O que é o ChatGPT e como ele pode ajudar as ONGs

10 de março de 2023

Este conteúdo foi produzido por Larissa Dutra


O ChatGPT trouxe muitas perguntas para o mundo da comunicação. Uma delas é como utilizar de maneira eficiente e profunda a Inteligência Artificial?


A OpenAi é a startup responsável pela criação do ChatGPT. Em 30 de novembro ele foi lançado, e com um pouco mais de 60 dias de utilização pública, conquistou mais de 10 milhões de usuários. 


Isso indica uma nova fase de relacionamento entre humanos e tecnologias do tipo IA (Inteligência Artificial), que veio para impactar décadas de vida da humanidade. Mas o que ainda não sabemos é quais são os impactos e implicações sociais e também econômicas para os próximos anos. Para descobrir isso é necessário entender o que é o ChatGPT e como ele pode ser utilizado na nossa rotina, e para nós, especialmente, em ONGs. 


O que é ChatGPT? 


Quem fez o curso de Captação de Recursos via WhatsApp do PAIS em 2022 entende como funciona um chatbot. Essa é uma ferramenta que produz textos em respostas às demandas que colocamos como perguntas. Os chatbots tradicionais entendem a partir de algoritmos e respostas pré-estabelecidas, o que deve ser respondido. São respostas mais diretas. 


O ChatGPT é uma espécie de chatbot super atualizado, que produz textos e entrega informações complexas sobre os mais diversos assuntos. Essa complexidade e sofisticação fez com que ele tivesse um destaque surpreendente na mídia. 


Em suma, você pode tirar uma dúvida ou escrever um texto bem elaborado sobre qualquer tema com o ChatGPT, que além de tudo, também é uma ferramenta disponível online gratuitamente. 



Quer entender mais sobre como usar o ChatGPT para construir bons textos e ter informações relevantes no dia a dia da sua ONG? A gente te explica aqui.


Inteligência artificial e o dia a dia de ONGs


O mundo todo já está usando o ChatGPT, testando novas possibilidades de comunicação. Essa ferramenta pode produzir textos sobre captação de recursos, conteúdos sobre o dia a dia das organizações, legendas para redes sociais, textos para sites e tudo mais que a sua organização precisar. Para isso, é importante saber perguntar. 


O chat está disponível em português, o que já ajuda bastante na utilização. É importante estar sempre atento ao conteúdo gerado e entender se de fato ele condiz com o que a realidade e com o que é preciso dizer. Não é porque se trata de uma Inteligência Artificial que tudo está correto. 


Como usar o ChatGPT 


Em sentido prático, para utilizar o ChatGPT você precisa acessar a página chat.openai.com, fazer um login e começar a pesquisar. 


Não existe uma lógica única para fazer as perguntas, é preciso testar qual é a melhor forma de resposta. Se for uma legenda, tenha informações básicas e peça ao chat que construa. Depois revise. 


Isso também serve para outros tipos de demandas. E mesmo que tenha uma forma bem nova, essa é uma ferramenta acessível e que deve auxiliar o dia a dia corrido das organizações sociais assim como auxilia o resto do mundo. 


Um futuro mais tecnológico


Quem participa dos programas da Phomenta sabe o quanto falamos sobre inovação. E nada melhor do que exemplificar inovação com esse tipo de tecnologia. Essas ferramentas precisam trazer maior conforto e também mais tempo para que estratégias sejam criadas dentro das organizações. 


E como textos sempre tomam tempo, construir bons conteúdos com esse apoio pode salvar aquele cronograma de comunicação que a gente tanto ama. 


Teste o ChatGPT com inteligência e autonomia e crie novas formas de se organizar dentro da sua ONG! 

Depois, conta para a gente o que achou. 






Larissa Dutra é jornalista da Phomenta 


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Por Nathalia Albuquerque 2 de março de 2026
Você pode amar muito um time e ainda assim vê-lo perder campeonatos por anos. Pode ter a maior torcida do país, uma história gigante e uma camisa pesada. Mas sem gestão, isso não se sustenta. No terceiro setor acontece algo muito parecido. Sou corinthiana e não acompanho o futebol tão de perto. Mesmo assim, é impossível ignorar o que Palmeiras e Flamengo vêm construindo nos últimos anos. Escrevo este artigo no final de 2025 e, ao olhar para os principais campeonatos do período recente, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, esses dois clubes seguem protagonizando finais, títulos e campanhas consistentes. Não por acaso, também passaram a aparecer em premiações internacionais que reconhecem excelência em gestão, como o Globe Soccer Awards. Mas nem sempre foi assim. E é exatamente aí que essa história interessa às organizações da sociedade civil. Quando a virada não acontece no campo Palmeiras e Flamengo já viveram fases marcadas por dívidas, crises internas e resultados bem abaixo do potencial que tinham. A mudança não começou com um craque, nem com um gol histórico. Começou fora de campo. Por volta de 2012 e 2013, os dois clubes passaram a tratar a gestão como eixo central. Planejamento financeiro, profissionalização das equipes, governança e visão de longo prazo deixaram de ser discurso e passaram a orientar decisões concretas. Se você não gosta de futebol, continue comigo. O ponto aqui não é o esporte. É entender que amor, tradição e propósito são fundamentais, mas não substituem uma boa gestão. Com gestão, a gente vai mais longe. O que o Palmeiras ensina No Palmeiras, a virada tem um nome bastante conhecido: Paulo Nobre. Ao assumir a presidência do clube em 2013, encontrou um cenário delicado, com dívidas e pouca previsibilidade. Uma das decisões mais simbólicas foi emprestar recursos próprios para reorganizar as finanças do time. Um gesto arriscado, mas inserido em uma estratégia maior. A partir daí, vieram parcerias estratégicas como a Crefisa, a profissionalização da gestão e a criação de novas fontes de receita. A modernização do Allianz Parque transformou o estádio em um ativo que gera renda muito além dos jogos, com shows e eventos. É a lógica de enxergar a estrutura como meio para sustentar a missão, algo bastante familiar para quem atua no terceiro setor. O Flamengo e a coragem de arrumar a casa O Flamengo sempre teve popularidade e potencial. O que faltava era organização. A virada começou com decisões duras e pouco populares, como uma política rigorosa de controle de gastos e reorganização financeira. Antes de investir pesado em contratações, o clube investiu em processos, equipe técnica qualificada e responsabilidade fiscal. Os títulos vieram depois. Não como milagre, mas como consequência. O que tudo isso tem a ver com as OSCs? Muito mais do que parece. Os dois clubes mostram que investir na base (jovens atletas em formação para o time principal) é apostar no longo prazo, mesmo quando o retorno não é imediato. No terceiro setor, isso aparece na formação de equipes, no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de lideranças. Eles também reforçam uma verdade incômoda: amor não é estratégia. Paixão move, mas não organiza fluxo de caixa, não constrói indicadores e não garante sustentabilidade. Há ainda a importância de diversificar fontes de receita, inclusive para organizações grandes e reconhecidas, e de contar com profissionais qualificados, além de investir em quem já faz parte da equipe. Nada disso acontece do dia para a noite. O processo é longo, exige constância e escolhas difíceis. Um convite para quem lidera organizações sociais  Se você lidera uma OSC, vale a reflexão. O quanto da sua energia está concentrada apenas na causa e o quanto está direcionada para fortalecer a gestão que sustenta essa causa? Gestão não esfria o propósito. Pelo contrário. Ela protege a missão, amplia o impacto e garante que o trabalho continue existindo daqui a cinco, dez ou vinte anos. No futebol e no terceiro setor, amor é o ponto de partida. Gestão é o que transforma esse amor em legado.
Por Maria Cecília Prates 10 de fevereiro de 2026
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