Como a Inteligência Artificial no WhatsApp pode simplificar o dia a dia da sua ONG

29 de outubro de 2024

Um grupo de mulheres estão sentadas em uma mesa olhando para um celular.

O WhatsApp é uma ferramenta acessível e intuitiva que pode otimizar o impacto social das ONGs. Com funções práticas e gratuitas, ele pode facilitar a comunicação com voluntários, doadores e beneficiários, além de simplificar processos internos. Abaixo, trouxemos algumas formas de aproveitar o WhatsApp e novas funcionalidades atreladas à Inteligência Artificial, como Amanda no Zap e Meta AI, para ampliar a atuação da sua organização.


WhatsApp Business: organização e profissionalização de rotinas


O WhatsApp Business permite profissionalizar a comunicação da ONG. Com o recurso de etiquetas, você pode segmentar contatos em categorias como "voluntários", "doadores" e "beneficiários", o que facilita o envio de mensagens direcionadas e campanhas de captação. As listas de transmissão agilizam a comunicação recorrente, e a seção de catálogo permite que sua organização exiba projetos e serviços de forma simples.


Para utilizar o WhatsApp Business, basta um celular com Android ou iOS e um número exclusivo. Não é possível usar o mesmo número do WhatsApp pessoal e do Business, mas há um guia completo de migração disponível em nosso
artigo no Portal do Impacto para ajudar você a configurar essa ferramenta.


Amanda no Zap: suporte para capacitação e gestão de projetos


Amanda no Zap é uma assistente virtual desenvolvida pela
Mandū Inovação Social para apoiar ONGs. Com disponibilidade 24/7, ela oferece dicas sobre temas importantes para o setor social, como ESG, captação de recursos e empreendedorismo. Com Amanda, sua ONG pode:


Otimizar a Gestão: Amanda sugere melhorias nos processos internos, aumentando a eficiência.


Capacitação Contínua: Oferece mentorias e cursos gratuitos para desenvolver competências essenciais.


Automação no Atendimento: Facilita o contato com doadores, voluntários e beneficiários.


Para utilizar, basta enviar uma mensagem para o número (11) 95916-6772 


Meta AI: automação e inteligência para tarefas e conteúdos


O Meta AI é uma nova funcionalidade integrada ao WhatsApp que otimiza tarefas administrativas. A ferramenta permite criar listas de tarefas, automatizar respostas e oferecer suporte técnico, agilizando a comunicação com colaboradores e beneficiários. Com comandos simples, sua equipe pode estabelecer rotinas, obter respostas rápidas e organizar atividades diárias, o que libera tempo para ações mais estratégicas.


Para usar o Meta AI, é necessário:


  • Atualizar o Aplicativo: Certifique-se de que a versão do WhatsApp está atualizada.
  • Encontrar o Ícone da Meta AI: Após a atualização, o ícone aparece na aba de conversas, tanto em chats individuais quanto em grupos.
  • Iniciar a Interação: Clique no ícone ou digite “@MetaAI” para começar a interação e realizar tarefas de maneira prática.


Conclusão


Ferramentas como WhatsApp Business, Amanda no Zap e Meta AI oferecem soluções acessíveis e intuitivas, permitindo que ONGs de todos os portes aumentem seu impacto social. Com essas inovações, sua organização consegue fortalecer a comunicação, captar recursos de maneira eficiente e otimizar rotinas operacionais, democratizando o acesso à tecnologia e promovendo um trabalho mais próximo e eficaz junto aos públicos que atende.




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O adoecimento mental da população brasileira tem se intensificado nos últimos anos e já se reflete de forma direta no mundo do trabalho. O aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ampliação de quadros de ansiedade e a exaustão profissional passaram a ocupar o centro dos debates sobre produtividade, gestão de pessoas e sustentabilidade organizacional. No Terceiro Setor, esse cenário não é diferente — e apresenta contornos ainda mais críticos. Dados da Pesquisa Saúde Mental e Bem-Estar no Terceiro Setor (2023), realizada pelo Instituto Phomenta, revelam que 55% dos profissionais do setor expressam algum nível de preocupação com sua saúde mental e bem-estar. Esse contexto foi debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, promovido pelo Instituto Phomenta, que apontou a saúde mental como uma das principais tendências e desafios estruturais para as organizações sociais nos próximos anos. A pesquisa ouviu 842 profissionais, de 214 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram que o alto comprometimento com a causa convive com estresse constante, sensação de urgência permanente e dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e trabalho, um paradoxo cada vez mais presente no cotidiano das organizações da sociedade civil. Cuidar de quem cuida Durante muito tempo, o trabalho no Terceiro Setor esteve associado à ideia de propósito como fator de proteção emocional. Os dados da pesquisa indicam que essa narrativa já não se sustenta. Entre os respondentes, 38% classificam sua saúde mental como regular e 17% como ruim, evidenciando um cenário de alerta que afeta tanto profissionais quanto lideranças. O recorte de gênero revela desigualdades importantes. As mulheres, que representam 65% da força de trabalho no Terceiro Setor, são as que expressam maiores níveis de preocupação: 60% relatam algum grau de insatisfação com sua saúde mental e bem-estar, frente a 45% dos homens. Entre os jovens, os índices são ainda mais elevados. Profissionais de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos apresentam os piores indicadores, com 69% e 70%, respectivamente, avaliando sua saúde mental como regular ou ruim. Esses dados foram destacados no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026 como um sinal de que o setor precisa repensar suas práticas internas se quiser manter equipes engajadas e sustentáveis. A NR-1 e o impacto direto na gestão das organizações Outro ponto central do debate foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2025, organizações com pessoas contratadas sob regime CLT passam a ter a responsabilidade de identificar, prevenir e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores de risco mais recorrentes, a pesquisa da Phomenta aponta: excesso de demandas e tarefas, indicado por 64% dos respondentes como principal fator de estresse; jornadas prolongadas e dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ausência de reconhecimento e suporte institucional; conflitos interpessoais e condições precárias de trabalho. Os efeitos desse modelo aparecem nos sintomas relatados: 77% dos profissionais mencionam ansiedade como um dos principais impactos, e 64% relatam exaustão física. Durante o webinar, foi reforçado que o cumprimento da NR-1, embora necessário, não é suficiente para enfrentar um problema estrutural. O desafio está na revisão das práticas de gestão de pessoas, incluindo distribuição de tarefas, modelos de liderança, processos decisórios e a forma como o cuidado é incorporado, ou negligenciado, na cultura organizacional. Saúde mental como estratégia de sustentabilidade A pesquisa também evidencia que mais de 70% dos respondentes não percebem ações intencionais de suas organizações voltadas à promoção do bem-estar. Esse dado foi amplamente debatido no Webinar Tendências para o Terceiro Setor 2026, que destacou a urgência de transformar o cuidado em estratégia institucional. Entre as organizações que adotam ações voltadas à saúde mental, os profissionais citam iniciativas como atendimento psicológico, espaços de diálogo, formações, flexibilidade no trabalho e momentos de convivência. Ainda assim, esses esforços seguem sendo exceção, e não regra. No Terceiro Setor, cuidar da saúde mental das equipes deixou de ser um tema secundário. Trata-se de uma condição para a permanência das pessoas, para a qualidade do trabalho realizado e para a coerência entre missão institucional e práticas internas. A crise de saúde mental convida o setor a um exercício de autocrítica. Não é possível enfrentar desigualdades externas se, internamente, as relações de trabalho reproduzem exaustão, urgência permanente e invisibilização do cuidado. Em 2026, organizações que colocarem as pessoas no centro da gestão estarão mais preparadas para sustentar seu impacto social no longo prazo. Assista completo:
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