ele fornecerá cinco sugestões de correspondências aos objetivos de sua ONG, facilitando o planejamento semanal e mantendo o público envolvido.

Dica: após receber uma resposta, avalie se a linguagem e as ideias estão alinhadas a forma como sua instituição costuma se comunicar e aos objetivos da campanha. Caso algo não esteja de acordo com suas expectativas, forneça mais detalhes ou ajustes para que a IA refine as sugestões, você pode manter uma conversa com o chat e ir adaptando às necessidades que o texto apresentar no momento. Se o resultado atender às suas expectativas, você pode usar esse processo para gerar novas ideias regularmente, criando um planejamento semanal rápido e mantendo seu público engajado.


Redija e-mails para campanhas de Captação de Recursos com o ChatGPT


Criar uma série de e-mails permite que os relacionamentos com doadores e parceiros sejam estreitados, além de incentivar novas contribuições. Atente-se ao comando e veja como proceder com essa tarefa.

Comando:

“Crie um e-mail curto e atrativo para captar recursos para o projeto [nome do projeto], destacando o impacto que cada ação pode gerar”.

O ChatGPT produzirá um e-mail que comunica de forma clara a importância do projeto e como cada ação contribui para o impacto social desejado. Assim, aumentando as chances de sensibilizar novos doadores e parceiros. 


Para obter os melhores resultados, complemente a solicitação com informações específicas sobre o contexto do projeto e as características do público-alvo, sem exportar dados sensíveis ou proteção da organização. Esse cuidado permite que o e-mail seja mais relevante e tenha um impacto maior, aumentando o engajamento dos destinatários.



Elabore scripts para vídeos no TikTok e Instagram Reels


Vídeos curtos tendem a aumentar de forma significativa o alcance e o engajamento de sua ONG nas redes sociais. Gravar vídeo pode ser um desafio e tanto para algumas pessoas, mas com um roteiro e falas definidas fica muito mais fácil, e o ChatGPT também pode ajudar nessa questão.


Comando:

"Crie um roteiro de 30 segundos para um vídeo que explique de forma criativa e divertida o impacto da ONG [nome da sua ONG] na comunidade.


Para resultados mais personalizados, incluir no comando informações como a localidade onde a ONG atua, a causa defendida, o público-alvo que deseja alcançar e os principais resultados obtidos até agora. Esses insumos ajudam a criar um roteiro mais conectado com a realidade da OSC e o interesse do público, deixando a mensagem mais relevante. Com isso, você receberá um roteiro criativo que poderá ser usado ou adaptado para criar vídeos interessantes, destacando o trabalho de sua ONG e incentivando a participação do público.


Dificuldades com as artes? O Canva-Pro pode dar aquele empurrãozinho


Para quem não tem muita familiaridade com ferramentas para elaboração de peças digitais para as redes sociais ou para fazer a impressão de folders ou cartazes, o Canva é de grande ajuda.  Mas agora, uma novidade muito interessante para organizações da sociedade civil é que recentemente o Canva lançou a versão Pró da ferramenta gratuita para ONGs. 

Com a versão Pró é possível melhorar significativamente a comunicação visual de sua organização. Com esse acesso, sua ONG poderá criar materiais profissionais. 


Para conseguir essa oferta,
visite o site oficial do Canva para ONGs, verifique os requisitos de elegibilidade e preencha o formulário de solicitação. Aproveite essa oportunidade para potencializar o impacto da sua organização com recursos avançados de design!


Em conclusão…

Gerenciar a comunicação da sua ONG pode ser mais fácil. Com o uso do ChatGPT, você pode criar conteúdo relevante, automatizar tarefas e potencializar seu impacto. E com o Canva-Pro você pode ter acesso a recursos avançados de design de forma prática, com usabilidade intuitiva e de fácil manejo.



Foto Fernando, um homem de 34 anos, cabelos pretos raspados e pele parda.

Fernando Porto

Designer por natureza e apaixonado pelo trabalho criativo. Sempre gostei de dar vida (forma) a novas ideias. Comecei com o design gráfico, parti para a área de comunicação, e na Phomenta encontrei um sentido nisso tudo. Comunicar com propósito é o que me inspira. 

Foto Fernando, um homem de 34 anos, cabelos pretos raspados e pele parda.

Pâmela Lima

Relações Públicas, mestranda em educação, apaixonada por conectar marcas e pessoas no mundo digital. Como RP e Especialista em Marketing, Inovação e Estratégia no ambiente digital, eu me dedico a criar planos de comunicação que realmente façam sentido para os públicos estratégicos alinhados aos objetivos de negócio das organizações. 

Se este artigo foi útil para você, inscreva-se em nossa newsletter! Toda semana, fazemos uma curadoria especial de conteúdos relevantes para ONGs, trazendo dicas, ferramentas e ideias que podem potencializar o impacto da sua organização.


Inscreva-se na nossa Newsletter

Últimas publicações

Por Instituto Phomenta 9 de julho de 2026
A Inteligência Artificial (IA) não vai salvar nenhuma Organização da Sociedade Civil (OSC). Todo mundo já entendeu que ela é indispensável, que agiliza os processos, que ajuda no corre do dia a dia e que tem mil e uma utilidades. Mas ela, sozinha, não vai tirar a sua organização do vermelho e nem vai desafogar a sua equipe. A IA é uma ferramenta poderosa para apoiar a sua gestão, mas ela só funciona se for treinada e alimentada do jeito certo. E a grande pergunta é: você já sabe como fazer isso? A verdadeira inovação da tecnologia no terceiro setor não está nas ferramentas gratuitas e famosas que todo mundo usa na internet. O segredo está em construir uma estratégia modelada exclusivamente para a captação de recursos via editais. Se as exigências de quem financia mudaram, a forma como as ONGs planejam seus projetos precisa evoluir na mesma velocidade. É exatamente por isso que nasceu o Captação com Causa. Esse projeto, que tem duração de 18 meses, e é uma iniciativa da Fundação FEAC com apoio do Instituto Phomenta, tem um objetivo bem prático: foram selecionadas 10 organizações sociais de Campinas, que após formações, passam a utilizar uma plataforma de IA totalmente customizada para o terceiro setor. Por que focar em IA para buscar recursos? O que move esse projeto é uma ferida antiga das ONGs: o maior problema das organizações brasileiras hoje não é a falta de editais. As oportunidades estão publicadas por aí, na internet. O verdadeiro desafio das equipes, que quase sempre são enxutas, está em quatro passos básicos da rotina: Saber exatamente o que procurar para não aceitar qualquer dinheiro e acabar desviando da própria missão; Conseguir filtrar quais oportunidades realmente valem a pena e fazem sentido; Criar o hábito de buscar recursos de forma constante, e não só quando o caixa aperta; Transformar esse monte de informação em dinheiro no bolso para manter os projetos de pé. Escrever um projeto para um edital é complexo. Os formulários exigem justificativas profundas, orçamentos detalhados e até análise de riscos. Para equipes que já passam o dia se desdobrando no atendimento direto às comunidades, a IA entra como copiloto. Ela assume o trabalho mecânico de escrever e revisar textos, devolvendo para o captador o que ele tem de mais escasso: tempo para pensar na estratégia. Mas… como não deixar o texto com cara de robô? As ferramentas gratuitas que vemos por aí costumam "alucinar", que é o termo técnico para quando a IA inventa dados falsos ou cria argumentos superficiais simplesmente porque ela não conhece a realidade da sua ONG. Para blindar os projetos contra esse erro, o Captação com Causa ajuda as organizações a criarem um ambiente protegido e seguro, alimentando a inteligência artificial com a identidade real da instituição. Esse treino consiste em criar um perfil superdetalhado dentro do sistema, incluindo: O histórico da organização e as causas que ela defende; A região onde ela atua e o perfil das pessoas que ela atende; Dados locais e o impacto real que ela já gera no território. Quanto mais rico e detalhado for esse perfil, mais a IA se transforma em uma assistente exclusiva da causa. A partir daí, a máquina passa a escrever falando a mesma língua do financiador. Ela aprende a usar os termos técnicos que os avaliadores de editais procuram, cruza as palavras-chave exigidas e ajuda a encaixar a história da sua comunidade dentro das metas do orçamento. Falando a linguagem de quem investe Hoje em dia, as empresas e institutos que financiam projetos sociais mudaram a forma de avaliar as propostas. Eles não olham mais apenas para o número bruto de pessoas atendidas; eles querem ver o valor real do impacto gerado. Por isso, o projeto treina a IA para usar uma métrica chamada SROI (Retorno Social sobre o Investimento) . Para se ter uma ideia de como isso funciona: pesquisas do setor mostram que, para cada R$ 1 investido em projetos sociais por meio de incentivos fiscais no Brasil, cerca de R$ 7,59 retornam em benefícios reais para a sociedade e para a economia. Quando a IA é ensinada a cruzar os dados públicos da sua cidade (como pesquisas do IBGE) com o histórico de entregas da sua ONG, ela ajuda a provar matematicamente o valor do seu trabalho. O seu projeto deixa de parecer um "custo" para o investidor e passa a ser visto como um investimento seguro e transformador. O que muda na prática para as organizações? Com esse método bem aplicado, as inovações que as ONGs podem esperar mudam completamente o jogo da captação: Fim do desespero de última hora: A organização sai daquele modelo de correr atrás de edital na véspera do vencimento e passa a ter uma rotina organizada e previsível; Propostas sem erros bobos: Os projetos ficam muito mais robustos, diminuindo drasticamente as reprovações por preenchimento incompleto, metas vagas ou erros de orçamento; Mais confiança dos financiadores: Uma ONG que consegue provar seu impacto com dados seguros conquista a confiança de grandes investidores e garante sua sustentabilidade no longo prazo. Quer saber mais sobre captação estratégica e tecnologia? Aproveite para conferir nossos outros textos sobre sustentabilidade financeira e inteligência artificial no terceiro setor: O perigo do "dinheiro a qualquer custo": não deixe a procura por editais desvirtuar a sua missão: Entenda como a urgência para acessar editais sem alinhamento prévio pode desvirtuar a missão institucional da sua OSC e saiba como selecionar financiadores que respeitem os seus valores reais. Por que sua estratégia de captação precisa de IA (urgente)?: Conheça os dados oficiais sobre a sobrecarga dos captadores de recursos no Brasil e descubra por que a inteligência artificial virou uma ferramenta de infraestrutura obrigatória para criar rotinas eficientes.
Por Instituto Phomenta 4 de julho de 2026
Você com certeza já viveu essa cena: o processo de seleção de voluntários foi um sucesso, a reunião de integração é melhor ainda e todo mundo sai motivado. Duas semanas depois, metade do grupo some sem dar notícias, os e-mails ficam sem resposta e, na hora daquela ação crucial, a coordenação precisa se desdobrar porque metade dos confirmados cancelou em cima da hora. Se a rotina da sua ONG parece um eterno ciclo de recrutar pessoas para cobrir o desfalque das anteriores, saiba que você não está só. Manter voluntários conectados a uma causa a longo prazo é um dos maiores desafios de gestão no Terceiro Setor. Para entender o tamanho do problema, basta olhar para o cenário nacional. Os dados da Pesquisa Voluntariado no Brasil, realizada pelo IDIS/Datafolha (2021) afirmam que, dos 57 milhões de brasileiros e brasileiras que realizam ou já realizaram trabalhos voluntários, apenas 12% fazem ações regularmente. Ainda de acordo com a pesquisa, embora o desejo de fazer o bem seja alto no país, entre os voluntários insatisfeitos e menos entusiasmados aparece a falta de motivação e de apoio/recursos, como fatores que trazem desengajamento.
Por Instituto Phomenta 25 de junho de 2026
Manter uma Organização da Sociedade Civil (OSC) de portas abertas no Brasil é um desafio diário de sobrevivência. Historicamente, a sustentabilidade financeira é o maior gargalo do terceiro setor, mas, frente ao montante de trabalho e às obrigações do dia a dia, ainda não conseguimos olhar para ela de forma estratégica. Assim, tratamos a busca por recursos como um evento de última hora, e não como um processo diário. Os dados do setor desenham um cenário alarmante sobre a estrutura das organizações brasileiras. Segundo a pesquisa da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR)*, 37% dos respondentes apontam como a maior dificuldade da captação a necessidade de dividir o tempo com outras demandas da instituição. Na maioria dos casos, a função é acumulada pela diretoria ou por técnicos que já estão sobrecarregados com a operação na ponta. O resultado é um ciclo vulnerável, especialista em "apagar incêndios": uma corrida desesperada contra o tempo para preencher formulários complexos apenas quando o caixa já entrou no vermelho. Diante dessa escassez crônica de tempo, a Inteligência Artificial (IA) passou a ser uma ferramenta de infraestrutura obrigatória para viabilizar a sustentabilidade institucional, mas poucas organizações ainda sabem como usá-la. A maioria das ONGs usa IA sem estratégia A rotina ideal de captação exige monitoramento constante do mercado, leitura minuciosa de editais, adequação técnica de propostas e relatórios rigorosos de prestação de contas. Mas você leu bem: ideal . Não é o que temos à mão no dia a dia. Para equipes enxutas, a IA se tornou o caminho para assumir essa carga operacional. Na captação de recursos, a máquina atua — ou deveria atuar — como um copiloto técnico: fazendo a triagem de diretrizes complexas e adaptando a linguagem de projetos para diferentes perfis de financiadores, devolvendo ao profissional o tempo necessário para pensar estrategicamente. Porém, de acordo com o levantamento do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) , feito com mais de 1,5 mil organizações, 62% assumem que ainda estão em um estágio baixo ou inexistente de adoção de IA. Vivemos em uma constante urgência para adotar a tecnologia, mas o pouco background gerou um uso amador e desordenado. Um mapeamento recente conduzido também pelo IDIS com mais de 500 entidades revelou que 95% das organizações sociais utilizam IA sem qualquer política ou orientação formal, e 75% dependem exclusivamente de ferramentas gratuitas de mercado. O risco aqui é que, com a soma da pouca estratégia e da falta de substância, as ONGs só consigam gerar, por meio da IA, propostas superficiais e desconectadas da realidade do território. São materiais incipientes, que podem levar à desclassificação imediata dos projetos pelos avaliadores dos editais. Como usar a IA a seu favor? Como resposta direta a esse cenário de equipes sobrecarregadas e necessidade de profissionalização tecnológica, a Fundação FEAC, com apoio do Instituto Phomenta, estruturou o projeto Captação com Causa. A iniciativa de 18 meses foi desenhada justamente para aplicar a IA como uma solução de sustentabilidade em 10 OSCs selecionadas de Campinas. Para combater o uso desordenado e a dependência de plataformas gratuitas apontados pelas pesquisas, o programa introduz no dia a dia das instituições bots customizados e programados especificamente para o contexto do terceiro setor. Em vez de soluções genéricas, as organizações ganham um sistema que filtra editais de forma preditiva e qualifica a escrita técnica das propostas, reduzindo drasticamente o tempo gasto na formatação dos projetos. O foco principal do projeto, que conta com um match funding de R$ 100 mil, é estruturar a captação como uma rotina viável. Por meio de assessoramentos individuais e coletivos, o programa prepara os profissionais para utilizarem a IA com postura crítica, garantindo que a tecnologia trabalhe a serviço da estratégia humana. Ao transformar a tecnologia em uma aliada, o Captação com Causa mira na mobilização de R$ 800 mil entre as participantes e na comprovação de que, com o método correto, a captação de recursos pode deixar de ser um susto sazonal e se tornar uma estratégia previsível, perene e sustentável. Quer saber mais sobre o Captação com Causa? Confira nosso último artigo! *Fonte: Censo ABCR
Por Instituto Phomenta 11 de junho de 2026
Nem todo edital é uma oportunidade. Entenda os riscos do desvio de missão e como captar recursos de forma estratégica.
Por Jaice Balduino 1 de junho de 2026
O doador brasileiro está mudando: mais seletivo, exigente e orientado por impacto. Descubra o que as organizações sociais precisam oferecer para conquistar e fidelizar quem doa no cenário atual.
Por Instituto Phomenta 26 de maio de 2026
Quem está no dia a dia da gestão de uma ONG conhece bem o dilema: a gente passa tanto tempo cuidando dos projetos e atendendo a ponta que a nossa própria estrutura vai ficando para trás. Já diz o ditado: “em casa de ferreiro…”. Nosso financeiro roda no limite, a equipe fica sobrecarregada, os processos são travados e a liderança vive exausta. A verdade é que a gente se acostumou a operar no modo de sobrevivência. Então, que tal dar um passo para trás e avaliar o todo? Durante o FIFE 2026, o sociólogo Domingos Armani trouxe uma provocação que cutucou feridas necessárias. Ele alertou que muitas organizações ainda insistem em carregar crenças e estigmas que funcionam como mapas obsoletos. Só que, o grande problema de usar um mapa velho é que o mundo mudou, e o desenho antigo já não bate com o terreno real de hoje. Insistir na ideia de que investir na própria estrutura é "gastar dinheiro que deveria ir para o projeto" é um desses mapas velhos que precisamos rasgar. Fortalecer a casa, o chamado Desenvolvimento Institucional (DI), é o que garante que a ONG continue existindo e gerando impacto no longo prazo. E essa mudança de mentalidade muda tudo, inclusive o jeito de captar recursos. Mudar a postura para financiar a sua estratégia Captar recursos para o Desenvolvimento Institucional, ou seja para estruturar a gestão, investir em tecnologia e manter o time funcionando, exige parar de pedir dinheiro apenas para o "projeto da vez". No painel da Plataforma Conjunta, ainda no FIFE, o debate girou em torno de como virar essa chave diante dos financiadores. Para ajudar a avaliar como a sua organização está se posicionando, montamos um checklist prático com os principais aprendizados da mesa: Checklist de postura para o fortalecimento da ONG [ ] Você se explica pela estratégia ou pelo portfólio? Quando vai conversar com um parceiro, você gasta todo o tempo listando as oficinas da semana ou apresenta primeiro a missão e a visão de futuro da organização? Grandes parceiros querem financiar o futuro da sua causa, não apenas uma ação pontual. [ ] Você sabe compartilhar vulnerabilidades? Se a sua organização fosse perfeita e não tivesse nenhum problema de gestão, ela não precisaria de apoio. Fale da sua vulnerabilidade, mas com estratégia. Acompanha o próximo ponto! [ ] O desafio vem acompanhado de uma solução? Mostrar os pontos fracos da gestão para o parceiro só funciona se você já apresentar a rota para resolver o problema. A vulnerabilidade precisa vir colada com a sua capacidade de planejamento. [ ] O estigma da escassez foi abandonado? A gestão já superou a velha crença de que o Terceiro Setor precisa trabalhar sofrendo, com ferramentas defasadas e computadores lentos? Modernizar a estrutura interna é uma decisão de eficiência, não um luxo. Saiba que você pode merece e precisa de estrutura. Modernizar para não parar no caminho Se os mapas antigos não funcionam mais, o papel de quem gere é desenhar novas rotas. Olhar para o Desenvolvimento Institucional serve para dar musculatura para a organização. Quando paramos de “vender o almoço para pagar o jantar” e começamos a financiar a nossa própria estratégia, a ONG ganha a sustentabilidade que precisa para transformar a realidade na ponta de forma estruturada e contínua.
mostrar mais

Participe do nosso grupo no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão

Entrar para o grupo